| RAIO
X |
Nome: Alessandro
Rosa Vieira Data de Nascimento:
8 de junho de 1977 Naturalidade: São
Paulo, SP Posição:
Ala Altura: 1,77m Peso:
74kg Calçado:
41 Estado civil: casado (tem
um filho de dois anos) Site:
www.falcao12.com Equipes em que atuou*:
Corinthians: 1992 a 96
GM/Chevrolet: 1997 e 1998
Altético-MG: 1999
Rio de Janeiro: 1999
São Paulo: 2000
Banespa: 2000 a 2002
Malwee/Jaraguá: 2003 a
2005
*Jogou futebol de campo pelo São
Paulo no primeiro semestre de 2005.
Títulos (clubes)*:
Campeonato Mundial de Clubes: 2000
Campeonato Sul-Americano: 2001
e 2004
Liga Futsal: 2005
Liga Nacional: 1999
Taça Brasil de Clubes: 1998,
2003 e 2004
Taça Cidade de São Paulo: 1995,
1998 e 2002
Campeonato Paulista: 1995, 1997,
2000 e 2001
Campeonato Mineiro: 1999
Campeonato Catarinense: 2003
Campeonato Metropolitano: 1997,
1998, 1999, 2000 e 2001
Copa Topper São Paulo:
1997 e 2001
* No campo, sagrou-se campeão
paulista e da Copa Toyota Libertadores em 2005.
Títulos (seleção
brasileira):
Mundialito de Futsal: 2001
Copa das Nações:
2001
Copa Internacional do RJ: 1998
Copa América: 1998 e 1999
Campeonato Sul-Americano: 2000
Copa Latina: 2003
Tigers 5 – Cingapura: 1999
Torneio do Egito: 2002
Torneio da Tailândia: 2003
Grand Prix de futsal: 2005
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| CURIOSIDADES |
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O apelido do jogador vem da
semelhança física
com seu pai, que atuava em campos de várzea
e também era chamado de Falcão
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Falcão utiliza sempre
a camisa 12 porque essa
foi a camisa que usou em sua primeira convocação
para a seleção brasileira, em 1998.
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Por Marcelo Cazavia
Falcão está de volta ao seu habitat natural.
Depois de se aventurar no futebol de campo no início
deste ano, o jogador retornou ao futsal em abril e, cinco
meses depois, faturou seu segundo título de campeão
nacional. Neste sábado, conquistou ao lado da seleção
brasileira o título do Grand Prix de futsal, reunindo
seleções da América do sul em Brusque
(SC).
Eleito o melhor jogador do mundo em 2004, quando recebeu
o prêmio da Fifa ao lado de Ronaldinho Gaúcho,
Falcão sonhava em brilhar também nos gramados.
Mas “a falta de uma seqüência de jogos e
de confiança do treinador”, além do “preconceito
que existe contra quem vem do salão”, impediram
que ele seguisse carreira no São Paulo.
Recontratado pelo Malwee/Jaraguá (SC), o ala mostrou
na última Liga Futsal que valeu o investimento da equipe.
Foi um dos responsáveis pelo título inédito
dos catarinenses e ainda terminou a competição
como artilheiro, mesmo tendo chegado com o campeonato em andamento.
De volta à seleção brasileira, que derrotou
a Colômbia por 7 a 3 na decisão do Grand Prix,
espera se sagrar campeão mundial pela primeira vez
– foi terceiro colocado e artilheiro na última
edição, em 2004. “Tenho esse compromisso
com o Brasil”, diz ele, que atendeu a reportagem da
Gazeta Esportiva.Net.
Qual a importância desse título nacional
após seu retorno às quadras?
É sempre importante conquistar títulos.
