Por Marcelo Belpiede
Em 2002, Rivaldo foi uma das grandes estrelas da conquista do
pentacampeonato mundial da seleção brasileira
na Coréia do Sul e no Japão. Só que o técnico
Carlos Alberto Parreira não teve dúvidas na hora
em que sentiu a queda de rendimento do craque. Tudo porque havia
um substituto preparado para o início de um novo ciclo:
o jovem Kaká.
Revelado no Torneio Rio-São Paulo de 2001, o jogador
nunca foi unanimidade no São Paulo, apesar de belas
apresentações que renderam uma convocação
para o Mundial de 2002. Na conquista da Ásia, foi levado
pelo técnico Luiz Felipe Scolari para aprender, como
aconteceu, por exemplo, com Ronaldinho em 1994.
| Foto: Fernando Pilatos/Gazeta
Press |
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| Ficha
Técnica |
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Nome: Ricardo Izecson Santos Leite (Kaká)
Nascimento: 22/04/1982
Local: Brasília (DF)
Peso: 73kg
Altura: 1,83m
Posição: meio-campista
Time atual: Milan (Itália)
Copas: 2002
Na seleção: 33J,
19V, 10E, 4D e 9G
Em Copas: 1J, 1V
Títulos: Copa do Mundo
(2002); Copa das Confederações (2005)
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Além da competência, Kaká também
teve muita sorte na carreira. Em 2002, não estava na
lista inicial de Felipão, mas ganhou a chance por causa
de um ato de indisciplina do polêmico Djalminha, que
vinha sendo convocado constantemente pela comissão
técnica.
Ainda por cima, em 2003, recebeu uma proposta irrecusável
para jogar no Milan, da Itália. A partir daí,
começou a ganhar o status de um atleta de ponta do
futebol mundial. Logo na primeira temporada, convenceu o técnico
Carlo Ancelotti que merecia a condição de titular.
Na visão de Kaká, a ida para o Milan foi fundamental
em seu crescimento profissional e a afirmação
na seleção brasileira. “Com o tempo, me
sinto ainda mais adaptado para jogar na Europa. Acho que tenho
evoluído bastante e até marcado mais gols pelo
Milan”, explicou.
Atualmente, com somente 24 anos, é a principal estrela
do time italiano ao lado do ucraniano Shevchenko. Tanto que
conta com grande respeito de seus companheiros de clube. “O
Ricky (um dos apelidos de Kaká) é um jogador
formidável, é jovem e, como eu, ainda tem muito
a melhorar. Tem uma classe extraordinária e é
um rapaz excepcional, inteligente. Sabe estar com os outros.
Com ele, pode-se conversar sobre qualquer assunto”,
disse o atacante Gilardino, que deve atuar pela Itália
no Mundial.
Na seleção brasileira, Kaká começou
a se firmar a partir de 2004, já que Rivaldo ainda
teve a chance de jogar no início das Eliminatórias
para a Copa de 2006. Porém, o titular do Mundial da
Coréia do Sul e do Japão passou por momentos
complicados, no Milan e no Cruzeiro, e ficou bastante tempo
sem clube.
Na Alemanha, Parreira já confirmou que Kaká
será um dos integrantes do quarteto mágico.
Com a fase instável de Ronaldo e Adriano na temporada
européia, a expectativa é que o jogador brilhe
ao lado do melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho, na busca
do hexa.
Kaká não esconde a vontade de ser um dos principais
astros na Alemanha. Até por isso, o jogador se preocupa
com o desgaste físico que foi submetido na temporada
da Itália. “Eu me programei para fazer uma excelente
preparação para a Copa do Mundo”, avisou.
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