| Prova faz parte da história
de São Paulo
A tradicional Prova Ciclística
9 de Julho foi criada em 1933 pelo jornalista Cásper Líbero,
e está ligada à história de São Paulo.
Ela surgiu como uma homenagem aos paulistas que lutaram na Revolução
Constitucionalista de 32, que eclodiu naquela data.
Logo no início, a 9 de Julho
tornou-se uma das provas mais importantes do Brasil. A participação
foi restrita a atletas de maior categoria e convidados de outros
estados, garantindo, assim, sua competitividade.
Foto
Acervo/Gazeta Press |
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| Marcos Mazzaron, da equipe
Caloi, vence a prova
de 1986. Atualmente, Mazzaron é o presidente da Federação Paulista de Ciclismo. |
Com a presença de ciclistas argentinos e uruguaios, a competição
ganhou, em 1947, o título de Prova Ciclística Internacional
9 de Julho. Depois, vieram representantes de mais de quinze países.
O primeiro estrangeiro a cruzar na frente a linha de chegada foi o
argentino Jorge Oliveira, em 1948. Em
toda sua história, a Prova deixou de ser realizada de 1941
a 1946 (época da Segunda Guerra Mundial), de 1952 a 1954
e de 1966 a 1968. As mulheres só passaram a competir a partir
de 1985.
O brasileiro José Magnani
entrou para a história da 9 de Julho ao se tornar o primeiro
campeão. Ele também levou os troféus em 1934
e 1940. O também brasileiro Rolando Montesi ganhou a inédita
fase internacional, além dos títulos em 1937 e 1938.
Outras participações importantes foram as de Ailton
Souza (1982, 1985 e 1988) e Wanderley Magalhães (1989, 1990
e 1991). Entre as mulheres se destacam as tricampeãs Cláudia
Carceroni (1991, 1992 e 2004) e a bicampeã Ieda Botelho (1994
e 1996). |