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Santos quebra tabu e conquista o bicampeonato
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Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
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| Fábio Costa ergue a taça
e festeja: Santos é bi no Paulistão |
Tabus existem para serem quebrados. E foi isso que o Santos fez
neste domingo, diante do São Caetano, no Morumbi. Com uma
vitória por 2 a 0, o time da Vila Belmiro tornou-se o primeiro
time a reverter uma desvantagem de dois gols em uma partida decisiva
do Paulistão e sagrou-se bicampeão estadual.
Adaílton, aos 25 do primeiro tempo, e Morais, que entrou
na etapa final no lugar de Jonas, garantiram a taça para
o time da Vila Belmiro. A última vez que o time da Baixada
alcançou duas conquistas seguidas no Paulistão aconteceu
no final da década de 60 (1968 e 1969), quando o time ainda
era comandado pelo Rei Pelé e seus súditos.
O último bicampeão estadual era o Palmeiras, que arrematou
as taças de 1993 e 1994 sob a batuta do técnico Wanderley
Luxemburgo.
O começo da caminhada rumo ao bi neste domingo, no entanto,
foi recheada de dificuldade e nervosismo. Com Maldonado escalado
na lateral direita e Pedrinho, com a camisa quatro, mas atuando
no meio-campo, o Peixe foi para cima do Azulão e perdeu duas
ótimas chances para marcar o gol antes dos dez minutos, ambas
com Marcos Aurélio.
Logo a um minuto, o centroavante recebeu na esquerda, balançou
em cima da zaga e chutou forte, por cima do gol de Luis. Na seqüência,
Canindé se desentendeu com Jonas e levou o primeiro cartão
amarelo da decisão. Na segunda vez em que tentou atacar pela
esquerda, o Peixe quase abriu o placar. Zé Roberto puxou
contra-ataque e serviu Marcos Aurélio, que entrou em velocidade
na área, mas bateu torto, à esquerda do gol de Luis.
Fechadinho, o São Caetano fazia de tudo para diminuir os
espaços do Peixe no campo ofensivo e, bem instruído,
esperava o erro do Peixe para encaixar um contra-ataque e definir
o campeonato. Pegando pesado nas faltas, os jogadores do Azulão
conseguiam irritar os já nervosos jogadores do Peixe.
Um minuto depois de Fábio Costa mostrar suas ferramentas
pela primeira vez, saindo com os pés quase no joelho de Luis
Alberto, o Santos teve nova oportunidade para abrir o placar com
Zé Roberto, que avançou pelo meio e bateu cruzado,
para boa defesa de Luis. Na cobrança do escanteio, não
teve jeito. Pedrinho bateu fechado e Adaílton, como um raio,
se antecipou ao goleiro para abrir o placar e marcar seu primeiro
gol com a camisa do Peixe.
O gol foi um balde de água fria no bem arrumado time de
Dorival Júnior, tanto que nos dez minutos seguintes Rodrigo
Souto, em arrancada fulminante, Jonas, com um chute sem ângulo,
na trave, e Zé Roberto, obrigando Luis a fazer um milagre,
quase deram ao Peixe a vantagem necessária para ficar com
o bicampeonato.
O São Caetano chegou pela primeira vez ao ataque depois
de boa jogada de Douglas, que passou como quis por Ávalos
e serviu Somália, mas o chute do artilheiro do campeonato
saiu mascado, pela linha de fundo. Antes do intervalo, em uma besteira
do zagueiro Ávalos, o São Caetano teve outra oportunidade,
com falta perto da risca lateral da área. A cobrança,
no entanto, não levou perigo e o primeiro tempo terminou
mesmo 1 a 0 para o Peixe, que continuou pressionando e teve mais
três escanteios a seu favor antes da descida para os vestiários.
Mais pressão: O Santos voltou para o segundo tempo da mesma
forma que começou o primeiro: pressionando. O São
Caetano, por sua vez, trocou o inoperante Canindé pelo marcador
Galiardo, na esperança de aumentar ainda mais as dificuldades
do Peixe no setor de criação. E foi justamente Galiardo
quem chutou a gol pela primeira vez, logo aos 40 segundos, assustando
Fábio Costa.
O nervosismo deu o tom nos minutos seguintes e o grito de gol ficou
preso na garganta da torcida do Santos aos oito, depois de Kléber
receber na esquerda e cruzar para Zé Roberto, impedido, quase
cabecear o chão antes de desperdiçar ótima
oportunidade para fazer 2 a 0. Jonas, atrapalhado, também
teve o título em seus pés, mas atrapalhou o ataque
e irritou Luxemburgo, que o tirou de campo para a saída de
Moraes.
A resposta de Dorival Júnior foi rápida. Para fechar
ainda mais o time, o treinador do Azulão apostou na repetição
da equipe que venceu a primeira decisão e sacou Glaydson
para a entrada de Ademir Sopa, responsável por anular Zé
Roberto no último domingo.
Logo na seqüência, Cléber Santana aproveitou
cobrança de falta de Kléber e fez 2 a 0, mas o auxiliar
Ednílson Corona colocou um fim na festa da torcida do Peixe,
alegando impedimento do camisa 11 santista. Foi a senha para a torcida
do São Caetano, em bom número, soltar o grito de é,
campeão.
O São Caetano entrou no ritmo da animada torcida e passou
a buscar o empate para selar a conquista com chave de ouro. Por
alguns minutos, os pouco mais de quatro mil torcedores calaram a
enorme massa santista que foi ao Morumbi e viram seu time levar
perigo ao gol de Fábio Costa.
Quando o cronômetro marcou 29 minutos, Wanderley Luxemburgo
lançou mão de suas cartadas finais e mandou a campo
Carlinhos e Rodrigo Tabata, sacando Pedrinho e Cléber Santana.
Dorival, por sua vez, sacou Luiz Henrique para a entrada de Marcelinho,
revigorando o contra-ataque do Azulão.
Os minutos finais do duelo foram de arrepiar, com o Santos se lançando
mais do que nunca ao ataque e o São Caetano esfriando o jogo
sempre que possível. A seis minutos do fim, Carlinhos, que
acabara de entrar, arrancou pela esquerda e passou para Kléber,
que cruzou para Morais, o filho de Aloísio Guerreiro, ex-atacante
santista, subir mais do que a zaga e colocar o Peixe perto do bicampeonato:
Peixe 2 a 0.
Antes do apito final, o mesmo Moraes teve a chance de fazer o terceiro,
mas acertou as redes pelo lado de fora. Catimbeiro como o pai, o
atacante ainda cavou a expulsão de Luis Alberto,
ao provocar o volante do Azulão e ser empurrado pelo rival.
Foi o último lance de emoção para a torcida
santista que levou quase 60 mil apaixonados ao Morumbi. Santos,
bicampeão estadual.
| Final - Jogo de volta |
| Data/Horário/Grupo |
Final
- Resultado |
Local |
06/05/2007 (dom) - 16h00 |
Santos |
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São Caetano |
Morumbi |
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