Voltar para a home Quinta, 08 de Janeiro de 2009 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 

CRAQUES DO BRASIL
Por Hugo Vecchiato, especial para a GE. Net

Enquanto um país inteiro comemorava o pentacampeonato de futebol conquistado por sua seleção no Japão e na Coréia em 2002, um jogador vivia, como ele mesmo já disse, o “pior momento de sua carreira”. Em uma igreja bastante freqüentada por brasileiros na capital da Alemanha, Berlim, o volante Zé Roberto assistia aos comandados de Luiz Felipe Scolari sorrirem para a TV com a taça da Copa do Mundo nos braços.

Zé Roberto, que vestia (e ainda veste) a camisa do Bayern de Munique, fora convocado apenas uma vez por Felipão, em 2001, na derrota por 3 a 1 frente à Bolívia. Antes, com Zagallo na Copa de 98, Wanderley Luxemburgo, durante as Eliminatórias, chegou a pegar seqüência com a camisa canarinho e parecia ter se tornado figurinha certa no Mundial do Oriente. No entanto, acabou preterido pelos sucessores e não viajou para o torneio.

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Ficha Técnica
Nome Completo: José Roberto da Silva Júnior
Data de Nascimento: 06/07/1974
Local: São Paulo (SP)
Altura e Peso: 1,72m e 67 kg
Jogos pela seleção: 79 j, 53 v, 18 e , 8 d, 5 g
Clubes: Portuguesa (90-97), Real Madrid (97), Flamengo (98), Bayer Leverkusen (98-02) e Bayern de Munique (desde 02)
Títulos: Copa América (1997, 1999), Copa das Confederações (1997,2005)

Não houve protestos da torcida, nem clamor por sua convocação. Também pudera, para a maior parte dos brasileiros – em especial aqueles que vivem no Brasil – nunca foi uma ação automática relacionar Zé Roberto com o meio-campo da seleção. Contudo, para o atual técnico do time canarinho, técnico Carlos Alberto Parreira, e seu auxiliar, Mário Jorge Lobo Zagallo, sempre foi muito fácil fazê-la.

A primeira oportunidade no selecionado brasileiro apareceu em 1995, para um amistoso contra a Coréia do Sul. Em 2006, Zé Roberto, 31 anos, completa onze de seleção brasileira, tempo que pode ser dividido em títulos como os da Copa América de 1997 e 1999 e os da Copa das Confederações 1997 e 2005.

Apesar de nunca ter sido unanimidade e esquecido pelos antecessores Candinho, Leão e Luiz Felipe, o jogador do Bayern de Munique conquistou a comissão técnica verde-amarela atual com atuações regulares e sucesso no duro futebol alemão.

Mas o começo de tudo foi na Portuguesa, em 21 de fevereiro, no Canindé, pelo Campeonato Paulista de 1994, jogando na lateral-esquerda. Depois, convencido a atuar no meio por Zagallo, conseguiu transferência para o Real Madrid, onde encontrou no técnico do time merengue, Fabio Capello, um empecilho para continuar na meia-cancha, já que era obrigado a ficar na lateral-direita.

Em seguida, foi emprestado ao Flamengo por cinco meses, em 98, e depois da Copa do Mundo da França, conquistou os títulos que tanto faziam falta na galeria do Bayer Leverkusen, unificando a Copa da Alemanha e a Bundesliga. Após o Mundial 2002, deixou o Leverkusen e foi jogar em Munique, no Bayern, protagonizando uma das maiores transferência da história do futebol alemão, por 11,5 milhões de euros.

Hoje, ele é considerado pelo técnico Carlos Alberto Parreira como o ponto de equilíbrio entre a defesa e o “quarteto fantástico”, com sua forte marcação e poder ofensivo utilizado esporadicamente. “Com ele, a seleção brasileira consegue jogar no ataque”, declara o treinador. E em sua “terra natal”, Zé Roberto promete mostrar ao torcedor brasileiro que ainda não se convenceu, o quanto seu futebol é importante para a conquista do hexacampeonato.

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