Voltar para a home Sexta, 09 de Janeiro de 2009 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 

CRAQUES DO BRASIL

Um jogador frio, obediente taticamente e capaz de combinar boa marcação com habilidade. Ponderado e cuidadoso com as palavras, exerceu posição de liderança em todos os clubes pelos quais passou. Praticamente impossível, no entanto, ver Ricardinho levantar a voz nas concentrações ou gritar com os companheiros dentro de campo.

Eminência parda no futebol brasileiro há anos, o meia conquistou o status de “queridinho dos treinadores” e vai para a sua segunda Copa do Mundo. Em 2002, foi chamado às pressas por Luiz Felipe Scolari, que viu o volante Emerson se contundir em um treinamento recreativo um dia antes da estréia.

 
Foto: Djalma Vassão/Acervo/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Acervo/Gazeta Press
Ficha Técnica
Nome: Ricardo Luiz Pozzi Rodrigues
Nascimento:
23/05/1976
Local: São Paulo (SP)
Peso: 73kg
Altura: 1,76m
Posição: Meio-campista
Time atual: Corinthians (Brasil)
Copas: 2002
Na seleção: 18J, 9V, 5E, 4D, 1G
Em Copas: 3J, 3V
Títulos na seleção: Copa do Mundo (2002)

O bom relacionamento com muitos técnicos – alguns chegam a pedir sugestões ao jogador – rendeu a Ricardinho a fama de antipático entre os companheiros. A histórica briga com Marcelinho Carioca, em 2001, no Corinthians, foi a primeira vez em que isso ficou claro ao público.

Apesar de ser nome certo na lista de Carlos Alberto Parreira, a ansiedade foigrande nos dias que antecederam o anúncio definitivo. Afinal, jogando mais recuado, Ricardinho não fez uma boa temporada e foi substituído em muitas partidas do Corinthians em 2006.

O fracasso na Copa Libertadores fez com que a torcida soltasse a revolta contra o meia. Feridos, os corintianos não queriam vê-lo na Copa do Mundo. “Parreira, preste atenção, o Ricardinho não merece seleção”, rimaram os torcedores alvinegros no clássico contra o São Paulo pelo Brasileirão.

Se em sua reestréia com a camisa alvinegra, no começo do ano, um protesto tímido terminou rapidamente sufocado por ordem da maior torcida organizada do clube, hoje em dia é difícil encontrar alguém que esteja satisfeito com o rendimento de Ricardinho no clube. Há até quem especule que ele tenha passado os primeiros meses do ano se poupando para a Copa do Mundo. Fato que ele nega veementemente.

“Uma teoria dessas chega a provocar risos entre os jogadores. Todos nós somos profissionais e jamais faríamos uma coisa dessas. Todos sabem que a melhor forma de chegar à seleção é fazer um bom trabalho no clube”, desabafa o jogador, que viu o também corintiano Gustavo Nery cair de produção às vésperas da convocação final e ficar fora da Copa do Mundo.

Apesar de ser um dos homens de confiança de Carlos Alberto Parreira, Ricardinho deve cumprir um papel de coadjuvante na Alemanha. O jogador ficará como opção para momentos específicos em que o time precise segurar a bola e cadenciar o jogo.

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