Por Thiago Azevedo, especial para GE.Net
Em 2002, o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial na Coréia
do Sul e no Japão com grandes atuações
de Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho – reserva, o meia
Kaká também fazia parte do grupo comandado pelo
técnico Luiz Felipe Scolari. Já o quarto membro
do chamado ‘Quarteto Mágico’, o atacante
Adriano, era apenas mais um bom valor nacional a tentar a carreira
no futebol europeu.
| Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press |
 |
| Ficha
Técnica |
|
Nome:Adriano Leite Ribeiro
Nascimento: 17/02/1982
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Peso: 86kg
Altura: 1,89m
Posição: atacante
Time atual: Internazionale (Itália)
Copas: nenhuma
Na seleção: 34J, 19V, 6D,
9E, 22G
Títulos com a seleção:
Copa América (2004) e Copa das Confederações
(2005)
|
|
Porém, nos últimos quatro anos, o ex-jogador
do Flamengo fez por merecer um lugar entre as feras comandadas
pelo técnico Carlos Alberto Parreira. O bom desempenho
no futebol italiano nas últimas temporadas chamou a
atenção do treinador, que convocou Adriano para
a disputa da Copa América, em 2004, e da Copa das Confederações,
no ano seguinte. O atacante não decepcionou: na ausência
dos grandes ídolos, o carioca chamou a responsabilidade
para si e foi artilheiro nos títulos conquistados no
Peru e na Alemanha.
Apesar do bom desempenho de Adriano com a camisa verde e
amarela, o retrospecto recente do atacante não é
dos mais animadores. Para se ter uma idéia, do início
de 2006 até a eliminação da Inter na
Copa dos Campeões da Europa, o camisa dez do time italiano
balançou as redes por apenas três vezes –
duas pelo Campeonato Italiano e uma pela própria competição
continental. Aliás, a saída do time de Milão
do torneio europeu fez com que os torcedores da equipe colocassem
o brasileiro como bode expiatório.
Mesmo nesta situação, Adriano não está
ameaçado de ficar de fora da Copa do Mundo da Alemanha,
nem mesmo de perder seu lugar entre os titulares. Parreira
já manifestou diversas vezes a confiança em
seus comandados e, mesmo em má fase, o atacante deverá
mesmo formar a dupla de ataque da seleção brasileira
ao lado de Ronaldo.
A história de Adriano na seleção brasileira
principal começou quando ele ainda estava no Flamengo.
Em 2000, o atacante foi relacionado por Leão para o
confronto com a Colômbia, pelas Eliminatórias
para a Copa do Mundo da Coréia do Sul e do Japão.
Como o ‘futebol bailarino’ apregoado pelo atual
treinador do Palmeiras não foi longe, o atacante só
foi ter uma nova chance depois de ganhar destaque na Itália.
Criado nas categorias de base do Flamengo, Adriano chegou
à Inter de Milão em julho de 2001, como parte
da negociação que levou o volante Vampeta para
a Gávea. Enquanto o rubro-negro sofreu com um jogador
que chegou a dizer que “os dirigentes fingem que pagam,
e eu finjo que eu jogo”, o time italiano ganharia para
os próximos anos um dos melhores atacantes do mundo.
Adriano, no entanto, ainda teria que passar por Fiorentina
e Parma, entre 2002 e 2003, antes de voltar e se firmar na
Inter.
Foi como jogador do time de Milão que Adriano ganhou
notoriedade e conseguiu convencer Parreira de seu potencial.
Convocado para a Copa América de 2004 como parte de
um time ‘B’ do Brasil, o jogador foi o artilheiro
da competição, com sete gols marcados em seis
jogos. Foi dele, aliás, o gol que provocou a decisão
por pênaltis na final contra a Argentina.
Em 2005, na Copa das Confederações, Adriano
foi também foi relacionado, mas desta vez ao lado de
praticamente todas as feras de Carlos Alberto Parreira. Só
que o atacante roubou mais uma vez a cena: além da
artilharia da competição, o carioca ainda fez
dois dos quatro gols brasileiros na final, novamente disputada
diante da Argentina.
Agora, resta saber se, na Copa do Mundo da Alemanha, Adriano
irá conseguir superar a má fase na Inter de
Milão. Se a Argentina cruzar o caminho do Brasil no
Mundial, as chances do atacante podem aumentar consideravelmente.
|