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Por Fábio Matos, especial para a GE.Net
No comando do surpreendente Noroeste neste Campeonato Paulista,
o técnico Paulo Comelli não poupa as palavras
ao analisar as chances de sua equipe de conquistar o título
estadual nesta temporada.
Com passagens por várias equipes do interior de São
Paulo e outros clubes do país, como o Figueirense,
Comellli é respeitado no clube de Bauru e tem status
de "intocável", sobretudo após a campanha
que reconduziu o Noroeste à elite do Paulistão
em 2005. Nesta entrevista exclusiva à GE.Net,
o treinador fala sobre o rótulo de "cavalo paraguaio"
atribuído a seu time e elogia seus comandados.
GE.Net - Você decidiu poupar vários jogadores
na estréia do Noroeste na Copa do Brasil (derrota por
4 a 1 diante do XV de Novembro de Campo Bom). Por que priorizar
o Campeonato Paulista?
Paulo Comelli - Não é questão de
poupar este ou aquele jogador simplesmente por poupar. Primeiro,
é preciso dizer que nossa equipe vem de um desgaste
muito grande com uma seqüência de jogos pelo Campeonato
Paulista. O time vem mantendo o mesmo ritmo desde o começo
da competição, sempre atuando da mesma maneira,
muito ofensivamente, e isso desgasta mais alguns atletas.
Resolvemos poupar grande parte da equipe por isso e também
porque a Copa do Brasil está apenas no início.
No Paulista, estamos na reta decisiva e brigando pelo título.
Não podemos perder o foco.
GE.Net - Muitos ainda insistem em dizer que o Noroeste
é "cavalo paraguaio". O que o grupo e a comissão
técnica dizem sobre isso?
Comelli - Para dizer a verdade, não estamos nem
um pouco preocupados com isso. Para a gente, é até
bom que não nos levem em conta. A gente corre por fora,
e está ótimo assim. Os favoritos são
os outros, a gente só corre por fora. Mas uma coisa
eu digo: nunca vi cavalo paraguaio de dez rodadas. Cavalo
paraguaio é de três ou quatro rodadas. De dez
rodadas, eu nunca vi.
GE.Net - Quais são os principais jogadores deste
time do Noroeste?
Comelli - Em geral, resolvemos montar o elenco com jogadores
com quem eu já trabalhei e já conhecia de outros
clubes. Como destaques, eu citaria o (Rodrigo) Tiuí,
o Luciano Santos, o Luciano Bebê, mas o destaque é
o coletivo. É um time muito jovem, mas com alguns jogadores
mais experientes que ajudam a moçada. É uma
equipe bem mesclada.
GE.Net - São Paulo, Corinthians e Palmeiras dividem
a atenção entre o Campeonato Paulista e a Copa
Libertadores da América. Isso pode beneficiar o Noroeste
na briga pelo título?
Comelli - Não acredito, basicamente por dois motivos.
Primeiro, temos que considerar que esses clubes grandes têm
um grande poder de investimento e ótimos elencos. Eles
têm grupos bem numerosos, em qualidade e quantidade.
Então, não devem sentir tanto a disputa de dois
campeonatos. O segundo motivo é que a gente também
tem que dividir a atenção entre o Paulista e
a Copa do Brasil. Acho que não há essa vantagem.
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