Além disso, o Malwee fez de tudo para a minha volta
e eu me sentia na responsabilidade de retribuir o investimento
feito pela equipe na minha contratação. Tive
a felicidade de ser campeão paulista com o São
Paulo e de participar da campanha da Libertadores, então
está sendo um ano bastante vitorioso para mim. Estou
satisfeito. (Falcão entrou durante a vitória
do São Paulo por 4 a 2 sobre a Universidad do Chile,
no Morumbi, pela segunda rodada da primeira fase da Copa Toyota
Libertadores. Após a conquista do título, foi
convidado pela diretoria tricolor para participar da foto
oficial de campeão sul-americano, mas não pôde
comparecer).
E além de campeão, você também
foi o goleador da Liga
É verdade, eu não esperava ser o artilheiro.
Quando voltei, o campeonato estava em andamento e ao artilheiro
já tinha 15 gols. Para mim era algo impossível
chegar à artilharia, ainda mais que eu tive a infelicidade
de me contundir e ficar alguns jogos afastado. Poder ser campeão
e artilheiro é maravilhoso. (Índio, da Ulbra,
que era o artilheiro da Liga Futsal até a chegada de
Falcão, terminou como o segundo goleador do campeonato
com 23 gols, contra 25 do ala do Malwee).
Como foi a readaptação ao futsal?
Foi normal. Eu até tinha alguma preocupação,
mas acabou sendo tranqüilo. Tive a felicidade de fazer
uma estréia muito boa e isso me deu confiança.
Qual avaliação você faz da sua
passagem pelo futebol de campo?
Foi uma experiência muito boa, uma passagem
vitoriosa. Fiz amigos e deixei as portas abertas para voltar
ao São Paulo. O que acabou pegando foi a parte pessoal.
Percebi que meu espaço no grupo estava muito pequeno
e aquilo abriu meus olhos para pensar em retornar ao futsal.
Afinal, sei que no salão ainda posso jogar em alto
nível por um bom tempo, enquanto se eu continuasse
no futebol não sei como estaria daqui a uns três
anos, por exemplo.
Quais foram as principais dificuldades que você
teve para se adaptar ao campo?
Sinceramente, não tive muitas dificuldades
não. Quem sabe jogar bola, sabe jogar onde quer que
seja. O que faltou foi uma seqüência de jogos para
que eu pudesse me firmar. Com cinco dias de São Paulo
eu entrei no final de uma partida e fui bem. Mas aí
fui cada vez mais sendo colocado de lado, por questões
extra-campo.
Quais questões?
Basicamente, preconceito. As pessoas olham diferente
para quem chega do futsal, ainda mais eu, que vim como uma
estrela, e isso acabava incomodando alguns. Uma vez eu estava
em um programa de televisão no qual participava também
o Giba, técnico da Portuguesa. O entrevistador perguntou
se ele gostaria de ter o Falcão no time dele e a resposta
foi que eu primeiro teria de me adaptar e tal. Pô, o
cara nem via como eu estava treinando, mas só por vir
do futsal já demonstrou desconfiança. Esse negócio
de adaptação é lenda. O que eu precisava
é o que todo jogador precisa. Uma seqüência
de jogos e a confiança do treinador.
Por falar em confiança em treinador, o Émerson
Leão, em princípio, elogiou sua contratação.
Mas com o tempo ele foi te colocando cada vez menos nos jogos,
ao contrário do que pedia a torcida. Por que ele agiu
desta maneira?
No começo eu também não entendia,
já que ele tinha me elogiado bastante quando eu cheguei.
Depois acabei percebendo que ele agiu daquela maneira para
fazer a política da boa vizinhança com o (presidente
do São Paulo) Marcelo Portugal Gouvêa, pois eu
vim com aquele rótulo de “contratação
do presidente”. O Leão tem de ser a estrela principal
sempre e ele não esperava o assédio sobre mim
por parte da imprensa e da torcida. Muitos jogadores experientes
do São Paulo falavam que nunca tinham visto um carinho
como aquele dos são-paulinos, que muitas vezes antes
das partidas gritavam o nome dos 11 titulares e depois gritava
o meu nome. (Falcão acertou sua saída do
São Paulo e a volta para o Malwee dias antes de Leão
rescindir o contrato com o Tricolor para trabalhar no futebol
japonês).
