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16/08/2005

Exemplo da palestra, Sálvio destaca conscientização dos atletas

Por determinação da Fifa, desde julho deste ano os jogadores que acertarem seus adversários com carrinho devem ser punidos com o cartão vermelho. O árbitro Sálvio Spíndola Fagundes Filho (Fifa-SP) ficou marcado no Brasil como o primeiro juiz a adotar a medida.

No clássico entre Santos e São Paulo, dia 17 do mês passado, ele aplicou o cartão vermelho ao zagueiro tricolor Flávio logo no primeiro minuto de jogo, devido a um carrinho nas pernas do lateral adversário Carlinhos. Na mesma partida, o santista Ávalos também foi expulso por jogada violenta.

O desempenho do paulista no clássico foi elogiado pelo presidente do Comitê Nacional de Arbitragem, Armando Marques, que nesta terça-feira utilizou imagens do clássico para ilustrar jogadas violentas passíveis de punição com o vermelho. Sálvio Spíndola, porém, acredita que não foi o pioneiro em aplicar a nova recomendação da Fifa.

“Ficou rotulado que fui eu porque o carrinho foi dado no primeiro minuto em um clássico e estava sendo transmitido pela televisão, o que dá mais repercussão. Mas antes disso já estavam aplicando a regra”, afirmou.

O árbitro ainda explicou que os jogadores estão mais conscientes de que não devem dar carrinho e citou como exemplo o atacante André Dias, do Paraná, que foi expulso por Sálvio na partida contra o Atlético-PR, dia 23 de julho, e concordou com a decisão.

“Os próprios jogadores passaram a entender pela integridade física deles. Há uma conscientização. No jogo do Paraná, expulsei um atleta aos 20 minutos e ele admitiu: ‘fui alertado para não dar carrinho, mas dei’”, revelou.

O experiente Paulo César de Oliveira (Fifa-SP) também acredita que os atletas estão entendendo melhor as regras e revelou que alguns até pedem conselhos do que não devem fazer.

“A imprensa está divulgando bastante as mudanças e essa massificação ajuda. Alguns jogadores chegam antes da partida e até falam: ‘professor, se tiver algum problema, pode avisar’. Eles esperam uma arbitragem preventiva da nossa parte”, afirmou.

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