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23/06/2008
Montagem sobre foto de  Fernando Pilatos /Gazeta Press

Por William Correia, especial para a GE.net
Fotos Fernando Pilatos e Adhil Rangel / Gazeta Press
Sergio assinou contrato até dezembro com a Lusa

Com 38 anos completados em maio, Sérgio já olha para o que construiu em sua carreira. Garantindo que continuará como profissional por pelo menos dois anos, o goleiro contratado pela Portuguesa para o Campeonato Brasileiro de 2008 joga com a sina de ser visto como “eterno reserva”, rótulo que rejeita com veemência.

Camisa 1 do time que tirou o Palmeiras da fila de 17 anos sem títulos no Campeonato Paulista de 1993, o arqueiro tem sua imagem muito vinculada ao Parque Antártica, clube que defendeu por 337 jogos e pelo qual levantou oito taças – quatro delas como titular. Mesmo assim, sua presença no banco de reservas é imagem recorrente. Fato que atribui à falta de um personagem corriqueiro nos dias de hoje: o empresário.

Nesta entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.Net, Sérgio deixa de lado a tranqüilidade que sempre aparentou e dá espaço a uma contundência pouco vista em sua carreira. Sem titubear nas respostas, fala dos planos que tem para sua segunda passagem na Portuguesa, a conquista do Goiano com o Itumbiara, um convite do Atlético-MG, a qualidade para bater faltas, o sonho frustrado de ir para a seleção, aposentadoria e, principalmente, de Palmeiras. Com detalhes, o veterano relembra das brigas do time de 1993/1994, das vezes em que foi emprestado, da “vaga cativa” do amigo Marcos que somente Emerson Leão barrou... E não esquece da maneira que deixou o time, no final de 2006.

“Só uma pessoa me abraçou na minha despedida, que foi o Seu Palaia (Salvador Hugo Palaia, então diretor de futebol). Depois de 18 anos no clube, a gente espera pelo menos um obrigado, um agradecimento. Mas não fiquei magoado”, comentou, em meio ao sentimento de que poderia ir mais longe com um “empurrãozinho”. “Tudo que eu conquistei no Palmeiras, eu sempre conquistei sozinho, com a ajuda de alguns diretores que gostavam de mim. Não tive uma pessoa que brigasse por mim dentro do clube”.

Por que você escolheu a Portuguesa?
Na realidade, fui escolhido. Está sendo uma honra. Quando veio o convite fiquei muito feliz. Já tinha passado pela Portuguesa em 97, fui muito bem aqui. E hoje estão com um planejamento muito bom, um time que tem qualidade. Também pesou voltar para São Paulo, ficar perto de casa, já que fiquei um ano fora. Está sendo ótimo porque posso mostrar minha cara novamente em São Paulo.

Você teve proposta para ficar no Itumbiara?
Eles não vão fazer um planejamento tão forte como foi no Estadual para a Série C. O projeto principal do prefeito e do presidente de lá é para o ano que vem, quando vão disputar o Estadual e a Copa do Brasil e é o centenário da cidade. Vão fazer um time muito bom. Voltei para São Paulo, esperei o momento certo. Recebi proposta do Atlético Mineiro, não com o Gallo, mas com o Geninho. Estava em conversação, mas como o Geninho caiu, fiquei em casa esperando alguma coisa e veio o convite da Portuguesa.

E você pretende encerrar a carreira na Portuguesa?
Não, tenho mais uns dois anos ainda pela frente. Pretendo fazer um bom trabalho, juntamente com os demais goleiros que estão aqui, e com o grupo, que é bom. Vim para cá com a intenção de ajudar com aquilo que for melhor para mim e para o grupo. Quero ser importante. Com certeza, a Portuguesa, continuando com seriedade e dedicação, cada um acreditando no que está fazendo, tem chance de conseguir chegar na frente com as demais equipes que estão disputando o título e a vaga na Libertadores.

