Os Jogos Pan-americanos
Empolgadas com o sucesso dos Jogos Olímpicos de Londres,
em 1932, as delegações latino-americanas tiveram a idéia
de promover os esportes amadores no continente em uma
competição que reunisse todos os países das Américas.
A proposta, porém, só tomou força com a realização do
primeiro Congresso Esportivo Pan-americano, realizado
em Buenos Aires, no ano de 1940.
Nesta reunião ficou definido que a primeira edição
do Pan seria realizada no ano seguinte na própria capital
argentina. A evolução do conflito da Segunda Guerra
Mundial, entretanto, fez com que o primeiro Pan fosse,
de cara, cancelado.
Com o término do conflito, um novo Congresso Esportivo
foi realizado e Buenos Aires acabou confirmada como
a sede inaugural da disputa, que só foi começar mesmo
em 25 de fevereiro de 1951, com a presença de 100 mil
espectadores, além do presidente Juan Domingo Perón
e sua mulher Evita, a co-presidente do Comitê Organizador
dos Jogos.
Entidade que reúne os Comitês Olímpicos das Américas,
a Odepa foi oficialmente criada em 1955, com sede na
Cidade do México. As origens da organização, entretanto,
remetem aos anos de 1932 e 1940, quando a idéia do Pan-americano,
começava a tomar forma.
Os idiomas oficiais da Odepa são o espanhol e o inglês.
O símbolo da entidade é composto por uma tocha, sobreposta
por um pequeno símbolo das Olimpíadas. Em volta aparecem
cinco arcos com as cores associadas a cada continente:
azul, amarelo, negro, verde e roxo. Atualmente, 42 países
compõem a organização.
Desde a edição de 1951, o Pan jamais deixou de ser
realizado. Desde Cali-1971, procura-se estabelecer um
rodízio entre as diversas partes das Américas: primeiro,
uma cidade do Sul abriga a competição, sendo seguida
por uma do Norte e, por fim, da América Central. Todos
os países da Odepa têm direito a voto na escolha da
sede. Quem já sediou a competição, vota duas vezes.
Realizado no ano anterior às Olimpíadas, o Pan é a
seletiva de algumas modalidades para o maior evento
esportivo do mundo. Entretanto, a competição sofre um
sério problema ao ser praticamente ignorada por alguns
dos melhores atletas no continente. Os Estados Unidos
são o maior exemplo neste aspecto: exceção feita
ao Pan de Indianápolis-1987, o país não costuma competir
com seus principais atletas.
Esta, inclusive, é uma das principais preocupações
do Comitê Olímpico Brasileiro e do Co-Rio para a competição
de 2007. Tanto que o Comitê Organizador da competição
fez uma apresentação para as Federações Nacionais dos
Estados Unidos com o intuito de motivar a participação
dos melhores atletas norte-americanos. A promessa, pelo
menos, já foi conseguida. Presidente do Comitê Olímpico
Norte-americanos, Peter Ueberroth prometeu enviar uma
equipe forte para o evento.
Mas os brasileiros que não esperem grandes estrelas.
O conceito de “forte” para os norte-americanos são as
jovens promessas do esporte. “Os atletas que vamos enviar
serão as minhas surpresas para os Jogos Olímpicos de
Pequim. Queremos que estes jovens, que têm possibilidade
de resultados em 2008, ganhem experiência de Jogos Rio
2007, vivenciando um evento multiesportivo e a convivência
em uma Vila”, revelou Craig Masback, diretor-executivo
da Federação de Atletismo norte-americana.
A verdade é que também o Brasil nem sempre manda seus
grandes astros para o Pan-americano. Em 2003, por exemplo,
Adriana Behar e Shelda preferiram disputar uma etapa
do circuito mundial do vôlei de praia, deixando a participação
brasileira nas mãos de Ana Richa e da então desconhecida
Larissa. O vôlei feminino mandou um time formado
por juvenis e apenas a veterana Janina.
Agora, porém, a previsão é que o Brasil dispute todas
as modalidades com força máxima, para, dessa forma,
conseguir superar o Canadá no quadro de medalhas, feito
quase alcançado na última edição do Pan.
A intenção dos dirigentes brasileiros é fazer um belo
espetáculo para fortalecer a candidatura do Rio de Janeiro
para os Jogos Olímpicos de 2016. “A realização do Pan
com êxito, em ambiente amistoso, com a máxima segurança,
com itens e tecnologia funcionando bem é o teste para
o Brasil ter uma candidatura mais consistente”, confirmou
Orlando Silva Júnior, ministro dos Esportes. E, a despeito
dos atrasos em algumas obras, a expectativa e confiança
é que o Rio vai realizar o maior Pan da história.
Vale ressaltar que, ao menos por enquanto, o cenário
que está mais próximo de ser realizado é que o Rio 2007
será o maior Pan em relação ao número de participantes.
A expectativa da Odepa é que 5.500 atletas participem
da disputa, sendo 5.120 de esportes olímpicos e 380
de modalidades não-olímpicas. São exatos 225 participantes
a mais do que a edição de Santo Domingo, em 2003.
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