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04/05/2005
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SELEÇÃO BRASILEIRA E COPA DO MUNDO

GE.Net -Como você recebeu a notícia da convocação?
Fernandão -
Na hora, fiquei super contente. Não é que eu já esperava, mas quando toda a imprensa começa a falar, você pensa um pouco mais numa possível convocação, ainda mais jogando no Inter, que tem uma visibilidade maior. Chegar à seleção é o objetivo de todo atleta e era o meu sonho. Quando você sonha com uma coisa e consegue, não vai parar por aí, fazer as malas, dizer obrigado e parar. O momento agora é de traçar novos objetivos e sonhar um pouco mais alto. Já tenho outros planos e novos sonhos, principalmente em relação a seleção brasileira.

GE.Net - Você deve ter criado várias expectativas em relação a seleção. É tudo aquilo que você imaginava?
Fernandão -
Foi maravilhoso por tudo aquilo que envolve a seleção, em relação a mídia, em relação a pressão e por tudo que passa em volta da delegação. Mas a partir do momento que você está lá dentro, não tem nada de extraordinário, de fenomenal. Procurei agir de maneira natural, fazendo amizade com quem eu não conhecia e conversando com o resto do pessoal. O circo armado por fora é muito grande, mas dentro é tudo normal. A convivência com roupeiros, massagistas e comissão técnica é natural, todos são super acessíveis.

GE.Net - Como foi o contato com o Zagallo e o Parreira durante a estadia na seleção?
Fernandão -
Ele provou que está me observando no momento em que me convocou. O mais importante é ter ido e participado de 45 minutos. Espero ter agradado com o meu estilo de ser e com a minha maneira de atuar. Foi o Inter que me proporcionou essa passagem pela seleção. Agora que eu já fui, joguei e mostrei personalidade para vestir a amarelinha, é hora de voltar para a camisa vermelha e continuar trabalhando ao máximo.

GE.Net - Segundo o Muricy Ramalho, dos jogadores que enfrentaram a Guatemala você é o único que tem chances de jogar a Copa. Ele conversou com você sobre isso?
Fernandão -
Fico superfeliz com as palavras do professor. Desde que ele chegou ao Inter, meu futebol cresceu bastante. Eu procuro sempre aprender com ele e fico muito lisonjeado. Em relação aos comentários sobre a seleção, deixo para eles falarem. Eu faço meu trabalho da mesma maneira. O Muricy é um treinador que está me ajudando bastante. A maneira de ser e a forma de trabalho dele bateram muito com o meu modo de pensar.

GE.Net - Você sente que essa vaga na Copa do Mundo está próxima? Como está sua expectativa em relação ao Mundial?
Fernandão -
Joguei só um amistoso. Ainda não posso falar em Copa do Mundo, sendo que joguei apenas 45 minutos contra a Guatelamala. Antes da Copa, ainda tem as Eliminatórias e a Copa das Confederações. Tentei provar no amistoso e, se tiver outras chances, vou lutar para provar que estou apto para o Mundial. A convocação vem como uma conseqüência do meu trabalho no Internacional. De repente, com outras oportunidades, posso começar a construir uma história mais sólida na seleção.

GE.Net - O Muricy diz que seu estilo de jogo é muito parecido com o do Kaká. Na verdade, como você gosta de atuar?
Fernandão -
Quando o jogador é alto e cabeceia bem, todo mundo tem aquela imagem de que você é grandalhão e trombador. Quando passei a jogar no meio com o Hélio dos Anjos em 1999, o público começou a ver outras qualidades, que eu já sabia que tinha. Na França, aprimorei mais a marcação e o posicionamento no meio-campo. Não é que prefiro jogar no meio, mas atuando neste setor, tenho mais possibilidade de chegar com tranqüilidade no campo de ataque. Não tenho problema algum em nenhuma das duas posições, gosto de jogar no meio, mas gosto de jogar na frente também.

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