Você esteve na Portuguesa em 97, quando o time era um dos mais fortes do país e sonhava com títulos. O que você vê de diferente agora, principalmente pelo fato de ser uma equipe que tenta se reestruturar depois de cinco anos na Série B?
O momento é diferente, mas há jogadores de qualidade, que vieram de outras equipes. Naquela época, ficou 70% da equipe que tinha sido vice-campeã em 96, formamos um time forte e brigamos de igual para igual com todos. Essa equipe que está montada hoje tem o dedo do (técnico, Vágner) Benazzi, que escolheu esses jogadores para compor o grupo. Tenho certeza que esses jogadores que subiram e os demais contratados vão ajudar a Portuguesa a chegar em um bom lugar na competição. Por se tratar de uma equipe que está saindo de uma Série B para a Série A, demora um pouquinho. Mas acredito até por causa desses jogadores que já passaram pela Série A, como o Christian, o Washington, tem vários jogadores. Isso vai ser legal para ajudar.

Até onde a Lusa pode chegar neste Brasileiro?
No futebol acontece de tudo, então primeiramente nós temos que visar a conquista do título. Penso desta maneira. Se você entrar só para competir, você não está sendo profissional. Já chegaram para disputar finais equipes de menos expressão, então a gente tem que visar chegar lá na frente, disputar o título. Conseqüentemente, se não vier o título, tem que pensar em Libertadores. Se você visar só a Libertadores ou a Sul-americana, você não está visando o sucesso.

Como foram suas passagens por Bahia e Itumbiara, depois que saiu do Palmeiras?
No Bahia, subimos da Série C para a Série B. Mas lá eu joguei pouco. Torci o tornozelo, uma contusão que me deixou fora um mês. Nunca tinha machucado desse jeito, mas aconteceu. Mas subimos e conseguimos fazer um bom trabalho. Depois, quando estava voltando para São Paulo, o Itumbiara me fez um convite muito bom e eu fui para lá disputar o título goiano. Fizemos um bom trabalho. Eu fui campeão e eleito o melhor goleiro da competição.

E conquistar esse título goiano? Vocês eram os azarões e foi seu primeiro título na carreira fora do Palmeiras...
Já havia disputado título como azarão em outras oportunidades. No Itumbiara, só o nome não era forte, mas a equipe trouxe grande jogadores que vieram de clubes de qualidade como Botafogo, Vasco, Paysandu, Cruzeiro... Foi um time que o PC Gusmão, que é um técnico disciplinador, montou e fizemos uma equipe forte.

Que balanço você faz das seis vezes em que saiu do Palmeiras?
Não achei legal quando eu saí em 95. Tinha acabado de ganhar um título (Brasileiro, em 1994) e fui emprestado para o Flamengo, como se não tivesse feito nada. Não tive uma pessoa que brigasse por mim dentro do clube e fui emprestado como se fosse qualquer um. Lá no Flamengo eu não me adaptei, não consegui jogar bem. Mas todas as vezes que fui emprestado, adquiri experiência para voltar. Quando você sai de um time como o Palmeiras, é difícil você voltar.

E por que você não ficou nesses times fora do Palmeiras?
Eu fui muito bem no Vitória em 98, e na Portuguesa em 97 fui eleito o melhor goleiro. O problema é que o Palmeiras não me liberava. Na época, o presidente da Portuguesa chegou a oferecer R$ 1 milhão para ficar comigo, mas o Mustafá (Contursi, ex-presidente do Palmeiras) não quis me liberar, não sei por quê. Na época, disse que não entrou em acordo financeiro.

Mas então o que faltou para você se firmar no Palmeiras, já que não te liberavam?
É o que eu falei, faltou uma pessoa para brigar por mim dentro do clube. Em 95, por exemplo, eu não tinha empresário. Tudo que eu conquistei no Palmeiras, eu sempre conquistei sozinho, com a ajuda de alguns diretores que gostavam de mim. De repente foi um erro não ter nenhum empresário.

