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01/03/2005

Por Luiz Ricardo Fini, especial para a GE.Net

O presidente do Santo André, Jairo Livolis, é um dos mais empolgados com a oportunidade de disputar a Copa Libertadores da América. À frente do clube desde 1992, o dirigente está confiante na competição que ele mesmo define como “a mais difícil e importante de toda a história” do clube. Livolis, porém, mostra-se consciente de que a equipe encontrará uma série de dificuldades no torneio continental.

Logo depois da cerimônia de apresentação do novo uniforme do Santo André, dia 25 passado, o presidente conversou com a reportagem da GE.Net e falou de suas expectativas em relação ao desempenho do clube em sua primeira Copa Libertadores da América.

O senhor acha que o Santo André pode chegar ao título da Copa Libertadores?
Esta será a competição mais difícil e importante de toda a nossa história. Estamos na expectativa de fazer uma participação competente. Vamos honrar as tradições do Santo André e da cidade. Temos um sonho muito distante, que é o título da Libertadores. Será um desafio muito grande, o desafio de nossas vidas. Esse objetivo só será alcançado se tivermos a mesma firmeza e determinação de quando ganhamos a Copa do Brasil. Temos de traçar um caminho igual àquele.

Qual é a fórmula do Santo André para chegar ao tão cobiçado título de campeão da América?
A união tem sido a razão principal do sucesso do Santo André. Para fazer uma boa campanha na Libertadores, com honra, o preço é bastante alto. Estamos dispostos a pagar esse preço. O desafio é gigantesco e a possibilidade é mínima. Mas, a partir deste momento, temos de recuperar o clima e as emoções do momento em que ganhamos a Copa do Brasil. Vamos recriar esse clima para a Libertadores.

Qual será a partida mais difícil do Ramalhão na primeira fase?
Todo jogo será difícil. Acho que a distância que separa os quatro times do grupo é pequena. Santo André, Deportivo (Táchira), Cerro Porteño e Palmeiras estão muito próximos. O que vai prevalecer é a determinação dentro do peito. Vamos ter ambição e vontade nesta campanha. Contra o Táchira (na estréia), vamos ver onde poderemos chegar. Se começarmos bem, a trajetória será muito boa.

O São Caetano aparece como sensação do futebol brasileiro há cinco temporadas. Com a chance de disputar a Libertadores deste ano, o Santo André já superou o rival São Caetano?
Não diria que superamos o São Caetano. Estamos em um nível parecido, próximo. O São Caetano é uma grande equipe e foi campeão paulista do ano passado. Já o Santo André conquistou um torneio nacional, a Copa do Brasil. Digamos que o ABC tem dois grandes clubes conquistando resultados importantes para a região. O ABC está se tornando um novo pólo do futebol, assim como já foram outras cidades, como Campinas.

Só falta o São Bernardo seguir o mesmo exemplo dos vizinhos?
O São Bernardo ainda tem que percorrer um longo caminho para chegar a esse nível. Torço para que eles também consigam chegar longe.

A torcida do Santo André apelidou este ano o estádio Bruno José Daniel de “La Brunonera” (em referência ao estádio do Boca Juniors). O senhor acredita que a torcida possa fazer a diferença para o Ramalhão dentro de casa?
Pois é, virou La Brunonera (risos). Espero muito da torcida do São André. Chegou a hora de comparecer ao estádio e encher as arquibancadas para apoiar o time. Estamos indo bem dentro de campo e espero que o torcedor também faça a sua parte e nos apóie.

O técnico Luiz Carlos Ferreira já está em sua sétima passagem pelo Ramalhão, mas ainda não tem experiência em Libertadores. O que o senhor espera do treinador nesta competição?
Estamos satisfeitos com o trabalho do Ferreira. Espero que ele repita a grande participação que teve comandando o Santo André em outras ocasiões. Contratamos ele pensando nisso e espero que ele confirme as expectativas.

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