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Superação dos alunos
de Parreira dão título ao Brasil
| Foto: Reuters |
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Lima (Peru) - Pode não ter sido uma aula de
técnica. Mas a superação dos jogadores
brasileiros foi decisiva para, neste domingo, garantir ao
futebol pentacampeão do mundo o seu sétimo título
na Copa América. Depois de um empate por 2 a 2, garantido
nos acréscimos, com os favoritos argentinos, os alunos
do técnico Carlos Alberto Parreira ganharam a disputa
de pênaltis por 4 a 2 e levantaram o troféu do
torneio continental.
Os dois gols brasileiros na partida sairam nos minutos finais
dos dois tempos. Apesar do maior volume de jogo do time do
técnico Marcelo Bielsa, que será ainda mais
pressionado pela perda do título, o time canarinho,
contando com vários jovens jogadores, ganhou nas penalidades,
depois de uma defesa do goleiro Júlio César
e uma chance desperdiçada dos argentinos.
O jogo - Os argentinos começaram a partida fazendo
bastante pressão na saída de bola dos brasileiros.
A primeira chance de gol, no entanto, foi do time do técnico
Carlos Alberto Parreira. Aos 11 minutos, Adriano cortou para
a esquerda e bateu de fora da área. Bola passou perto
da trave direita de Abbondanzieri, que não chegou a
se mexer.
O primeiro ataque mais incisivo da Argentina resultaria no
primeiro gol da partida. Aos 20 minutos, Lucho González
entrou na área brasileira, depois de toque de calcanhar
de Tevez, e Luisão o derrubou. Kily González
cobrou à direita de Júlio César, que
pulou para o outro canto.
O Brasil tentou reagir logo em seguida, em cobrança
de escanteio da direita, que Gustavo Nery cabeceou no primeiro
pau, perto do travessãode Abbondanzieri. O mesmo Lucho
González respondeu pelos argentinos com um chute da
entrada da área. Júlio César se esticou
para fazer sua mais difícil defesa na partida.
Irritado, Parreira insistiu para que sua equipe adiantasse
a marcação e pressionasse os argentinos pelas
laterais. O resultado só viria em uma cobrança
de falta, nos acréscimos da primeira etapa. Alex levantou
para a área da esquerda e Luisão só tocou
de cabeça para empatar o jogo e esfriar o ânimo
dos favoritos.
Na volta dos vestiários, os argentinos, que foram
ao Peru com sua equipe principal e estavam pressionados para
vencer, começaram impondo seu ritmo. Aos quatro minutos,
um cruzamento rasteiro passa por toda a área brasileira
e Tevez perde gol na pequena área, acertando a trave.
O Brasil só reagiu aos 32 minutos, com um bombardeio
na área da Argentina, que terminou com Gustavo Nery
batendo de sem pulo, por cima do travessão. O castigo
viria dez minutos depois. Em bola levantada, Renato falhou
no meio da área e o atacante Delgado, que tinha acabado
de entrar, pegou pela direita cruzado, sem chance para Júlio
César.
Os argentinos já comemoravam e brincavam com os brasileiros
quando a sorte mudou de lado. No último lance do tempo
regulamentar, Adriano recebeu na área adversária
e bateu de virada, à esquerda do goleiro Abbondanzieri
para igualar o marcador.
Nervosos, os argentinos ameaçaram partir para a agressão.
Mascherano chegou a trocar agressões com Edu no final
da partida.
Nas cobranças, melhor para os brasileiros. Na primeira
penalidade, D'Alessandro foi barrado por Júlio César.
Pouco depois, Heinze mandou a sua chance para longe. O Brasil,
que não errava, só teve de esperar o zagueiro
Juan balançar as redes da Argentina e garantir o troféu.
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24/07/2004 - sábado
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21h45
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Uruguai
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Colômbia |
Cusco
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25/07/2004 - domingo
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17h00
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Brasil
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Argentina |
Lima
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