Niterói (RJ) - Atuando em casa e com o apoio do
ginásio Caio Martins lotado, o Rexona/Ades finalmente
conseguiu devolver para o Finasa/Osasco a derrota no final da
Superliga 2004/2005 e se sagrou campeão da atual edição
do torneio. O placar da última partida não refletiu
o equilibrio da série final: 3 sets 0, parciais de 25/14,
25/20 e 25/23. Este é o terceiro título da equipe,
que havia vencido em 1997/1998 e 1999/2000, quando ainda defendia
o Paraná.
Assim como este ano, na última temporada a equipe comandada
pelo técnico Bernardinho também havia chegado
como favotíssima ao título, de acordo com as estatísticas
oficiais. Porém, o então técnico do Osasco
José Roberto Guimarães armou um 'nó tático'
para as cariocas e o time paulista levou o seu tricampeonato
consecutivo da Superliga.
Ex-assistente de Zé Roberto e substituto do treinador,
o técnico Paulo Coco fez, apesar da derrota, um grande
trabalho no Osasco, que além de não poder mais
contar com Érika, que foi para o Oi/Macaé, ficou
desfalcado da estrela Paula Pequeno, grávida. Para
piorar, a levantadora Carol Albuquerque e a atacante Mari
sofreram sérias contusões ao longo da temporada.
Após três temporadas na mão do Osasco,
o título nacional merecidamente mudou de Estado: melhor
time da fase de classificação, o Rexona/Ades
só perdeu a sua invencibilidade na Superliga na segunda
partida da série melhor-de-cinco da decisão.
A vitória empolgou as paulistas, que, apesar da derrota
no terceiro duelo, conseguiram uma bela vitória por
3 a 2 no quarto jogo e levou a partida para o quinto duelo.
O último jogo, entretanto, não refletiu o equilibrio
da série. Sacando muito bem, o time do Rio desequilibrou
a defesa do time do Osasco e facilmente fez 25/14 no primeiro
set. Motivada, a equipe de Bernardinho não permitiu
a reação das campeãs da última
temporada e fechou a segunda etapa em 25/20. No terceiro set,
o mais equilibrado, nova vitória, desta vez por 25/23.
O jogo deste domingo também marcou a saída
definitiva da levantadora Fernanda Venturini das quadras,
que se despediu em grande estilo. Entendendo-se muito bem
com Renatinha, destaque do duelo, as duas foram as principais
responsáveis pela vitória na partida.
O jogo - A grande decisão começou bastante
disputada, com as duas equipes alternando pontos. Mari, porém,
errou duas vezes e deu a vantagem para o Rexona (6 a 3). As
cariocas não se abalaram e continuaram sacando muito
bem. O técnico Paulo Coco e pediu tempo, mas a medida
nada adiantou e a vantagem aumentou para 16 a 8.
O treinador paulista então colocou, sem sucesso, Monique
Adams, Luciana e Fabiana Berto. Porém, Renatinha e
Fernanda Venturini continuaram a se entender muito bem. Um
erro do bloqueio do Osasco, acabou por encerrar o primeiro
set em 25/14.
Derrotado na primeira etapa, o Osasco voltou melhor, mas
Thaisa empatou o duelo em 2 a 2, no primeiro ace da partida.
Pouco tempo depois, a maior polêmica da partida: após
fazer o quinto ponto, Renatinha saiu vibrando muito. As paulistas
reclamaram de provocação e a atacante tomou
cartão amarelo (ponto para o outro time). Como não
parou de reclamar, Paulo Coco também tomou amarelo
e o Rexona fez 6 a 5.
Acalmados os ânimos, o Osasco tomou a frente por 8
a 7. Um toque na rede de Mari deu o empate em 12 a 12 para
o Rexona, que entrou no segundo tempo técnico com 18
a 16 no placar. As paulistas então erraram uma sequência
de ataques e um erro de recepção de Adams deu
o segundo set para as cariocas.
A terceira etapa foi a mais equilibrada da partida. Mais
um vez, o Osasco começou vencendo a parcial, mas o
Rexona foi buscar e vencia por 8 a 7 na primeira parada técnica.
Renatinha continuava a se destacar e as cariocas fizeram 10
a 7.
Guerreiro, o Osasco se recuperou e empatou o duelo. O time
de Paulo Coco, porém, continuava a errar muito e o
time da casa manteve um ponto de vantagem. O treinador do
time paulista resolveu arriscar tudo e colocou Mari, Luciana
e Fabiana Berto na quadra.
A medida teve efeito e as paulistas fizeram 21 a 19. O Rio,
no entanto, foi buscar e empatou o placar. Monique Adams ainda
teve a chance de fazer 23 a 21, mas ficou no bloqueio. Empolgado,
o Rio virou a partida e teve o primeiro match point desperdiçado.
Porém, no lance seguinte Venturini fez o seu último
levantamento e Sassá não perdoou: fez o ponto
do terceiro título do Rexona na história da
Superliga.