Por Hugo Vecchiato, especial para a GE.
Net
Enquanto um país inteiro comemorava o pentacampeonato
de futebol conquistado por sua seleção no Japão
e na Coréia em 2002, um jogador vivia, como ele mesmo
já disse, o “pior momento de sua carreira”.
Em uma igreja bastante freqüentada por brasileiros na capital
da Alemanha, Berlim, o volante Zé Roberto assistia aos
comandados de Luiz Felipe Scolari sorrirem para a TV com a taça
da Copa do Mundo nos braços.
Zé Roberto, que vestia (e ainda veste) a camisa do
Bayern de Munique, fora convocado apenas uma vez por Felipão,
em 2001, na derrota por 3 a 1 frente à Bolívia.
Antes, com Zagallo na Copa de 98, Wanderley Luxemburgo, durante
as Eliminatórias, chegou a pegar seqüência
com a camisa canarinho e parecia ter se tornado figurinha
certa no Mundial do Oriente. No entanto, acabou preterido
pelos sucessores e não viajou para o torneio.
| Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press |
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| Ficha
Técnica |
Nome
Completo: José Roberto da Silva Júnior
Data de Nascimento: 06/07/1974
Local: São Paulo (SP)
Altura e Peso: 1,72m e 67 kg
Jogos pela seleção: 79
j, 53 v, 18 e , 8 d, 5 g
Clubes: Portuguesa (90-97), Real
Madrid (97), Flamengo (98), Bayer Leverkusen (98-02)
e Bayern de Munique (desde 02)
Títulos: Copa América
(1997, 1999), Copa das Confederações
(1997,2005) |
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Não houve protestos da torcida, nem clamor por sua
convocação. Também pudera, para a maior
parte dos brasileiros – em especial aqueles que vivem
no Brasil – nunca foi uma ação automática
relacionar Zé Roberto com o meio-campo da seleção.
Contudo, para o atual técnico do time canarinho, técnico
Carlos Alberto Parreira, e seu auxiliar, Mário Jorge
Lobo Zagallo, sempre foi muito fácil fazê-la.
A primeira oportunidade no selecionado brasileiro apareceu
em 1995, para um amistoso contra a Coréia do Sul. Em
2006, Zé Roberto, 31 anos, completa onze de seleção
brasileira, tempo que pode ser dividido em títulos
como os da Copa América de 1997 e 1999 e os da Copa
das Confederações 1997 e 2005.
Apesar de nunca ter sido unanimidade e esquecido pelos antecessores
Candinho, Leão e Luiz Felipe, o jogador do Bayern de
Munique conquistou a comissão técnica verde-amarela
atual com atuações regulares e sucesso no duro
futebol alemão.
Mas o começo de tudo foi na Portuguesa, em 21 de fevereiro,
no Canindé, pelo Campeonato Paulista de 1994, jogando
na lateral-esquerda. Depois, convencido a atuar no meio por
Zagallo, conseguiu transferência para o Real Madrid,
onde encontrou no técnico do time merengue, Fabio Capello,
um empecilho para continuar na meia-cancha, já que
era obrigado a ficar na lateral-direita.
Em seguida, foi emprestado ao Flamengo por cinco meses, em
98, e depois da Copa do Mundo da França, conquistou
os títulos que tanto faziam falta na galeria do Bayer
Leverkusen, unificando a Copa da Alemanha e a Bundesliga.
Após o Mundial 2002, deixou o Leverkusen e foi jogar
em Munique, no Bayern, protagonizando uma das maiores transferência
da história do futebol alemão, por 11,5 milhões
de euros.
Hoje, ele é considerado pelo técnico Carlos
Alberto Parreira como o ponto de equilíbrio entre a
defesa e o “quarteto fantástico”, com sua
forte marcação e poder ofensivo utilizado esporadicamente.
“Com ele, a seleção brasileira consegue
jogar no ataque”, declara o treinador. E em sua “terra
natal”, Zé Roberto promete mostrar ao torcedor
brasileiro que ainda não se convenceu, o quanto seu
futebol é importante para a conquista do hexacampeonato.
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