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SELEÇÃO BRASILEIRA
E COPA DO MUNDO
GE.Net -Como você recebeu a notícia da convocação?
Fernandão - Na hora, fiquei super contente. Não
é que eu já esperava, mas quando toda a imprensa
começa a falar, você pensa um pouco mais numa
possível convocação, ainda mais jogando
no Inter, que tem uma visibilidade maior. Chegar à
seleção é o objetivo de todo atleta e
era o meu sonho. Quando você sonha com uma coisa e consegue,
não vai parar por aí, fazer as malas, dizer
obrigado e parar. O momento agora é de traçar
novos objetivos e sonhar um pouco mais alto. Já tenho
outros planos e novos sonhos, principalmente em relação
a seleção brasileira.
GE.Net - Você deve ter criado várias expectativas
em relação a seleção. É
tudo aquilo que você imaginava?
Fernandão - Foi maravilhoso por tudo aquilo que
envolve a seleção, em relação
a mídia, em relação a pressão
e por tudo que passa em volta da delegação.
Mas a partir do momento que você está lá
dentro, não tem nada de extraordinário, de fenomenal.
Procurei agir de maneira natural, fazendo amizade com quem
eu não conhecia e conversando com o resto do pessoal.
O circo armado por fora é muito grande, mas dentro
é tudo normal. A convivência com roupeiros, massagistas
e comissão técnica é natural, todos são
super acessíveis.
GE.Net - Como foi o contato com o Zagallo e o Parreira
durante a estadia na seleção?
Fernandão - Ele provou que está me observando
no momento em que me convocou. O mais importante é
ter ido e participado de 45 minutos. Espero ter agradado com
o meu estilo de ser e com a minha maneira de atuar. Foi o
Inter que me proporcionou essa passagem pela seleção.
Agora que eu já fui, joguei e mostrei personalidade
para vestir a amarelinha, é hora de voltar para a camisa
vermelha e continuar trabalhando ao máximo.
GE.Net - Segundo o Muricy Ramalho, dos jogadores que enfrentaram
a Guatemala você é o único que tem chances
de jogar a Copa. Ele conversou com você sobre isso?
Fernandão - Fico superfeliz com as palavras do
professor. Desde que ele chegou ao Inter, meu futebol cresceu
bastante. Eu procuro sempre aprender com ele e fico muito
lisonjeado. Em relação aos comentários
sobre a seleção, deixo para eles falarem. Eu
faço meu trabalho da mesma maneira. O Muricy é
um treinador que está me ajudando bastante. A maneira
de ser e a forma de trabalho dele bateram muito com o meu
modo de pensar.
GE.Net - Você sente que essa vaga na Copa do Mundo
está próxima? Como está sua expectativa
em relação ao Mundial?
Fernandão - Joguei só um amistoso. Ainda
não posso falar em Copa do Mundo, sendo que joguei
apenas 45 minutos contra a Guatelamala. Antes da Copa, ainda
tem as Eliminatórias e a Copa das Confederações.
Tentei provar no amistoso e, se tiver outras chances, vou
lutar para provar que estou apto para o Mundial. A convocação
vem como uma conseqüência do meu trabalho no Internacional.
De repente, com outras oportunidades, posso começar
a construir uma história mais sólida na seleção.
GE.Net - O Muricy diz que seu estilo de jogo é
muito parecido com o do Kaká. Na verdade, como você
gosta de atuar?
Fernandão - Quando o jogador é alto e cabeceia
bem, todo mundo tem aquela imagem de que você é
grandalhão e trombador. Quando passei a jogar no meio
com o Hélio dos Anjos em 1999, o público começou
a ver outras qualidades, que eu já sabia que tinha.
Na França, aprimorei mais a marcação
e o posicionamento no meio-campo. Não é que
prefiro jogar no meio, mas atuando neste setor, tenho mais
possibilidade de chegar com tranqüilidade no campo de
ataque. Não tenho problema algum em nenhuma das duas
posições, gosto de jogar no meio, mas gosto
de jogar na frente também.
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