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Brasil vira e conquista quinto título
consecutivo
| Foto: AFP |
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| Um, dois, três, quatro, cinco.....Este
time não cansa de ganhar e só perdeu um jogo na
caminhada pelo penta da Liga |
Katowice (Polônia) - Cinco anos depois de perder a
decisão da Liga Mundial para a Rússia diante de sua
torcida, em Belo Horizonte, a seleção brasileira masculina
de vôlei finalmente teve a chance de devolver a derrota. Neste
domingo, o time comandado pelo técnico Bernardinho bateu
os russos por 3 sets a 1, parciais de 18/25, 25/23, 28/26 e 25/22.
Trata-se do sétimo título do Brasil na competição,
que agora está a apenas uma taça da Itália,
que dominou a competição durante os anos 90, mas não
consegue subir ao ponto mais alto do pódio desde 2000. No
ano seguinte, começou a Era Bernardinho e a hegemonia verde-amarela
na modalidade.
Desde então, os brasileiros chegaram a todas as finais da
competição e só perderam o ouro em 2002, justamente
quando disputaram as finais em casa. Brasil e Rússia haviam
se enfrentado na última sexta-feira, em partida que os bicampeões
mundiais precisavam da vitória a todo custo para seguir vivo
na disputa pela taça. O placar foi de 3 a 1. Com 25 acertos,
o russo Semen Poltavsky.
O título desde ano foi bastante parecido com o do ano passado,
quando a final foi diante da França. Em ambas as oportunidades,
os brasileiros perderam da Bulgária na primeira partida da
fase final, mas conseguiram a recuperação e chegaram
à decisão. De novo, os brasileiros começaram
sendo dominados pelo adversário, mas foram buscar o resultado
na raça e conseguiram a virada.
Agora, a seleção nacional se apressa para voltar
ao Rio de Janeiro, onde irá lutar pela medalha de ouro nos
Jogos Pan-americanos. Curiosamente, a competição continental
é o único torneio que o Brasil não conseguiu
chegar à decisão sob o comando de Bernardinho. Em
2003, a equipe também foi para a disputa depois de levar
o ouro na Liga Mundial, mas acabou surpreendida pela Venezuela na
semifinal e teve que se contentar com o bronze.
Ao término do jogo, sob apludos da torcida, Giba, Ricardinho
e Escadinha subiram na cadeira do juiz para comorar. Depois, enquanto
os russos saiam para o vestiário, o tradicional peixinho
dos jogadores brasileiros foi executado.
O jogo - Mesmo depois de ver a sua seleção perder
a medalha de bronze para os Estados Unidos, a maior parte da torcida
polonesa continuou no ginásio Spodek para acompanhar a decisão
da competição. E quem começou melhor foi a
Rússia, que tinha muita facilidade diante de um Brasil apático
em quadra.
De cara, os russos mostraram a que vieram e abriram 3 a 1, obrigando
o técnico Bernardinho a fazer o primeiro pedido de tempo
da decisão. Mais calmo na volta, os brasileiros viraram o
placar para 7 a 6 em um contra-ataque de Rodrigão.
A reação, porém, parou por aí. Errando
muito, a seleção brasileira permitiu que os europeus
escapassem no placar. A vantagem da Rússia só foi
aumentando durante a etapa e foi justamente em um ataque para fora
verde-amarelo que os estrangeiros fizeram 25 a 18, fechando o primeiro
set.
Na segunda parcial, mais uma vez os bicampeões mundiais
começaram mal, com a recepção desestruturada
pelo forte saque dos rivais. Com isso, os russos chegaram a ter
22 a 19 no placar. Tudo parecia caminha tranquilamente para uma
nova vitória da Rússia. Mas eles não contavam
com uma boa seqüência de saques de Ricardinho, que colocou
o time nacional de volta à etapa. Embalado, o time fechou
em 25 a 23.
Para o terceiro set, a seleção nacional voltou melhor,
com Bernardinho colocando Murilo no lugar de Dante e abriu 5 a 2.
Porém, permitiu a virada em 11 a 10, mas logo se recuperou,
fazendo 15 a 12. Na reta final, nova bobeada e 21 a 20 para a Rússia
no placar. Mais uma vez, no entanto, o time brasileiro cresceu no
momento decisivo e fechou a etapa em um bloqueio.
Sem se entregar, a seleção russa começou a
quarta etapa com tudo e logo abriu três pontos de vantagem:
5 a 2. Novamente, o técnico Bernardinho optou por parar a
partida e frear a empolgação dos rivais. E, de novo,
a tática deu certo: o empate veio com o atacante europeu
atacando uma bola pelo meio na rede.
A partir daí, as duas equipes seguiram encostadas no placar
até Giba virou um belo contra-ataque e marcou 18 a 16. A
Rússia, porém, foi buscar e virou, mas logo foi superada
de novo no 21 a 20. Foi aí que o russo Semen Poltavsky não
foi eficiente e jogou um ataque para fora: 23 a 21. Neste momento,
o Brasil estava sem levantador em quadra, opção de
Bernardinho para aumentar a altura do bloqueio.
E foi justamente um bloqueio de Anderson deu o primeiro match point
para a equipe nacional, desperdiçado com um saque errado
de André Nascimento. No lance seguinte, entretanto, novo
erro de ataque dos europeus e vitória para o Brasil: 25 a
22.
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Final
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Horário
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15/07/2007
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Parciais |
Local |
| 15h |
Rússia
|
1 x 3
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Brasil |
25/18, 23/25, 26/28 e 22/25 |
Katowice |
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Decisão
3º e 4º
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Horário
|
15/07/2007
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Parciais |
Local |
| 12h |
EUA
|
3 x 1
|
Polônia |
25/19, 25/21, 22/25 e 25;19 |
Katowice |
| * Horários de Brasília |
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