Por Helder Júnior, especial para GE.Net
Nunca um melhor jogador do mundo tinha sido tão superior aos
demais quanto em 2005. Ronaldinho Gaúcho, eleito craque do ano
da Fifa pela segunda vez consecutiva, alcançou o maior consenso
da história da eleição, realizada desde 1991. Na temporada anterior
à Copa do Mundo, o meia faturou todas as condecorações e prêmios
possíveis, sagrou-se campeão espanhol com o Barcelona e se consolidou
como o maior astro da seleção brasileira.
| Foto: Acervo/Djalma Vassão/Gazeta
Press |
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| Ficha
Técnica |
Nome:
Ronaldo de Assis Moreira
Nascimento: 21/03/1980
Local: Porto Alegre (RS)
Time atual: Barcelona
Copas: 2002
Na seleção: 65J, 40V, 16E,
9D e 30G
Em Copas: 5J, 5V, 2G
Títulos com seleção:
Copa América (1999), Torneio Pré-Olímpico
(2000), Copa das Confederações (2005)
e Copa do Mundo (2002) |
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Se em 1994, nos Estados Unidos,Romário era a estrela do escrete
canarinho, Ronaldo foi hegemônico no país a partir de 1998,
ajudando a tornar a seleção pentacampeã mundial quatro anos
atrás, na Coréia do Sul e Japão. Já em 2002, o Fenômeno viu
seu reinado ameaçado por um xará, dentuço como ele, porém
ainda bem menos badalado.
Ronaldinho Gaúcho foi fundamental na partida mais difícil
daquela Copa – quando, ironicamente, foi expulso –, nas quartas-de-final,
ao marcar um histórico gol de falta sobre a Inglaterra, que
selou a vitória brasileira por 2 a 1. Voltou para o Paris
Saint-German como campeão mundial. Para tristeza dos franceses,
no entanto, brigou com o técnico Luiz Fernandes, caiu de produção
e terminou o Nacional no decepcionante décimo primeiro lugar.
A má fase no PSG trouxe o que faltava para a consagração
de Ronaldinho: atuar em um clube de maior expressão do futebol
europeu. Assediado pelo Manchester United, acabou realizando
o sonho de jogar no Barcelona, onde viu seus ídolos e ex-melhores
do mundo Romário, Ronaldo e Rivaldo atuarem. Foi recepcionado
por 35 mil catalães, a quem encantou por sua habilidade. Consagrou-se
com o título espanhol do ano passado, formando uma dupla excepcional
com o camaronês Samuel Eto’o.
Jogando no Barcelona, Ronaldinho destronou Ronaldo (de quem
já havia tomado o nome no diminutivo) e passou a ser considerado
o grande astro da melhor seleção do mundo. É ele quem veste
a camisa 10 que foi de Pelé, o maior jogador da história.
A fama é tamanha que a geração dos Ronaldos chegou a se comparar
com a antes incontestável do Rei do Futebol. E a 10, aliás,
tornou-se símbolo da badalação em torno de Ronaldinho.
O número da camisa, associado à habilidade sobre-humana
de Ronaldinho, passou a ser explorado por campanhas publicitárias
de multinacionais. Em um dos muitos comerciais em que exibe
seu talento, o meia causou polêmica ao fazer embaixadas tabelando
seguidas vezes com o travessão. Sempre com um sorriso no rosto,
da mesma maneira que dribla quando está em campo. Muita gente
confiou no talento do jogador e não acreditou que havia montagem
na gravação.
O fato é que, além de melhor futebolista do planeta, o craque
passou a ser também o mais valioso comercialmente. Em um recente
estudo de uma empresa de consultoria, avaliou-se que a marca
“Ronaldinho Gaúcho” valeria, pelo menos, 47 milhões de euros,
ou cerca de R$ 125 milhões. O astro inglês do Real Madrid,
David Beckham, sinônimo de sucesso em marketing, teria seu
nome avaliado em 44,6 milhões de euros.
Ao mesmo tempo em que o jogador do Barcelona ganhou o mundo,
a seleção brasileira consolidou ainda mais sua hegemonia.
O time de Carlos Alberto Parreira foi o melhor em tudo que
disputou desde a conquista em 2002: na Copa América – sem
a presença de Ronaldinho –, Copa das Confederações – com três
gols do craque como capitão – e nas Eliminatórias – mais quatro
anotados pelo camisa 10.
Hoje, Ronaldinho é o líder do quarteto mágico da seleção
brasileira, formado por ele, Kaká, Adriano (ou Robinho) e
Ronaldo. Humilde, nosso melhor jogador declarou apostar que
Ronaldo seria mais uma vez o destaque na Copa do Mundo da
Alemanha. Ele é voto vencido. No restante do planeta, ninguém
ousa duvidar: Ronaldinho Gaúcho será protagonista em 2006.
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