Voltar para a home Sexta, 21 de Novembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
19/09/05
Raio-X

Nome: Eduardo César Daudi Gaspar
Apelido: Edu
Posição: Volante
Data de nascimento: 16/05/1978
Local: São Paulo (SP)

Clubes: Corinthians (1998 a 2000), Arsenal/ING (2000 a 2005) e Valencia (desde de julho 2005)

Títulos: Uma Copa América (2004) com a seleção brasileira; Um Campeonato Mundial de Clubes (2000), dois Campeonatos Brasileiros (1998/99), um Campeonato Paulista (1999) e uma Taça São Paulo de Juniores (1999) pelo Corinthians; Dois Campeonatos Ingleses (2001/02 e 2003/04) e duas Copas da Inglaterra (2001/02 e 2002/03) pelo Arsenal.

Jogos pela seleção brasileira
28/04/2004 - amistoso, Brasil 4 x 1 Hungria (reserva)
02/06/2004 - eliminatórias, Brasil 3 x 1 Argentina (reserva)
06/06/2004 - eliminatórias, Brasil 1 x 1 Chile (titular)
20/05/2004 - amistoso, França 0 x 0 Brasil (reserva)
25/05/2004 - amistoso, Catalunha 2 x 5 Brasil (reserva)
08/07/2004 – Copa América, Brasil 1 x 0 Chile (titular)
11/07/2004 - Copa América, Brasil 4 x 1 Costa Rica (titular)
14/07/2004 - Copa América, Brasil 1 x 2 Paraguai (titular)
18/07/2004 - Copa América, Brasil 4 x 0 México (titular)
21/07/2004 - Copa América, Brasil 1(5) x 1(3) Uruguai (titular)
25/07/2004 - Copa América, Brasil 2(4) x 2(2) Argentina (titular)
18/08/2004 - amistoso, Haiti 0 x 6 Brasil (titular)
05/09/2004 - eliminatórias, Brasil 3 x 1 Bolívia (titular)
08/09/2004 - amistoso, Alemanha 1 x 1 Brasil (titular)
09/10/2004 - eliminatórias, Venezuela 2 x 5 Brasil (reserva)
13/10/2004 - eliminatórias, Brasil 0 x 0 Colômbia(reserva)
22/06/2005 - Copa das Confederações, Japão 2 x 2 Brasil (reserva)

 

Marcos Guedes, especial para a GE.Net

Edu vive o pesadelo de muitos jogadores. Bem no futebol europeu, ele era presença constante nas convocações do técnico Carlos Alberto Parreira, mas sofreu grave contusão e deu adeus à primeira chance de disputar uma Copa do Mundo. Apesar disso, segue demonstrando a tradicional tranqüilidade e total confiança na seleção brasileira, em quem aposta de olhos vendados para vencer o título mundial, no próximo ano.

"Tenho que ter muita paciência para me recuperar", diz o jogador, que trabalha diariamente no CT do São Paulo, sob comando do fisioterapeuta Luis Rosan e supervisão do departamento médico do Valencia. No final de agosto, ele foi submetido a uma operação no joelho esquerdo, cujos ligamentos foram rompidos em treinamento do clube espanhol. Em média, a recuperação para esse tipo de lesão leva seis meses.

O volante não nega estar chateado com o problema, pois tem certeza de que estaria brigando por uma vaga entre os 23 brasileiros que defenderão o reinado do futebol brasileiro. Apesar disso, não se abala e demonstra entusiasmo com a qualidade do grupo. "É uma seleção especial. Temos muitos jogadores capazes de decidir as partidas, o que faz toda a diferença".

Edu atendeu à reportagem da Gazeta Esportiva.Net e falou também sobre outros assuntos, como Campeonato Espanhol, Brasileiro, Robinho e racismo. Confira a entrevista:

Gazeta Esportiva.Net - Como está a recuperação? Correu tudo bem na cirurgia?
Edu
- Estou bem, comecei a fazer fisioterapia na semana passada. Pelo que os médicos me passaram, tudo correu bem na cirurgia e a recuperação começou da melhor maneira.

GE.Net - Qual a previsão para seu retorno aos gramados?
Edu
- Isso varia muito de jogador para jogador. Alguns levam quase oito meses para voltar, outros, menos de seis. Vai depender de uma boa fisioterapia, de mim mesmo, do meu empenho e do meu metabolismo.

GE.Net - Como você tem encarado essa situação chata, a menos de um ano da Copa do Mundo? Acha que estaria no grupo não fosse a contusão?
Edu
- Lógico que fiquei muito triste. Não sei se estaria no grupo, mas tenho quase certeza de que estaria brigando por uma vaga. Com o Parreira na seleção, sempre fui convocado. Só fiquei de fora depois da Copa América, por conta de uma contusão, mas voltei em seguida.

