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24/02/2006
Montagem sobre foto de Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Por Fábio Matos, especial para a GE.Net

No comando do surpreendente Noroeste neste Campeonato Paulista, o técnico Paulo Comelli não poupa as palavras ao analisar as chances de sua equipe de conquistar o título estadual nesta temporada.

Com passagens por várias equipes do interior de São Paulo e outros clubes do país, como o Figueirense, Comellli é respeitado no clube de Bauru e tem status de "intocável", sobretudo após a campanha que reconduziu o Noroeste à elite do Paulistão em 2005. Nesta entrevista exclusiva à GE.Net, o treinador fala sobre o rótulo de "cavalo paraguaio" atribuído a seu time e elogia seus comandados.

GE.Net - Você decidiu poupar vários jogadores na estréia do Noroeste na Copa do Brasil (derrota por 4 a 1 diante do XV de Novembro de Campo Bom). Por que priorizar o Campeonato Paulista?
Paulo Comelli
- Não é questão de poupar este ou aquele jogador simplesmente por poupar. Primeiro, é preciso dizer que nossa equipe vem de um desgaste muito grande com uma seqüência de jogos pelo Campeonato Paulista. O time vem mantendo o mesmo ritmo desde o começo da competição, sempre atuando da mesma maneira, muito ofensivamente, e isso desgasta mais alguns atletas. Resolvemos poupar grande parte da equipe por isso e também porque a Copa do Brasil está apenas no início. No Paulista, estamos na reta decisiva e brigando pelo título. Não podemos perder o foco.

GE.Net - Muitos ainda insistem em dizer que o Noroeste é "cavalo paraguaio". O que o grupo e a comissão técnica dizem sobre isso?
Comelli
- Para dizer a verdade, não estamos nem um pouco preocupados com isso. Para a gente, é até bom que não nos levem em conta. A gente corre por fora, e está ótimo assim. Os favoritos são os outros, a gente só corre por fora. Mas uma coisa eu digo: nunca vi cavalo paraguaio de dez rodadas. Cavalo paraguaio é de três ou quatro rodadas. De dez rodadas, eu nunca vi.

GE.Net - Quais são os principais jogadores deste time do Noroeste?
Comelli
- Em geral, resolvemos montar o elenco com jogadores com quem eu já trabalhei e já conhecia de outros clubes. Como destaques, eu citaria o (Rodrigo) Tiuí, o Luciano Santos, o Luciano Bebê, mas o destaque é o coletivo. É um time muito jovem, mas com alguns jogadores mais experientes que ajudam a moçada. É uma equipe bem mesclada.

GE.Net - São Paulo, Corinthians e Palmeiras dividem a atenção entre o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores da América. Isso pode beneficiar o Noroeste na briga pelo título?
Comelli
- Não acredito, basicamente por dois motivos. Primeiro, temos que considerar que esses clubes grandes têm um grande poder de investimento e ótimos elencos. Eles têm grupos bem numerosos, em qualidade e quantidade. Então, não devem sentir tanto a disputa de dois campeonatos. O segundo motivo é que a gente também tem que dividir a atenção entre o Paulista e a Copa do Brasil. Acho que não há essa vantagem.

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