O que te faria voltar ao futebol de campo?
Nada. Senão eu teria continuado no São
Paulo. O presidente me fez uma contraproposta depois que recebi
o convite do Malwee para voltar e mesmo assim não aceitei.
Sei que posso voltar ao Morumbi quando quiser, pois tanto
o Marcelo quanto o (supervisor de futebol do São Paulo)
Marco Aurélio Cunha me ligaram para me parabenizar
pelo título da Liga, mas estou decidido a seguir minha
carreira no futsal. No campo, 99% das coisas foram perfeitas,
mas agora é passado. Até financeiramente está
sendo melhor para mim no futsal.
E quais são seus próximos objetivos
agora?
Primeiramente, vencer os Jogos Pan-Americanos de
2007, no Rio, já que será a primeira participação
do futsal na competição. Depois, quero ser campeão
mundial em 2008. Eu nunca consegui um título mundial
e tenho esse compromisso com o Brasil.
O que o futsal precisa para se tornar um esporte
de massa no Brasil?
Aqui em Santa Catarina, o futsal já é
praticamente o esporte número um. Os ginásios
estão sempre lotados e tem gente que fica sem ingresso
para os jogos. A Malwee é uma marca estadual hoje,
e todo mundo acompanha a equipe. Nesta fase final, tivemos
de jogar em Brusque por causa do regulamento (o ginásio
de Jaraguá do Sul, sede do Malwee, não tinha
capacidade mínima de cinco mil pessoas para receber
jogos das fases finais) e a prefeitura da cidade exigiu que
pelo menos 50% dos ingressos fossem reservados para os moradores
de Brusque, para você ver como é o interesse
do povo de Santa Catarina pelo futsal. Nos outros Estados
do Sul também é tão popular quanto o
futebol. Quem está em São Paulo e no Rio de
Janeiro não tem noção da paixão
que o pessoal daqui tem. Para que a modalidade crescesse também
nos grandes centros era preciso se adaptar às peculiaridades
de uma metrópole, como o trânsito, por exemplo.
Não adianta marcar os jogos em um horário no
qual as pessoas não vão conseguir chegar a tempo
para estacionar, comprar ingresso e assistir à partida.
Enquanto não organizarem essas pequenas coisas, não
tem como o futsal se tornar um esporte de massa em São
Paulo ou no Rio, pois não haverá público
e as empresas não vão investir porque não
terão retorno.
Como você vê a nova geração
do futsal brasileiro?
É uma geração vitoriosa, que
não está sentindo o peso da camisa. Como sou
o mais experiente do grupo, tento passar essa experiência
e também tranqüilidade para que os mais jovens
possam mostrar na seleção a mesma qualidade
que mostram em suas equipes. Foi importante também
a renovação da comissão técnica.
Hoje o treinador leva consigo o preparador físico,
o fisioterapeuta e os demais integrantes da comissão.
Essa mudança de mentalidade na confederação
também ajuda bastante para que a seleção
continue crescendo.
No cenário mundial, quais são os principais
rivais do Brasil?
Os países da Europa, em geral, evoluíram
demais. Além da Espanha, atual bicampeã mundial,
e da Itália, que está cheia de brasileiros naturalizados,
dá para apontar também Portugal, Bélgica
e Rússia como as principais forças da atualidade.
A Rússia, aliás, tem investido bastante, chegam
a pagar US$ 30 mil, US$ 40 mil para os jogadores. A Ucrânia,
que nós enfrentamos recentemente, também tem
uma equipe muito boa. Apesar de termos ganho os dois amistosos
que fizemos com os ucranianos, é preciso levar em consideração
que eles vieram para o Brasil sem o time completo e que sentiram
a viagem e o clima. E a Argentina também é um
adversário bastante complicado.
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