Voltar para a home Sexta, 09 de Janeiro de 2009 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 

CRAQUES DO BRASIL

Por Marcelo Belpiede

Em 2002, Rivaldo foi uma das grandes estrelas da conquista do pentacampeonato mundial da seleção brasileira na Coréia do Sul e no Japão. Só que o técnico Carlos Alberto Parreira não teve dúvidas na hora em que sentiu a queda de rendimento do craque. Tudo porque havia um substituto preparado para o início de um novo ciclo: o jovem Kaká.

Revelado no Torneio Rio-São Paulo de 2001, o jogador nunca foi unanimidade no São Paulo, apesar de belas apresentações que renderam uma convocação para o Mundial de 2002. Na conquista da Ásia, foi levado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para aprender, como aconteceu, por exemplo, com Ronaldinho em 1994.

Foto: Fernando Pilatos/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Ficha Técnica

Nome: Ricardo Izecson Santos Leite (Kaká)
Nascimento:
22/04/1982
Local: Brasília (DF)
Peso: 73kg
Altura: 1,83m
Posição: meio-campista
Time atual: Milan (Itália)
Copas: 2002
Na seleção: 33J, 19V, 10E, 4D e 9G
Em Copas: 1J, 1V
Títulos: Copa do Mundo (2002); Copa das Confederações (2005)

Além da competência, Kaká também teve muita sorte na carreira. Em 2002, não estava na lista inicial de Felipão, mas ganhou a chance por causa de um ato de indisciplina do polêmico Djalminha, que vinha sendo convocado constantemente pela comissão técnica.

Ainda por cima, em 2003, recebeu uma proposta irrecusável para jogar no Milan, da Itália. A partir daí, começou a ganhar o status de um atleta de ponta do futebol mundial. Logo na primeira temporada, convenceu o técnico Carlo Ancelotti que merecia a condição de titular.

Na visão de Kaká, a ida para o Milan foi fundamental em seu crescimento profissional e a afirmação na seleção brasileira. “Com o tempo, me sinto ainda mais adaptado para jogar na Europa. Acho que tenho evoluído bastante e até marcado mais gols pelo Milan”, explicou.

Atualmente, com somente 24 anos, é a principal estrela do time italiano ao lado do ucraniano Shevchenko. Tanto que conta com grande respeito de seus companheiros de clube. “O Ricky (um dos apelidos de Kaká) é um jogador formidável, é jovem e, como eu, ainda tem muito a melhorar. Tem uma classe extraordinária e é um rapaz excepcional, inteligente. Sabe estar com os outros. Com ele, pode-se conversar sobre qualquer assunto”, disse o atacante Gilardino, que deve atuar pela Itália no Mundial.

Na seleção brasileira, Kaká começou a se firmar a partir de 2004, já que Rivaldo ainda teve a chance de jogar no início das Eliminatórias para a Copa de 2006. Porém, o titular do Mundial da Coréia do Sul e do Japão passou por momentos complicados, no Milan e no Cruzeiro, e ficou bastante tempo sem clube.

Na Alemanha, Parreira já confirmou que Kaká será um dos integrantes do quarteto mágico. Com a fase instável de Ronaldo e Adriano na temporada européia, a expectativa é que o jogador brilhe ao lado do melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho, na busca do hexa.

Kaká não esconde a vontade de ser um dos principais astros na Alemanha. Até por isso, o jogador se preocupa com o desgaste físico que foi submetido na temporada da Itália. “Eu me programei para fazer uma excelente preparação para a Copa do Mundo”, avisou.

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