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Por Paulo Amaral e Marcos Guedes
Marcelo Mattos, novo reforço do Corinthians, falou em primeira
mão à Gazeta Esportiva.Net sobre sua expectativa para
a temporada 2005. Depois de três anos no São Caetano, o jogador
de 20 anos tem pela frente o maior desafio da carreira até
aqui: defender as cores de um dos mais populares clubes do
Brasil.
Um tanto quanto esquecido em meio a contratações como a do
atacante argentino Carlitos Tevez e do meio-campista Carlos
Alberto, ele se apresenta nesta sexta-feira, no Parque São
Jorge, com a missão de buscar seu espaço no 'super-Timão'.
E chega prometendo muita raça.
Não poderia ser diferente. Afinal, a Fiel se acostumou a
ver os carrinhos e a disposição de Fabinho, que deixou o time
e se transferiu para o futebol japonês. Humilde, Marcelo Mattos
não pretende substituí-lo no coração da torcida, mas promete
o mesmo empenho do ex-camisa cinco alvinegro. 'Vou mostrar
meu trabalho com muita raça e vontade de vencer', assegurou.
Gazeta Esportiva.Net:: Como você está encarando a oportunidade
de jogar em um time de massa como o Corinthians?
Marcelo Mattos: Busquei isso desde o começo da minha
carreira. Agora é aproveitar ao máximo e fazer de tudo para
ganhar títulos. É isso que eu quero e, com certeza, é isso
que o Corinthians quer também. É um sonho chegar a um time
como o Corinthians.
GE.Net: O Corinthians 2005 será um time recheado de estrelas.
Você chega para ser titular?
MM: Vou procurar mostrar meu trabalho e deixar o treinador
optar. Não adianta falar agora porque futebol a gente mostra
dentro do campo. O time realmente terá muitas estrelas e eu
vou procurar buscar o meu espaço.
GE.Net: O Corinthians perdeu o Fabinho, que era adorado
pela torcida por sua raça, e você também é um jogador de pegada.
Acha que pode substituir o Fabinho no coração da Fiel?
MM: O que vou fazer é tentar mostrar meu trabalho,
é claro, com muita raça e vontade de vencer. Será ótimo se
eu conseguir conquistar meu espaço no coração da torcida.
GE.Net: Jogar no Timão pode te aproximar da seleção brasileira?
Isso passa pela sua cabeça?
MM: É claro. A seleção brasileira é uma coisa que passa
pela cabeça de qualquer jogador e chegar o Corinthians facilita
a realização desse sonho. Mas, como eu falei, o que tenho
que fazer é mostrar o meu trabalho.
GE.Net: No meio de 2004, você esteve perto de acertar
sua transferência para o Betis, que acabou não dando certo.
Isso te frustrou?
MM: É, o negócio estava praticamente certo, mas ficou
para depois por causa da questão do passaporte. Dei entrada
nos papéis para conseguir o passaporte italiano, mas apareceu
essa oportunidade de jogar no Corinthians e eu preferi não
esperar.
GE.Net: Mas isso te chateou ou acabou sendo bom por causa
da oferta do Corinthians?
MM: Tudo na vida está escrito. Deus sabe o que faz
e quis que as coisas fossem assim.
GE.Net: Conhece alguém do elenco do Corinthians?
MM: Conheço mais os garotos. Convivi bastante com o
Wendel, já que a gente jogou junto na seleção sub-17, e o
Rosinei, que jogou no São Caetano. Já conheci também o Rubinho,
que encontrei em um programa de rádio.
GE.Net: E o Tite? Chegou a trabalhar com ele no São Caetano?
MM: É, e o Tite. É uma pessoa lembrada com muito carinho
no São Caetano. Aliás, não só lá, acho que em todo lugar onde
ele trabalhou. É um treinador guerreiro, e todo time precisa
de um treinador guerreiro.
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