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GOIÂNIA, MARSEILLE, TOULOUSE
E PORTO ALEGRE
GE.Net - Você ficou conhecido no cenário
nacional com a camisa do Goiás. Como foi o começo
jogando ao lado de Dill, Araújo e Evair?
Fernandão - O Goiás foi o início
de tudo. Eu comecei nas categorias de base com apenas 12 anos.
Subi para o profissional em 1995 e comecei a buscar o meu
espaço até chegar à seleção
sub-20. Em 1999, fomos campeões da Série B do
Campeonato Brasileiro. Fizemos uma grande campanha em 2000.
Naquela época, o Evair estava lá também.
Realmente, devo tudo ao Goiás e tenho uma satisfação
muito grande de ter começado lá. Tinha 22 anos
quando fui negociado com o Olympique de Marseille. O Goiás
não me venderia para nenhum clube brasileiro, então
minha saída para a Europa era inevitável.
GE.Net - Como foi a experiência no futebol francês?
Você saiu muito cedo, acha que valeu a pena?
Fernandão - Tive a felicidade de sair para um dos
grandes da França. Fiquei muito contente, quis sair
naquela hora. É claro que eu era jovem e fui muito
cedo para um clube que não tem tanta expressão
em nível nacional. Às vezes, quando você
não é conhecido no país, fica um pouco
sumido. O auge foi minha segunda temporada no Olympique. Tive
um papel importante para o time e meu nome foi muito falado
na França. Mas queria jogar num grande time do futebol
brasileiro e não tive dúvidas em voltar.
GE.Net - Além do ganho financeiro, como foi sua
evolução no aspecto cultural?
Fernandão - Logicamente, o lado financeiro na Europa
é bem melhor do que no Brasil. Mas, independentemente
do dinheiro, você cresce bastante culturalmente. Tem
a chance de aprender outro idioma, conhecer outro modo de
viver, outro sistema de convivência. Futebolisticamente,
evolui muito em relação à parte tática.
Como eles não têm a mesma técnica do jogador
brasileiro, esforçam-se muito taticamente. Eles têm
que se empenhar nesse aspecto para terem êxito e conseguir
algum sucesso.
GE.Net - Você foi emprestado ao Toulouse pelo Olympique.
Por que tomou a decisão de voltar ao Brasil?
Fernandão - Tinha ficado dois anos e meio no Marseille
e pedi para ser emprestado para o Toulouse. Terminou a temporada
na França e consegui atingir o objetivo de manter o
time na elite. Eu vim de férias para o Brasil com o
intuito de voltar e continuar no Toulouse. Mas os dirigentes
do Internacional me procuraram e fiquei fascinado com a seriedade
deles e com os objetivos traçados em relação
a conquistas. Realmente, me identifiquei muito com todo o
projeto. É claro que financeiramente, não tem
comparação. Mas estava com 26 anos e voltei
para um time grande e numa cidade muito boa.
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