Um jogador frio, obediente taticamente e capaz de combinar boa
marcação com habilidade. Ponderado e cuidadoso com as palavras,
exerceu posição de liderança em todos os clubes pelos quais
passou. Praticamente impossível, no entanto, ver Ricardinho
levantar a voz nas concentrações ou gritar com os companheiros
dentro de campo.
Eminência parda no futebol brasileiro há anos, o meia conquistou
o status de “queridinho dos treinadores” e vai para a sua
segunda Copa do Mundo. Em 2002, foi chamado às pressas por
Luiz Felipe Scolari, que viu o volante Emerson se contundir
em um treinamento recreativo um dia antes da estréia.
| Foto: Djalma Vassão/Acervo/Gazeta
Press |
 |
| Ficha
Técnica |
Nome:
Ricardo Luiz Pozzi Rodrigues
Nascimento: 23/05/1976
Local: São Paulo (SP)
Peso: 73kg
Altura: 1,76m
Posição: Meio-campista
Time atual: Corinthians (Brasil)
Copas: 2002
Na seleção: 18J, 9V, 5E, 4D, 1G
Em Copas: 3J, 3V
Títulos na seleção: Copa do Mundo
(2002) |
|
O bom relacionamento com muitos técnicos – alguns chegam
a pedir sugestões ao jogador – rendeu a Ricardinho a fama
de antipático entre os companheiros. A histórica briga com
Marcelinho Carioca, em 2001, no Corinthians, foi a primeira
vez em que isso ficou claro ao público.
Apesar de ser nome certo na lista de Carlos Alberto Parreira,
a ansiedade foigrande nos dias que antecederam o anúncio definitivo.
Afinal, jogando mais recuado, Ricardinho não fez uma boa temporada
e foi substituído em muitas partidas do Corinthians em 2006.
O fracasso na Copa Libertadores fez com que a torcida soltasse
a revolta contra o meia. Feridos, os corintianos não queriam
vê-lo na Copa do Mundo. “Parreira, preste atenção, o Ricardinho
não merece seleção”, rimaram os torcedores alvinegros no clássico
contra o São Paulo pelo Brasileirão.
Se em sua reestréia com a camisa alvinegra, no começo do
ano, um protesto tímido terminou rapidamente sufocado por
ordem da maior torcida organizada do clube, hoje em dia é
difícil encontrar alguém que esteja satisfeito com o rendimento
de Ricardinho no clube. Há até quem especule que ele tenha
passado os primeiros meses do ano se poupando para a Copa
do Mundo. Fato que ele nega veementemente.
“Uma teoria dessas chega a provocar risos entre os jogadores.
Todos nós somos profissionais e jamais faríamos uma coisa
dessas. Todos sabem que a melhor forma de chegar à seleção
é fazer um bom trabalho no clube”, desabafa o jogador, que
viu o também corintiano Gustavo Nery cair de produção às vésperas
da convocação final e ficar fora da Copa do Mundo.
Apesar de ser um dos homens de confiança de Carlos Alberto
Parreira, Ricardinho deve cumprir um papel de coadjuvante
na Alemanha. O jogador ficará como opção para momentos específicos
em que o time precise segurar a bola e cadenciar o jogo.
|