Voltar para a home Terça, 02 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
25/06/2006
Zinha, brasileiro que atuou pelo México
Régis Querino, enviado especial

Leipzig (Alemanha) - O brasileiro Antônio Naelson Matias sentiu na pele a eliminação mexicana para a Argentina na noite de sábado, em Leipzig, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. O meio-campista potiguar Zinha, 30 anos, naturalizado e defendendo o México desde 2004, não escondeu seu abatimento após a desclassificação do Mundial, segundo ele, injusta. “Para mim, o México jogou melhor. Não merecíamos perder”, disse à reportagem da Gazeta Esportiva.Net, na zona mista do Zentralstadion de Leipzig.

Zinha entrou no segundo tempo no lugar do atacante Ramon Morales, comandou bons ataques e cabeceou uma bola rente ao poste esquerdo de Abbondanzieri, mas viu sua equipe deixar a Argentina virar o jogo na prorrogação, com um belo gol de Maxi Rodriguez, o “homem do jogo” segundo a Fifa. Para Zinha, porém, o argentino levou sorte no lance. “Se ele tentar outra vez, não vai fazer em dez anos um gol como aquele”, desdenhou.

Com uma atuação abaixo da crítica na primeira fase da Copa, a seleção mexicana por pouco não ficou fora das oitavas-de-final (quase perdeu a vaga para Angola), mas na noite de sábado se superou fazendo um jogo equilibrado contra a Argentina. Mas a seleção alviceleste conseguiu a vitória por 2 a 1 e vai enfrentar a Alemanha nas quartas-de-final.

Fora do Mundial, Zinha acredita que o México passará por uma reformulação, inclusive com a saída do técnico argentino Ricardo La Volpe. Confira a entrevista do jogador à GE.Net:

GE.Net – Zinha, depois de um jogo equilibrado, o elenco mexicano ficou com uma sensação de que poderia ir mais longe nesta Copa?
Zinha
– Sim, estou muito triste. Fizemos uma grande partida e para mim o México jogou melhor. Não merecíamos perder.

GE.Net – No seu ponto de vista, qual a maior falha da equipe mexicana no jogo?
Zinha
– Todos deram o máximo, mas faltou fazer o gol. Criamos chances, mas não soubemos fazer o gol.

GE.Net – A defesa cochilou no segundo gol argentino?
Zinha
– Foi um descuido, mas se esse rapaz (Maxi Rodriguez) tentar outra vez não vai fazer em dez anos um gol como aquele.

GE – Foi mais sorte do que talento?
Zinha
– Ele chutou a gol, mas dificilmente vai fazer outro gol como este. Acho que foi mais sorte.

Seleção mexicana deve passar por mudanças

GE.Net – Qual a sua sensação em jogar uma Copa do Mundo?
Zinha
– Uma grande experiência, uma grande satisfação para qualquer jogador disputar uma Copa do Mundo.

GE – Que conseqüências essa eliminação pode ter na seleção mexicana? Você acredita que haja mudanças?
Zinha
– Deve haver mudanças, sim. Talvez entre um treinador mais nacionalista e também deve ocorrer troca de jogadores.

GE – Você sente que os mexicanos querem um técnico do país no comando da seleção?
Zinha
– Sim, há muito tempo que falam isso, de ter um técnico mexicano na seleção.

GE – E o seu futuro? Quais suas chances de continuar defendendo o México?
Zinha
– Vai depender dessas mudanças que devem acontecer.

GE – E quanto à sua vida no clube, continuará jogando no Toluca?
Zinha
– Tenho mais três anos de contrato com o Toluca. Tenho algumas propostas, mas vamos ver, estou estudando.

Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net