Muitos o vêem sempre como reserva. Como você encara isso? No Palmeiras, houve temporadas em que você jogou até mais do que o Marcos...
Não gosto quando falam que eu sou reserva. Não fico chateado, mas fico triste com isso. Como pode ser reserva alguém que já defendeu o clube em 350 jogos (na verdade, foram 337)? Não sei como podem falar isso. Teve competições que o Marcos se machucou, ficou oito meses fora e eu fiquei jogando. Minha consciência está formada em relação a isso. Um reserva não conquista tantos títulos quanto eu conquistei, muitos deles jogando, como titular. E sempre foi decisão minha ficar no Palmeiras mesmo na reserva.

Quando você teve essa seqüência de jogos, teve momentos em que você pensou: “agora eu tinha que ficar”?
Teve sim. Em 2000, estava muito bem, conquistamos a Copa dos Campeões, chegamos na final da Copa Mercosul, estava bem na Copa João Havelange. Mas quando o Marcos voltou, o preparador de goleiros, que era o Carlos Pracidelli, me tirou e colocou ele. Eu não podia fazer nada. Mas não tenho nada contra o Pracidelli, ele me ajudou muito.

E essa volta do Marcos acontecia sempre que ele se recuperava da lesão...
Quando eu estourei em 93, não tive empresário, e hoje todo mundo tem. Nenhum treinador me segurou, o único que segurou as pontas para mim foi o Leão. Foi o único que usou o “joga quem estiver melhor”. O Marcos ficou uns cinco, seis jogos no banco com ele. Eu gosto muito do Leão. Me ajudou muito naquele momento.

Você acha que poderia ter saído do Palmeiras de uma maneira melhor? Aquele episódio em que você participou de uma reunião no Sindicato dos Jogadores, em 2005, te prejudicou?
Não gosto muito de tocar nesse assunto, foi um mal-entendido. Eu fiquei chateado da maneira como eu saí. Só uma pessoa me abraçou na minha despedida, que foi o Seu Palaia. Depois de 18 anos no clube, a gente espera pelo menos um obrigado, um agradecimento. Mas não fiquei magoado. O Sérgio sai e o clube fica. Isso é o futebol. Você sai de uma empresa e fica tudo bem.

Mesmo com tudo isso, você não guarda mágoa do Palmeiras?
Muito pelo contrário. Agradeço ao Palmeiras por tudo que eu tenho. Sempre fui um profissional correto, tenho muitos amigos lá, acho que não tenho nenhum inimigo. Claro que na parte profissional posso ter deixado algumas arestas, mas sempre tratei todos com educação e respeito.

Você se sente frustrado por não encerrar a carreira no Palmeiras?
Eu tinha um plano de encerrar a carreira lá, pois já tinha passado muito tempo no clube. Mas o Diego subiu e é um goleiro que tem muita qualidade. Em um ano, no máximo dois anos e meio, estará na seleção. O Marcos tinha contrato até 2009 e o meu estava se encerrando. Entendo a posição do clube. Ficava difícil manter três goleiros do mesmo nível.

Qual é o seu relacionamento com a nova diretoria do Palmeiras?
Não tenho relacionamento.

Que comparações você pode fazer daquele Paulista de 1993, quando você era titular, e o de 2008, quando você já estava fora?
Naquela época, todos os jogadores eram de ponta. A Parmalat investiu bastante e foi buscar os melhores para conquistar títulos. Hoje, o que importa é o “futebol-empresa”, não tem mais paixão, a briga para ganhar títulos. O que querem é se mostrar para o mercado. Deveria ter mais envolvimento para ganhar títulos. O time de hoje foi montado para fazer caixa, e acho isso válido. Mas também se deveria competir por títulos.

Por que demorou tanto para o Palmeiras voltar a ser campeão? O que faltava?
Foram erros nas contratações, nos planejamentos. Isso acontece em qualquer clube. Você contrata um jogador, ele não dá certo, tem contrato de dois, três anos e já não serve mais. Então tinha que ficar emprestando.

