Voltar para a home Terηa, 02 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
1º/07/2005
montagem sobre foto de Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Autor de 14 gols pelo Nacional-SP no Paulista da Série A-2 de 2004, o atacante Kahê ganhou a esperada oportunidade de vestir a camisa de um time grande. Mas não deu certo no Palmeiras. Alguns meses depois, foi liberado para a Ponte Preta. Seria o início de uma decadência?

Kahê não pensa assim. Com a alegria de volta, o jogador está mostrando todo o seu futebol no Moisés Lucarelli. Atualmente, é o vice-artilheiro da competição nacional, com seis gols. Além disso, a Macaca ocupa a liderança do Brasileirão com 20 pontos.

Em entrevista exclusiva para a GE.Net, Kahê deixa claro que sonha com a artilharia do Campeonato Brasileiro e em colocar a Ponte Preta na briga pelas primeiras colocações da competição. Feliz com a volta da boa fase, o jogador também fala que tem como objetivo o retorno ao Palmeiras para se tornar um atleta de ponta do futebol brasileiro.

Por Marcelo Belpiede

GE.Net – Qual o segredo da Ponte Preta que lidera o Campeonato Brasileiro?
K -
Um segredo é o professor Vadão (técnico Osvaldo Alvarez). No começo do campeonato, ele passou que tínhamos que correr atrás de mini-metas. Deveríamos somar, assim, mais de 50% dos pontos. Nos quatro últimos anos, quem fez isso brigou pela vaga na Sul-americana. Já quem ganhou 70% dos pontos, ficou na briga pela Libertadores e o título. Essas mini-metas acontecem a cada três jogos. Temos que ganhar, no mínimo, cinco pontos. Não pensamos tanto na frente. Isso deixa o grupo mais motivado.

GE.Net – Muitos achavam que a Ponte Preta ia cair com a saída do Roger. Essa liderança é a prova de que o time tem um ótimo conjunto?
K -
Sim, temos um grande conjunto. Mas a diretoria também se empenhou por causa da perda de jogadores. Além do Roger, ficamos sem o Harison. Vieram jogadores como o Frontini, o Evando. O professor Vadão também soube montar o time. Cada jogador já sabe o que tem que fazer, com determinação, que é o nosso diferencial.

GE.Net – O que mudou tanto do Campeonato Paulista, quando a Ponte brigou contra o rebaixamento, para o Campeonato Brasileiro?
K -
No Paulista, o único jogador do grupo que tinha jogado em 2004 era o Lauro (goleiro). A diretoria contratou muita gente, que não chegou em forma. O professor Vadão não teve tempo de trabalhar. Só que fizemos uma mini pré-temporada em Itu. Agora nosso diferencial é a parte física. Em cada jogo você conversa com os atletas dos outros times que falam da dificuldade em entrar na nossa zaga.

GE.Net – A Ponte Preta pode brigar até o final pelo título?
K -
Pensar no título agora é difícil. Mas as mini-metas que foram traçadas trazem motivação a mais para continuarmos lutando.

GE.Net – Você acha que tem fôlego para brigar por essa artilharia? Quem seria o maior concorrente?
K -
Acho que posso brigar, sim, porque a equipe está bem e me ajuda. Como concorrentes coloco o Robgol, Deivid, Fred e Fernandão. Temos vários jogadores de qualidade nesta competição.

GE.Net – Como tem sido sua vida em Campinas?
K -
Eu me adaptei rápido à cidade. Na minha chegada, já procurei um lugar para morar. Estou em um bairro muito bom. Com a torcida, também fui muito bem recebido. Posso dizer que estou muito feliz na Ponte Preta.

GE.Net – Porque o Kahê voltou a mostrar o futebol da época do Nacional, que o levou ao Palmeiras?
K -
Acho que é a confiança. Quando o Roger saiu, o Vadão falou comigo e disse que eu era titular e contava com total apoio. E logo na estréia eu já marquei um gol, o que deu muita confiança. Agora é conseqüência. Quero treinar bastante, aprimorar as finalizações para melhorar.

GE.Net – Você sonha voltar um dia ao Palmeiras?
K -
Eu tenho contrato com a Ponte Preta até final do ano. Espero fazer uma boa campanha aqui. Ano que vem penso em voltar ao Palmeiras. Quero voltar por cima, com reconhecimento, com moral.

GE.Net – Porque você não vingou na primeira passagem pelo Palmeiras?
K -
Tive muitos problemas. Cheguei do Nacional, na Série A-2 do Paulista, e precisava ser preparado. Mas com as contusões do Muñoz, do Adriano Chuva, e a saída do Vágner, surgiu essa oportunidade de jogar. Até fui bem nos primeiros jogos. Mas tive um problema na Justiça e fiquei dois meses parado. Foi aí que perdi espaço.

GE.Net – Você estava no Palmeiras há pouco tempo: como explicar essa instabilidade?
K -
É a falta de entrosamento. Com o pessoal que chegou agora, com certeza o Palmeiras vai brigar pela Libertadores e o título.

GE.Net – O que você pensa para o futuro da sua carreira?
K -
Agora meu objetivo principal é ser artilheiro e conquistar algo para a Ponte Preta. Depois disso, sei que vão vir coisas boas, propostas ou até a chance de voltar ao Palmeiras.

Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página