| Palavra
do Campeão- Zinho |
'Até
Romário estava enquadrado no grupo de 94'
Apesar
de ter ido a apenas uma Copa do Mundo, o meia Crizam César
de Oliveira, o Zinho, conhece como poucos os bastidores
da competição mais importante do futebol internacional.
Com aproveitamento de 100% (um mundial, um título),
o jogador esteve nos EUA em 94 e ajudou a trazer a taça
para o Brasil. Ele explica detalhadamente o que deve ser
feito a partir do momento que o grupo é definido
pelo treinador.
"A
união é fundamental. Não é papo
furado. Por ser uma competição de tiro curto,
um grupo fechado na Copa é essencial", alerta
Zinho. Segundo o meia do Grêmio, em amistosos como
os que a seleção de Felipão vai fazer
nos próximos meses ainda existem brigas por vagas
no elenco. Depois, porém, isso não pode acontecer.
"Em 94, foi assim. Todos só pensavam no título.
Não tinha vaidade", conta.
Tranqüilo,
Zinho lembra como foram os dias que antecederam a convocação
definitiva de Carlos Alberto Parreira para a Copa de 94.
"Não fiquei muito ansioso. Eu vinha de uma eliminatória
muito boa e o Parreira já tinha tudo bem montado.
Não havia muita abertura ou dúvidas no elenco",
revela.
O meia
também explicou as vantagens de se disputar uma Copa
do Mundo fora do País. Segundo ele, isto alivia o
clima pesado típico de eventos desta importância.
"Durante a Copa, não sentimos a pressão.
O Américo Faria (que fez parte da comissão
técnica em 94 e que recentemente foi reintegrado
à delegação brasileira que vai para
a Ásia neste ano) é muito organizado neste
sentido. Ele não deixava nenhuma crítica nos
atingir e cuidava para que não ficássemos
muito expostos ao assédio da imprensa", lembra.
Zinho,
por exemplo, foi apelidado na época de enceradeira
por segurar demais a bola. "Muitas das críticas
eu só fui tomar conhecimento quando voltei ao Brasil,
já campeão. Por este motivo, achei muito acertado
o retorno do Américo Faria para a CBF", avalia.
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| A
chegada dos tetracampeões e o desfile no carro
de bombeiros: a melhor lembrança para o craque |
Sua
melhor lembrança daquele ano foi o retorno dos EUA.
"A imagem que me vem à cabeça é
todos nós comemorando no carro dos bombeiros. O povo
naquela alegria. Passamos por cidades como Recife e Brasília",
recorda Zinho.
Na opinião
do jogador, outro fator determinante para a conquista do
tetracampeonato foi uma reunião dos jogadores com
o treinador, ainda na disputa das eliminatórias de
93. "Não foi uma caminhada fácil. Perdemos
para a Bolívia, empatamos com o Equador e com o Uruguai.
O Parreira quase saiu do cargo, pensou em ir embora. Foi
então que o grupo pediu para ele ficar. Aquilo foi
marcante e uniu ainda mais todo mundo", descreve.
Já
quando o assunto é Romário, Zinho toma cuidado.
Faz questão de deixar Felipão à vontade
para chamar quem bem entender para o comando do ataque na
próxima Copa. "Não quero me meter nesta
história. O que eu posso dizer é que, em 94,
ele nunca foi um problema. Muito pelo contrário.
Se o grupo estava fechado é porque ele fazia parte
disso. Se não fosse desta maneira, o Romário
não teria sido o destaque que foi naquela Copa".
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