Naquela geração de 1993 e 1994, ficaram conhecidos problemas no elenco. Quais foram esses problemas? Se você não se sentir bem, pode não citar nomes...
(Interrompe) Não, vou citar nomes sim. O Antonio Carlos e o Edmundo tiveram duas ou três brigas feias. Mas as brigas eram em prol do time. A equipe em campo sabia o que queria. Os dois eram excelentes, resolviam muito para gente. E hoje são amigos. Naquela época, todos tinham muita vontade de ganhar. E o Edmundo, como sempre foi sincero, de expor as coisas na cara, acabou criando desavenças até com o (César) Sampaio e o Evair. Mas o time entendia e houve um acordo para isso. O Sampaio, que era o capitão, soube administrar muito bem esses casos. E também, quando acontecia, tinha sempre um diretor, o (então diretor de esportes da Parmalat, José Carlos) Brunoro, que resolvia. Quando o time jogava, sempre vencia e conquistava ótimos resultados.

Fotos Acervo / Gazeta Press

Com o Palmeiras em 1994: timaço de bola

Qual foi o melhor momento da sua carreira?
Meu sonho sempre foi conquistar títulos, e isso eu consegui com um monte de feras. O que eu queria e não consegui até hoje é ir para a seleção. Em 94 eu fui sondado para ser convocado, em 97 também teve um momento em que falaram que eu podia ser convocado. Em 2000 também estive perto, mas tinha o Rogério Ceni e acabaram chamando o Bosco. Se com o Leão eu não fui, imagina com outro. Faltou aquele empurrãozinho que eu já falei.

Pelo que você fala, parece que 2000 foi o ano do seu auge...
Estive bem em 2000, 2001, 2004, 2005... Joguei bastante nesses anos. Só que em 2000 tive um Brasileiro muito bom e na Mercosul chegamos naquela final contra o Vasco que eu nunca esqueço. Fizemos 3 a 0 e eles acabaram virando. Mas tive momentos de muita alegria e muita tristeza também na minha carreira.

O rebaixamento em 2002 foi o momento mais triste?
Sem dúvida. Passar por aquilo com um clube que nunca tinha sido rebaixado... E nos seis últimos jogos sobrou para mim. Foi difícil. Colocava a cabeça no travesseiro e só conseguia dormir 3, 4 da manhã.

Quase seis anos depois, você acredita que você e os outros jogadores rebaixados com o Palmeiras têm o currículo manchado por isso?
Teve gente que se aproveitou do rebaixamento. Quem tinha identidade com o clube ficou, como eu, o Marcos, o Leonardo e alguns outros. Do time que caiu, teve gente que foi para a Coréia, para time grande. Mas, em compensação, porque caiu, foi o ano em que o clube mais revelou jogadores. Mas quem caiu não sofreu, só quem ficou. O Marcos, por exemplo, se mostrou muito profissional, que tem amor pelo clube, e recusou proposta de fora. Isso a torcida não esquece.

Qual o segredo da escola de goleiros do Palmeiras?
Desde quando eu entrei, sempre foi uma posição valorizada. Tem muita tradição no clube. Já teve Leão, Oberdan Cattani, Velloso... Sempre revelou bem os goleiros que fez em casa. E revelou porque faz um trabalho sério. O Pracidelli não aceita isso de contratar goleiro nem agradar o treinador e colocar o filho dele lá. Só fica se for bom, lá o empresário não tem vez. E é uma competição muito acirrada.

Quando você estava na base, sentia pressão para se tornar um grande goleiro?
Como eu já disse, tudo que eu conquistei foi na raça, não teve “apadrinhagem”, e às vezes isso existe. Quem me lançou como terceiro goleiro no profissional foi o Nelsinho Baptista e eu tinha o apoio do Zé Mario, que era o preparador. Em 1993, quando o Velloso se machucou, na quarta partida do Paulista, eu, que subi em 92, já era o segundo goleiro e todos apostaram em mim. No meio de um time daqueles, imagina um cara dos juniores como titular! Tive sempre o apoio do Zé Mário e devo muito a ele.

