|
Nova 'Era Dunga' faz arte contra Argentina
e é bi
| Foto AFP |
 |
| Artilheiro da Copa América, Robinho
não brilhou na final, mas viu um show dos companheiros |
Maracaibo (Venezuela) - Desfalcado
de suas principais estrelas (Ronaldinho Gaúcho e Kaká),
jogando contra uma seleção melhor arrumada, mais experiente
e completa, o técnico Dunga fez sua primeira final como treinador
profissional e conquistou o título da Copa América,
neste domingo, em Maracaibo, na Venezuela.
O Brasil não se acanhou diante
das badaladas estrelas argentinas e aplicou nova goleada de 3 a
0, exatamente como havia feito no amistoso do dia 3 de setembro
de 2006, no início da nova ‘Era Dunga’. Depois
de ter travado uma batalha contra o futebol-arte durante à
competição, o treinador brasileiro foi obrigado a
tornar seu time mais ofensivo no jogo decisivo devido à suspensão
de Gilberto Silva e, desta forma, trouxe a oitava Copa América
para o Brasil.
Capitão na conquista do tetracampeonato
mundial em 1994, Dunga mais uma vez obteve o resultado com seu futebol
de resultados. Desta vez, no entanto, o sucesso na final não
veio nas cobranças de pênaltis. Se a atuação
não foi exuberante, ao menos trouxe a taça e deixou
novamente a Argentina frustrada tendo que lidar com o jejum de títulos,
que já dura 14 anos.
Robinho sumiu na partida contra a Argentina,
mas foi o artilheiro da Copa América com seis gols marcados
(cinco contra o Chile e um contra o Equador). Bem marcado, Riquelme
não conseguiu alcançá-lo e ficou com a vice-artilharia,
com cinco gols
A marcação da seleção
brasileira foi muito boa no meio-campo e, desta vez, não
faltou qualidade na hora de sair em velocidade. Depois de ter desperdiçado
um dos pênaltis na decisão com a Alemanha, na Copa
de 2006, Ayala mais uma vez foi o vilão do time argentino.
Ele fez um gol contra e ainda levou o corte no belo gol de Júlio
Baptista.
A partida começou estudada, truncada
e faltosa nos primeiros minutos. Elano, substituto de Gilberto Silva
(suspenso), desatou o nó rapidamente. Em um lindo lançamento,
o meia achou Júlio Baptista na área argentina. Ele
cortou Ayala e bateu forte no ângulo. Abbondanzieri nem se
mexeu e só viu as redes estufarem, aos quatro minutos.
Atrás no placar, a Argentina
não se assustou e foi em busca do empate. Quatro minutos
depois, Verón ajeitou de cabeça com elegância
e Riquelme acertou um chute muito forte na trave de Doni.
Ao contrário do que poderia se
imaginar, a seleção brasileira não se limitou
a jogar nos contra-ataques. Apesar da tentativa de pressão
argentina, o Brasil saiu para o jogo e quase fez o segundo gol.
Maicón deu drible-da-vaca dentro da área e cruzou.
A zaga afastou.
O time de Dunga tinha o jogo relativamente
sob controle até os 33 minutos, quando perdeu Elano com uma
contusão muscular na região posterior da perna esquerda.
Tendo apenas o volante Fernando como opção, Dunga
notou sua equipe melhor do que nos outros jogos e decidiu improvisar
para não voltar ao esquema exageradamente defensivo. Improvisou
o lateral Daniel Alves na posição.
A mexida deu certo e o jogador do Sevilla
logo cruzou pela direita e viu Ayala fazer um gol contra que deu
total tranqüilidade ao time canarinho, aos 39 minutos. A Argentina
perdeu a cabeça e exagerou nas faltas.
Após o intervalo, o Brasil quis
usar de malandragem e não mostrou o mesmo talento dos argentinos
para gastar o tempo e administrar a vantagem. Nos primeiros minutos,
Gilberto e Doni foram advertidos por retardarem a reposição
de bola.
A Argentina se esforçou, mas
não conseguiu assustar o Brasil. No contra-ataque, o time
de Dunga foi inteligente e matou o jogo. Vágner Love fez
grande jogada e enfiou para Daniel Alves nas costas da defesa. O
lateral bateu cruzado e fez um lindo gol: 3 a 0.
Aos 35 minutos, Messi recebeu
livre, driblou Doni e marcou gol, que foi anulado pelo bandeira
uruguaio Walter Rial. O Brasil seguiu marcando bem e saindo em velocidade
até o árbitro apitar o fim de jogo. Pela segunda vez
consecutiva, a seleção foi campeã da Copa América
em cima da Argentina. Em 2005, a seleção canarinho
já tinha saído vitoriosa em cima do maior rival na
final da Copa das Confederações.
|
Final
|
| Data/Horário |
Resultado
|
Local |
| 15/07/2007 (dom) 18h05 |
Brasil
|
3 x 0
|
Argentina |
Maracaibo |
|
Decisão
terceiro lugar
|
| Data/Horário |
Resultado
|
Local |
| 14/07/2007 (sáb) 18h05 |
Uruguai
|
1 x 3
|
México |
Caracas |
|