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O AUGE NO INTERNACIONAL
GE.Net - Mesmo com pouco tempo de clube, você já
era um dos ídolos da torcida. Como é a relação
com a nação colorada?
Fernandão - A relação é a
melhor possível. O clássico Gre-Nal tem uma
força muito grande, um dos maiores em rivalidade, se
não o maior do país. Em outros estados, existem
quatro times grandes, como São Paulo, Corinthians,
Palmeiras e Santos. Isso dilui um pouco a rivalidade. No Rio
Grande do Sul, tem só dois times e o acirramento é
impressionante. Estreei num clássico e logo de cara
marquei o gol mil da história dos Gre-Nais. Entrei
para a história do Internacional e do futebol gaúcho.
GE.Net - O título estadual não é
sinônimo de sucesso no Brasileiro. Até onde o
Inter pode chegar?
Fernandão - Olha, pelo elenco do Internacional
e como hoje o futebol brasileiro está bem nivelado,
você pode tirar tira 10 ou 11 equipes que têm
chances de chegar ao título. Acho que nós também
temos todas as condições. A única coisa
que pode nos atrapalhar é a nossa própria cabeça.
Se a gente imaginar que não tem condições,
fica complicado. A partir do momento em que o grupo todo está
unido em torno de um objetivo, a equipe tem totais condições
de chegar e brigar com qualquer outro.
GE.Net - O Inter ainda não perdeu na Copa do Brasil
e adversários como Santos e São Paulo estão
fora da disputa. O Colorado é um dos favoritos?
Fernandão - A Copa do Brasil é um torneio
muito importante, principalmente pela rapidez e concentração
máxima que ela exige. Cada jogo é mortal, decisivo.
Nós temos um jogo complicado com Paulista. Passando
de fase, tem Corinthians ou Figueirense. Neste campeonato,
você deve pensar a cada etapa. Não podemos pensar
na final, sendo que tem o Paulista pela frente. Eles têm
uma qualidade muito grande. A Copa do Brasil é feita
de objetivos. Temos que pensar assim para conquistar o título.
GE.Net - Logo depois do tetracampeonato gaúcho,
você recebeu a convocação para defender
a seleção. Sente que este é o melhor
momento da carreira?
Fernandão - Sem dúvida, estou atravessando
o melhor momento da minha carreira. Quando cheguei no Inter,
depois de apenas três meses já me perguntavam
se estava no melhor momento. Eu respondia que ainda tinha
que provar muita coisa. Durante um ano, consegui manter o
mesmo nível, isso é o mais importante. O objetivo
de todos os atletas é chegar ao ápice e manter
o nível. Por isso, estou me dedicando ao máximo
em cada jogo, em cada treino. Pela camisa do Inter e pelo
peso que ela tem, posso dizer que estou no meu melhor momento.
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