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Por Luiz Ricardo Fini, especial para a GE.Net
O presidente do Santo André, Jairo Livolis, é
um dos mais empolgados com a oportunidade de disputar a Copa
Libertadores da América. À frente do clube desde
1992, o dirigente está confiante na competição
que ele mesmo define como a mais difícil e importante
de toda a história do clube. Livolis, porém,
mostra-se consciente de que a equipe encontrará uma
série de dificuldades no torneio continental.
Logo depois da cerimônia de apresentação
do novo uniforme do Santo André, dia 25 passado, o
presidente conversou com a reportagem da GE.Net e falou de
suas expectativas em relação ao desempenho do
clube em sua primeira Copa Libertadores da América.
O senhor acha que o Santo André pode chegar ao
título da Copa Libertadores?
Esta será a competição mais difícil
e importante de toda a nossa história. Estamos na expectativa
de fazer uma participação competente. Vamos
honrar as tradições do Santo André e
da cidade. Temos um sonho muito distante, que é o título
da Libertadores. Será um desafio muito grande, o desafio
de nossas vidas. Esse objetivo só será alcançado
se tivermos a mesma firmeza e determinação de
quando ganhamos a Copa do Brasil. Temos de traçar um
caminho igual àquele.
Qual é a fórmula do Santo André para
chegar ao tão cobiçado título de campeão
da América?
A união tem sido a razão principal do sucesso
do Santo André. Para fazer uma boa campanha na Libertadores,
com honra, o preço é bastante alto. Estamos
dispostos a pagar esse preço. O desafio é gigantesco
e a possibilidade é mínima. Mas, a partir deste
momento, temos de recuperar o clima e as emoções
do momento em que ganhamos a Copa do Brasil. Vamos recriar
esse clima para a Libertadores.
Qual será a partida mais difícil do Ramalhão
na primeira fase?
Todo jogo será difícil. Acho que a distância
que separa os quatro times do grupo é pequena. Santo
André, Deportivo (Táchira), Cerro Porteño
e Palmeiras estão muito próximos. O que vai
prevalecer é a determinação dentro do
peito. Vamos ter ambição e vontade nesta campanha.
Contra o Táchira (na estréia), vamos ver onde
poderemos chegar. Se começarmos bem, a trajetória
será muito boa.
O São Caetano aparece como sensação
do futebol brasileiro há cinco temporadas. Com a chance
de disputar a Libertadores deste ano, o Santo André
já superou o rival São Caetano?
Não diria que superamos o São Caetano. Estamos
em um nível parecido, próximo. O São
Caetano é uma grande equipe e foi campeão paulista
do ano passado. Já o Santo André conquistou
um torneio nacional, a Copa do Brasil. Digamos que o ABC tem
dois grandes clubes conquistando resultados importantes para
a região. O ABC está se tornando um novo pólo
do futebol, assim como já foram outras cidades, como
Campinas.
Só falta o São Bernardo seguir o mesmo exemplo
dos vizinhos?
O São Bernardo ainda tem que percorrer um longo
caminho para chegar a esse nível. Torço para
que eles também consigam chegar longe.
A torcida do Santo André apelidou este ano o estádio
Bruno José Daniel de La Brunonera (em referência
ao estádio do Boca Juniors). O senhor acredita que
a torcida possa fazer a diferença para o Ramalhão
dentro de casa?
Pois é, virou La Brunonera (risos). Espero muito
da torcida do São André. Chegou a hora de comparecer
ao estádio e encher as arquibancadas para apoiar o
time. Estamos indo bem dentro de campo e espero que o torcedor
também faça a sua parte e nos apóie.
O técnico Luiz Carlos Ferreira já está
em sua sétima passagem pelo Ramalhão, mas ainda
não tem experiência em Libertadores. O que o
senhor espera do treinador nesta competição?
Estamos satisfeitos com o trabalho do Ferreira. Espero
que ele repita a grande participação que teve
comandando o Santo André em outras ocasiões.
Contratamos ele pensando nisso e espero que ele confirme as
expectativas.
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