Por Fábio Mello, especial para a GE.Net
Único jogador presente em três finais de Copa do Mundo, o lateral-direito
Cafu chegará na Alemanha com a possibilidade de ampliar os recordes
atingidos durante a carreira. No entanto, mesmo sendo o único
o jogador que mais vezes vestiu a amarelinha (143 jogos),
Cafu nunca foi unanimidade no país e até hoje encontra a resistência
de críticos que não o vêem em condições de defender o Brasil.
Durante a carreira, Cafu teve de lidar com os mais variados
questionamentos em relação ao seu futebol: desde a entrada
prematura na seleção brasileira até a ineficiência nos cruzamentos.
Agora, a condição física do jogador é a nova desconfiança
de seus críticos. O lateral completará 36 anos em junho e
nesta temporada foi desfalque constante do Milan em virtude
de complicações de uma contusão no joelho esquerdo.
| Foto: Acervo/Gazeta Press |
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| Ficha
Técnica |
Nome:
Marcos Evangelista de Moraes
Nascimento: 07/06/1970
Local: São Paulo (SP)
Peso: 75kg
Altura: 1,76m
Posição: lateral direito
Time atual: Milan (Itália)
Copas: 1994, 1998 e 2002
Na seleção: 143J, 86V, 38E, 19D e 6G
Em copas: 15J, 11V, 2E, 2D e 1G
Títulos com seleção: Copa do Mundo
(94 e 2002), Copas América (97 e 99) e Copa das
Confederações |
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A preocupação aumentou com a artroscopia realizada em fevereiro
e os 45 dias de recuperação previstos. Ao mesmo tempo, Cicinho
consolidou-se no Real Madrid, repetiu as atuações empolgantes
dos tempos de São Paulo e passou a ser lembrado como uma alternativa
a Cafu, que em todo o período de titularidade na seleção brasileira
teve concorrência insignificante na posição.
Apesar deste quadro desfavorável desenhado durante o período,
Cafu começará a Copa do Mundo no time principal, salvo ocorra
imprevistos de última hora. O técnico Carlos Alberto Parreira
enxerga o lateral como um de seus homens de confiança e o
lateral tem um melhor encaixe no esquema “Quadrado Mágico”,
pois o concorrente Cicinho ainda não apresenta segurança na
marcação.
Fora isso, Cafu é conhecido por seu biótipo privilegiado
que o colocou sempre entre os jogadores com maior capacidade
física do futebol. Tal qualidade natural ajudou o lateral
em sua recuperação e faz sobrar fôlego para ele agüentar mais
uma Copa do Mundo. Mesmo assim, Cicinho fica de sobreaviso.
Exceção feita à última temporada, Cafu manteve a regularidade
após o pentacampeonato de 2002. Um ano mais tarde, ele trocou
a Roma pelo Milan e em 2004 comemorou o segundo scudetto.
No ano seguinte, chegou perto de conquistar um dos únicos
títulos que falta em sua galeria, o da Copa dos Campeões,
mas os rossoneros perderam a decisão para o Liverpool.
Na seleção brasileira, Cafu só não foi chamado quando o
Milan segurou a liberação, mas a sua condição de capitão segue
intacta. Assim, os críticos terão de se render mais uma vez
ao lateral, que pode se tornar o primeiro jogador a levantar
a taça da Copa do Mundo por duas vezes. Mais um recorde à
vista do incansável Cafu.
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