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06/04/2005

Por Marcelo Belpiede

O presidente Afonso Della Monica está prestes a completar três meses no comando do Palmeiras. Substituto de Mustafá Contursi, o dirigente surgiu como uma expectativa de que a política no Palmeiras tomasse um novo rumo e, principalmente, de que o time encontrasse nele o apoio para se tornar competitivo em 2005.

A esperança era se fortalecer em seu primeiro discurso, ainda na noite da eleição realizada no Parque Antártica, em 9 de janeiro, quando ele deixou claro que ia priorizar o departamento de futebol. Chegou a falar na possibilidade de trazer reforços de peso.

Mas dentro de campo, o começo de sua administração não foi das melhores e ele já enfrenta a conhecida desconfiança que ronda o Parque Antárctica nos últimos anos. Irregular, o Palmeiras não brigou pelo título paulista, vencido com facilidade pelo São Paulo. Agora, o clube busca a classificação para a segunda fase da Copa Libertadores da América e espera o início do Campeonato Brasileiro. Uma importante novidade foi a chegada recente do meio-campista Juninho Paulista.

Na apresentação do novo reforço, Della Monica falou com exclusividade para a Gazeta Esportiva.Net. O dirigente abordou o tema mais esperado pelos torcedores, a chegada de mais reforços, e garantiu que o time pode ser considerado favorito nas competições que disputa daqui para frente, mesmo sem um elenco milionário.

GE: Como está a situação dos reforços?
Della Monica: Estamos tentando jogadores mais experientes. Claro que pipocaram alguns jogadores que surgiram bem no Campeonato Paulista (atacantes Washington, da Portuguesa, Rômulo, do Ituano, e Finazzi, do América-SP), mas nossa prioridade continua sendo trazer atletas experientes. Ainda não temos nada certo além do Juninho. Podemos trazer algumas revelações, mas não são jogadores com a certeza de dar certo.

GE: O que falar da chegada do Juninho?
Della Monica: Conseguimos cumprir a promessa de trazer um reforço de peso. É um atleta com nível internacional, que tem no currículo passagens pela Espanha, Inglaterra. Um jogador pentacampeão com a seleção.

GE: Qual sua avaliação sobre o desempenho do time neste início de 2005?
Della Monica: A equipe foi bem no início da competição, mas houve uma oscilação, até pela mudança de técnico. Os altos e baixos provaram que o elenco necessita de atletas mais experientes.

GE: Teremos a dispensa de alguns atletas em breve?
Della Monica: Com certeza alguns jogadores vão deixar o clube. Mas isso deve acontecer depois da avaliação da comissão técnica. Esta análise já está em andamento neste tempo que os jogadores treinam em Itu.

GE: E a situação do Diego Souza que não mantém uma regularidade na equipe?
Della Monica: O Diego Souza está inscrito na Copa Libertadores da América e fica também para a disputa do Campeonato Brasileiro. É um atleta que considero de grande qualidade.

GE: O Palmeiras entra para disputar o título da Libertadores e do Brasileiro?
Della Monica: O Palmeiras sempre disputa uma competição para ser campeão. Agora, nossa pretensão é formar uma equipe cada vez mais forte.

GE: Mas e as críticas de que o clube tem uma mentalidade pequena desde a Série B?
Della Monica: O que posso dizer é que estou no comando faz pouco tempo. A base foi mantida, mas estou tentando fazer mudanças para a equipe render mais daqui para frente.

GE: Comandar o Palmeiras é mais difícil do que o senhor esperava?
Della Monica: Eu já tinha a experiência de 12 anos como vice-presidente e em outros cargos no clube. Assumir a presidência é mais abrangente, você fica com diversas coisas para resolver. Não é apenas um departamento que está em sua responsabilidade. Aparecem outros assuntos importantes, como coisas ligadas a federação, por exemplo.

GE: E a administração da parte social do Palmeiras? O lado financeiro é uma preocupação?
Della Monica: É como administrar uma verdadeira cidade, mas estamos mantendo os pés no chão. Nossa intenção é continuar com o equilíbrio no clube. Posso garantir que a situação financeira do Palmeiras é boa.

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