| Meu
Jogo Inesquecível - Leão |
Uma
defesa para o livro de Cruyff
"Eu
não gosto de guardar histórias para viver
contando-as depois. Muitas vezes, você tem uma impressão
de um momento, que para o público não tem
significado nenhum. Porém, há partidas contra
o México, contra a Itália, Holanda em que
acho que fui bem. Geralmente, são essas mesmas partidas
em que a opinião pública acha que eu fui melhor
ainda.
Não
escolho nenhum jogo em especial porque a minha dedicação
foi sempre a mesma em clubes e na seleção,
em Copas do Mundo ou não. Também não
destaco nenhuma derrota marcante porque naquela época
a seleção perdia muito pouco.
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| Cruyff
cita em seu livro a grande defesa de Leão |
Uma
defesa, no entanto, jamais me saiu da memória. E
não foi numa partida em que o Brasil venceu. Pelo
contrário, aconteceu na derrota por 2 a 0 contra
a Holanda, na semifinal da Copa de 74. O Cruyff , o grande
líder daquele time holandês, vice-campeão
mundial, chegou a escrever em seu livro que naquela partida,
em um chute dele, o goleiro brasileiro fez a maior defesa
que ele já viu. Isso para mim conta muito.
Também
na Copa da Alemanha, destaco uma curiosidade em relação
ao uniforme. Era um jogo da fase classificatória,
talvez contra a Argentina. O juiz não gostou da minha
camisa e me fez trocar. Troquei quatro camisas e ele continuava
a achar que a cor estava confundindo com os outros uniformes.
Foi então que eu vi o Nocaute Jack fazendo massagem
com uma camiseta branca. Corri até lá e coloquei-a
por cima do meu uniforme. Só assim o árbitro
aprovou a minha entrada em campo.
Joguei
com aquela camiseta branca sem número e pouca gente
percebeu. Depois, muitas pessoas elogiaram o visual daquele
'uniforme' e pediram para eu usá-lo novamente. Mal
sabem eles que era uma camisa vagabunda e fedida, já
que o Nocaute estava fazendo massagem com ela fazia muito
tempo".
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