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13/01/2005

Por Paulo Amaral e Marcos Guedes

Marcelo Mattos, novo reforço do Corinthians, falou em primeira mão à Gazeta Esportiva.Net sobre sua expectativa para a temporada 2005. Depois de três anos no São Caetano, o jogador de 20 anos tem pela frente o maior desafio da carreira até aqui: defender as cores de um dos mais populares clubes do Brasil.

Um tanto quanto esquecido em meio a contratações como a do atacante argentino Carlitos Tevez e do meio-campista Carlos Alberto, ele se apresenta nesta sexta-feira, no Parque São Jorge, com a missão de buscar seu espaço no 'super-Timão'. E chega prometendo muita raça.

Não poderia ser diferente. Afinal, a Fiel se acostumou a ver os carrinhos e a disposição de Fabinho, que deixou o time e se transferiu para o futebol japonês. Humilde, Marcelo Mattos não pretende substituí-lo no coração da torcida, mas promete o mesmo empenho do ex-camisa cinco alvinegro. 'Vou mostrar meu trabalho com muita raça e vontade de vencer', assegurou.

Gazeta Esportiva.Net:: Como você está encarando a oportunidade de jogar em um time de massa como o Corinthians?
Marcelo Mattos: Busquei isso desde o começo da minha carreira. Agora é aproveitar ao máximo e fazer de tudo para ganhar títulos. É isso que eu quero e, com certeza, é isso que o Corinthians quer também. É um sonho chegar a um time como o Corinthians.

GE.Net: O Corinthians 2005 será um time recheado de estrelas. Você chega para ser titular?
MM: Vou procurar mostrar meu trabalho e deixar o treinador optar. Não adianta falar agora porque futebol a gente mostra dentro do campo. O time realmente terá muitas estrelas e eu vou procurar buscar o meu espaço.

GE.Net: O Corinthians perdeu o Fabinho, que era adorado pela torcida por sua raça, e você também é um jogador de pegada. Acha que pode substituir o Fabinho no coração da Fiel?
MM: O que vou fazer é tentar mostrar meu trabalho, é claro, com muita raça e vontade de vencer. Será ótimo se eu conseguir conquistar meu espaço no coração da torcida.

GE.Net: Jogar no Timão pode te aproximar da seleção brasileira? Isso passa pela sua cabeça?
MM: É claro. A seleção brasileira é uma coisa que passa pela cabeça de qualquer jogador e chegar o Corinthians facilita a realização desse sonho. Mas, como eu falei, o que tenho que fazer é mostrar o meu trabalho.

GE.Net: No meio de 2004, você esteve perto de acertar sua transferência para o Betis, que acabou não dando certo. Isso te frustrou?
MM: É, o negócio estava praticamente certo, mas ficou para depois por causa da questão do passaporte. Dei entrada nos papéis para conseguir o passaporte italiano, mas apareceu essa oportunidade de jogar no Corinthians e eu preferi não esperar.

GE.Net: Mas isso te chateou ou acabou sendo bom por causa da oferta do Corinthians?
MM: Tudo na vida está escrito. Deus sabe o que faz e quis que as coisas fossem assim.

GE.Net: Conhece alguém do elenco do Corinthians?
MM: Conheço mais os garotos. Convivi bastante com o Wendel, já que a gente jogou junto na seleção sub-17, e o Rosinei, que jogou no São Caetano. Já conheci também o Rubinho, que encontrei em um programa de rádio.

GE.Net: E o Tite? Chegou a trabalhar com ele no São Caetano?
MM: É, e o Tite. É uma pessoa lembrada com muito carinho no São Caetano. Aliás, não só lá, acho que em todo lugar onde ele trabalhou. É um treinador guerreiro, e todo time precisa de um treinador guerreiro.

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