Quando você via o Marcos treinando na sua reserva, sentia que ele tinha potencial para se tornar o goleiro que virou?
O Marcos era o meu reserva em 92 e seguimos juntos desde então. O Velloso se recuperou, voltou a ser titular, eu fui para o Flamengo e ele ficou na reserva do Velloso até 99. Ele era diferente. Um “molecão”, 1,92 m, com uma elasticidade incrível, uma personalidade muito boa, querido por todos.

Você acha que foi acertada a decisão de deixar o Diego Cavalieri no banco para o Marcos voltar neste ano?
Cada treinador tem a sua maneira de trabalhar. Se for olhar pelo lado físico, o Diego é diferente do Marcos, que passou por lesões. O Diego estava em ascensão física e técnica. Mas acredito que o Wanderley (Luxemburgo) quis contar com a experiência do Marcos, já que o time estava em formação. E o Marcos precisava dessa chance.

A volta do Marcos, com sua experiência, pesou para o jejum acabar?
Com certeza ajudou muito. O Marcos voltou ajudando não só com a experiência, mas voltou muito bem. Se comprometeu a baixar o peso, trabalhar mais do que estava trabalhando. Conversamos muito enquanto eu estava no Itumbiara. Ele me ligava e sabia que tinha tudo para provar que é um goleiro de alto nível. E conseguiu. Foi uma resposta para todos.

Com esse surgimento de goleiros batendo faltas, saber jogar com o pé deve ser uma tendência da posição?
Acho que é válido quando o treinador passa confiança para o goleiro fazer isso. Tem treinador que não gosta disso. O goleiro sabe das dificuldades do outro e isso pode ser importante, resolver uma partida. Mas tem que ter treinamento. Pode ser que apareçam mais goleiros com esse dom, porque a maioria bate bem na bola, treina muito isso.

Nos treinos, você costuma bater faltas. Pretende usar isso na Portuguesa?
Já fiz gols em jogo-treino. Mas é o que eu disse: o treinador tem que dar essa confiança. Aqui na Portuguesa, o Benazzi deixava o Tiago fazer isso e tem que ter isso, porque sabe que, se der algo errado, teve trabalho e treinamento. Deixa o goleiro mais tranqüilo. Para eu fazer, dependo do treinador, e até agora não tive muito tempo de treino. Mas eu gosto de brincar de bater falta, de repente se precisar...

Você se sente um ídolo palmeirense?
Eu me sinto uma pessoa importante na história do clube. Para algumas pessoas, eu sou um ídolo, para outras não. Eu me sinto realizado no clube, sinto que vesti bem a camisa do Palmeiras. Sempre respeitei a torcida e sei que muitos torcedores do Palmeiras gostam de mim.

Está realizado com sua trajetória no futebol? Faltou alguma coisa?
Eu cheguei muito longe porque trabalhei forte para isso. Mas poderia chegar mais longe se eu fosse menos tímido, se tivesse alguém comigo, um empresário, se não fosse resolver as coisas sozinho. Mas não me arrependo de nada.

Depois de tudo isso, você hoje tem um empresário?
Não, continuo sozinho. Ainda tenho muito respeito e também conheço muitos jogadores e muitos empresários.

Pode ser então que você se torne um empresário?
Pode ser, se eu tiver um convite, mas agora tenho mais que aprender as coisas. Eu gosto muito de estar no esporte, no futebol. Continuar seria ótimo. Sei que se sair vou sentir falta. E também não posso desprezar o que eu aprendi com os grandes técnicos que trabalhei, como Leão, Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari, Tite.

Então você pensa em ser técnico também?
Pode ser. Mas o que eu quero agora é aprender e aproveitar tudo que eu passei no futebol.

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