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04/05/2005
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GOIÂNIA, MARSEILLE, TOULOUSE E PORTO ALEGRE

GE.Net - Você ficou conhecido no cenário nacional com a camisa do Goiás. Como foi o começo jogando ao lado de Dill, Araújo e Evair?
Fernandão -
O Goiás foi o início de tudo. Eu comecei nas categorias de base com apenas 12 anos. Subi para o profissional em 1995 e comecei a buscar o meu espaço até chegar à seleção sub-20. Em 1999, fomos campeões da Série B do Campeonato Brasileiro. Fizemos uma grande campanha em 2000. Naquela época, o Evair estava lá também. Realmente, devo tudo ao Goiás e tenho uma satisfação muito grande de ter começado lá. Tinha 22 anos quando fui negociado com o Olympique de Marseille. O Goiás não me venderia para nenhum clube brasileiro, então minha saída para a Europa era inevitável.

GE.Net - Como foi a experiência no futebol francês? Você saiu muito cedo, acha que valeu a pena?
Fernandão -
Tive a felicidade de sair para um dos grandes da França. Fiquei muito contente, quis sair naquela hora. É claro que eu era jovem e fui muito cedo para um clube que não tem tanta expressão em nível nacional. Às vezes, quando você não é conhecido no país, fica um pouco sumido. O auge foi minha segunda temporada no Olympique. Tive um papel importante para o time e meu nome foi muito falado na França. Mas queria jogar num grande time do futebol brasileiro e não tive dúvidas em voltar.

GE.Net - Além do ganho financeiro, como foi sua evolução no aspecto cultural?
Fernandão -
Logicamente, o lado financeiro na Europa é bem melhor do que no Brasil. Mas, independentemente do dinheiro, você cresce bastante culturalmente. Tem a chance de aprender outro idioma, conhecer outro modo de viver, outro sistema de convivência. Futebolisticamente, evolui muito em relação à parte tática. Como eles não têm a mesma técnica do jogador brasileiro, esforçam-se muito taticamente. Eles têm que se empenhar nesse aspecto para terem êxito e conseguir algum sucesso.

GE.Net - Você foi emprestado ao Toulouse pelo Olympique. Por que tomou a decisão de voltar ao Brasil?
Fernandão -
Tinha ficado dois anos e meio no Marseille e pedi para ser emprestado para o Toulouse. Terminou a temporada na França e consegui atingir o objetivo de manter o time na elite. Eu vim de férias para o Brasil com o intuito de voltar e continuar no Toulouse. Mas os dirigentes do Internacional me procuraram e fiquei fascinado com a seriedade deles e com os objetivos traçados em relação a conquistas. Realmente, me identifiquei muito com todo o projeto. É claro que financeiramente, não tem comparação. Mas estava com 26 anos e voltei para um time grande e numa cidade muito boa.

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