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Por Marcelo Belpiede
O presidente Afonso Della Monica está prestes a completar
três meses no comando do Palmeiras. Substituto de Mustafá
Contursi, o dirigente surgiu como uma expectativa de que a
política no Palmeiras tomasse um novo rumo e, principalmente,
de que o time encontrasse nele o apoio para se tornar competitivo
em 2005.
A esperança era se fortalecer em seu primeiro discurso,
ainda na noite da eleição realizada no Parque Antártica, em
9 de janeiro, quando ele deixou claro que ia priorizar o departamento
de futebol. Chegou a falar na possibilidade de trazer reforços
de peso.
Mas dentro de campo, o começo de sua administração não foi
das melhores e ele já enfrenta a conhecida desconfiança que
ronda o Parque Antárctica nos últimos anos. Irregular, o Palmeiras
não brigou pelo título paulista, vencido com facilidade pelo
São Paulo. Agora, o clube busca a classificação para a segunda
fase da Copa Libertadores da América e espera o início do
Campeonato Brasileiro. Uma importante novidade foi a chegada
recente do meio-campista Juninho Paulista.
Na apresentação do novo reforço, Della Monica falou com
exclusividade para a Gazeta Esportiva.Net. O dirigente
abordou o tema mais esperado pelos torcedores, a chegada de
mais reforços, e garantiu que o time pode ser considerado
favorito nas competições que disputa daqui para frente, mesmo
sem um elenco milionário.
GE: Como está a situação dos reforços?
Della Monica: Estamos tentando jogadores mais experientes.
Claro que pipocaram alguns jogadores que surgiram bem no Campeonato
Paulista (atacantes Washington, da Portuguesa, Rômulo, do
Ituano, e Finazzi, do América-SP), mas nossa prioridade continua
sendo trazer atletas experientes. Ainda não temos nada certo
além do Juninho. Podemos trazer algumas revelações, mas não
são jogadores com a certeza de dar certo.
GE: O que falar da chegada do Juninho?
Della Monica: Conseguimos cumprir a promessa de trazer
um reforço de peso. É um atleta com nível internacional, que
tem no currículo passagens pela Espanha, Inglaterra. Um jogador
pentacampeão com a seleção.
GE: Qual sua avaliação sobre o desempenho do time neste
início de 2005?
Della Monica: A equipe foi bem no início da competição,
mas houve uma oscilação, até pela mudança de técnico. Os altos
e baixos provaram que o elenco necessita de atletas mais experientes.
GE: Teremos a dispensa de alguns atletas em breve?
Della Monica: Com certeza alguns jogadores vão deixar
o clube. Mas isso deve acontecer depois da avaliação da comissão
técnica. Esta análise já está em andamento neste tempo que
os jogadores treinam em Itu.
GE: E a situação do Diego Souza que não mantém uma regularidade
na equipe?
Della Monica: O Diego Souza está inscrito na Copa Libertadores
da América e fica também para a disputa do Campeonato Brasileiro.
É um atleta que considero de grande qualidade.
GE: O Palmeiras entra para disputar o título da Libertadores
e do Brasileiro?
Della Monica: O Palmeiras sempre disputa uma competição
para ser campeão. Agora, nossa pretensão é formar uma equipe
cada vez mais forte.
GE: Mas e as críticas de que o clube tem uma mentalidade
pequena desde a Série B?
Della Monica: O que posso dizer é que estou no comando
faz pouco tempo. A base foi mantida, mas estou tentando fazer
mudanças para a equipe render mais daqui para frente.
GE: Comandar o Palmeiras é mais difícil do que o senhor
esperava?
Della Monica: Eu já tinha a experiência de 12 anos
como vice-presidente e em outros cargos no clube. Assumir
a presidência é mais abrangente, você fica com diversas coisas
para resolver. Não é apenas um departamento que está em sua
responsabilidade. Aparecem outros assuntos importantes, como
coisas ligadas a federação, por exemplo.
GE: E a administração da parte social do Palmeiras? O
lado financeiro é uma preocupação?
Della Monica: É como administrar uma verdadeira cidade,
mas estamos mantendo os pés no chão. Nossa intenção é continuar
com o equilíbrio no clube. Posso garantir que a situação financeira
do Palmeiras é boa.
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