Voltar para a home Sexta, 09 de Janeiro de 2009 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 

CRAQUES DO BRASIL

Por Fábio Mello, especial para a GE.Net

Único jogador presente em três finais de Copa do Mundo, o lateral-direito Cafu chegará na Alemanha com a possibilidade de ampliar os recordes atingidos durante a carreira. No entanto, mesmo sendo o único o jogador que mais vezes vestiu a amarelinha (143 jogos), Cafu nunca foi unanimidade no país e até hoje encontra a resistência de críticos que não o vêem em condições de defender o Brasil.

Durante a carreira, Cafu teve de lidar com os mais variados questionamentos em relação ao seu futebol: desde a entrada prematura na seleção brasileira até a ineficiência nos cruzamentos. Agora, a condição física do jogador é a nova desconfiança de seus críticos. O lateral completará 36 anos em junho e nesta temporada foi desfalque constante do Milan em virtude de complicações de uma contusão no joelho esquerdo.
Foto: Acervo/Gazeta Press
Foto: Acervo/Gazeta Press
Ficha Técnica
Nome: Marcos Evangelista de Moraes
Nascimento:
07/06/1970
Local: São Paulo (SP)
Peso: 75kg
Altura: 1,76m
Posição: lateral direito
Time atual: Milan (Itália)
Copas: 1994, 1998 e 2002
Na seleção: 143J, 86V, 38E, 19D e 6G
Em copas:
15J, 11V, 2E, 2D e 1G
Títulos com seleção: Copa do Mundo (94 e 2002), Copas América (97 e 99) e Copa das Confederações

A preocupação aumentou com a artroscopia realizada em fevereiro e os 45 dias de recuperação previstos. Ao mesmo tempo, Cicinho consolidou-se no Real Madrid, repetiu as atuações empolgantes dos tempos de São Paulo e passou a ser lembrado como uma alternativa a Cafu, que em todo o período de titularidade na seleção brasileira teve concorrência insignificante na posição.

Apesar deste quadro desfavorável desenhado durante o período, Cafu começará a Copa do Mundo no time principal, salvo ocorra imprevistos de última hora. O técnico Carlos Alberto Parreira enxerga o lateral como um de seus homens de confiança e o lateral tem um melhor encaixe no esquema “Quadrado Mágico”, pois o concorrente Cicinho ainda não apresenta segurança na marcação.

Fora isso, Cafu é conhecido por seu biótipo privilegiado que o colocou sempre entre os jogadores com maior capacidade física do futebol. Tal qualidade natural ajudou o lateral em sua recuperação e faz sobrar fôlego para ele agüentar mais uma Copa do Mundo. Mesmo assim, Cicinho fica de sobreaviso.

Exceção feita à última temporada, Cafu manteve a regularidade após o pentacampeonato de 2002. Um ano mais tarde, ele trocou a Roma pelo Milan e em 2004 comemorou o segundo scudetto. No ano seguinte, chegou perto de conquistar um dos únicos títulos que falta em sua galeria, o da Copa dos Campeões, mas os rossoneros perderam a decisão para o Liverpool.

Na seleção brasileira, Cafu só não foi chamado quando o Milan segurou a liberação, mas a sua condição de capitão segue intacta. Assim, os críticos terão de se render mais uma vez ao lateral, que pode se tornar o primeiro jogador a levantar a taça da Copa do Mundo por duas vezes. Mais um recorde à vista do incansável Cafu.

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