GE.Net - Agora acha que o grupo está definido para o Mundial?
Edu
- Pelo menos quando eu me machuquei, não tinha jogador que estava seguro lá dentro. Ficar uma semana fora já é difícil, imagina mais tempo. É difícil recuperar.

GE.Net - Vendo de fora, como você está agora, fica mais fácil fazer algumas análises. Como você avalia essa seleção, que vem sendo apontada como favorita absoluta ao título da Copa?
Edu
- Estou com o mesmo sentimento de todos. É uma das melhores seleções, tem muito talento junto e é especial. A maioria das Copas é definida por um jogador. Um Romário, um Maradona ou um Ronaldo decidem. Nessa seleção não precisa de um, acho que cada um vai se destacar em um jogo.

GE.Net - E lá fora, na Inglaterra, na Espanha, o que as pessoas dizem sobre a seleção?
Edu
- Todo mundo vê com ótimos olhos e sempre fala bem, não tem jeito. Além dos 11 titulares, temos muitos atletas de qualidade. O pessoal por lá sempre brinca que alguns dos nossos reservas seriam titulares em qualquer outra seleção do mundo.

GE.Net - Você não chegou a pegar a chegada do Robinho na Espanha, mas o começo foi bom. Acha que ele vai dar certo no Real Madrid?
Edu
- Sim, acho que vai dar certo e fazer o sucesso que fez aqui. O bom jogador joga bem em qualquer lugar, mas ele escolheu o centro certo. O futebol espanhol tem muito mais a ver com as características dele do que o inglês, o italiano, o francês ou o alemão. Acho que a Espanha é para ele.

GE.Net - Falando um pouco mais em Campeonato Espanhol, como você prevê esta temporada? Acredita em uma disputa polarizada entre Real Madrid e Barcelona?
Edu
- O Espanhol é bastante equilibrado. Há muitos times fortes e vários deles se reforçaram muito bem neste ano. É lógico que Real e Barcelona são favoritos, mas aponto o Valencia também nessa briga. Estive lá, joguei as partidas da pré-temporada, conheci os companheiros, a estrutura e vi muita qualidade.

GE.Net - E como foi essa pré-temporada antes da contusão? Imagino que pela sua experiência na Europa, não deve ter tido problemas de adaptação.
Edu
- Cheguei bem, jogando. Estávamos disputando a Intertoto, que dá vaga para a Copa da Uefa. Joguei cinco dos seis jogos necessários para conquistar a vaga e rompi os ligamentos do joelho em um treino, antes da sexta partida.

GE.Net - Você analisou o Espanhol, agora quero saber da Copa dos Campeões, que acabou de começar. Quem leva?
Edu
- A Champions League é especial. Há duas temporadas, todos apontavam alguns times como favoritos, inclusive o Arsenal, que eu defendia na época, e a final foi disputada entre Porto e Monaco. É muito difícil fazer qualquer previsão, pois são excelentes times que se enfrentam em mata-mata na fase final.

GE.Net - Mudando um pouco de assunto, Edu, como está a questão do racismo na Europa? Você jogava no Arsenal, que tem vários negros.
Edu
- Isso teve uma grande repercussão no ano passado, mas acredito que o problema tenha diminuído um pouco por causa dos jogadores. O Henry falou do técnico da Espanha (Luis Aragonés, que se envolveu em polêmica no assunto), o próprio Roberto Carlos denunciou. Espero que as coisas realmente melhorem neste ano e todos possam trabalhar em paz.

GE.Net - Você mencionou algumas vezes que gosta de freqüentar peças teatrais e fazer programas culturais. Neste sentido, teve um lado bom a contusão? Tem tido tempo para esse tipo de coisa?
Edu
- Não. O tratamento é ainda pior do que quando você está atuando. Quando você está treinando, muitas vezes a atividade é em meio período e sempre há folgas. Agora está complicado, porque faço fisioterapia de manhã, de tarde, e às vezes à noite também. Sempre que sobra um tempinho, fico em casa com minha família.

GE.Net - Para finalizar Edu, você chegou há pouco de fora, mas deve estar acompanhando o Campeonato Brasileiro. Queremos seu palpite.
Edu
- É difícil para eu falar, mas confio bastante no Corinthians, acho que o Palmeiras tem subido de produção também e o próprio Santos pode voltar a vencer. O que tenho observado é que melhorou muito o nível da competição, os jogadores têm demonstrado mais vontade. O espetáculo está legal.

GE.Net - E o que você acha que pode furar esse equilíbrio que vem se desenhando?
Edu
- Acho que os clubes considerados grandes têm mais chance. Nos momentos decisivos, a camisa pesa um pouco e isso pode definir o Campeonato Brasileiro.

GE.Net - Você mencionou o Corinthians. Ainda existe aquela pendenga jurídica entre você e o clube?
Edu
- Não, está tudo resolvido. Tudo certinho já.

Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página