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Nome: Lais da Silva Souza,
Naturalidade: Ribeirão Preto (SP),
Nascimento:13/12/88
Altura: 1,51m
Peso: 45kg
Resultados em Copas do Mundo em 2005:
ouro no salto e prata no solo, em Cottbus, Alemanha;
prata no salto, em São Paulo, Brasil; prata
no salto e bronze no solo, em Paris, França.
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Por Marta Teixeira
O objetivo era inicial para domar a energia em excesso da
menina, que não conseguia ficar quieta. Mas aos oito
anos, Laís da Silva Souza já dava mostras de
que seu destino estava traçado. Aos 11 anos despertou
o interesse da seleção brasileira e, apesar
de ficar com o coração na mão, os pais
deixaram que a menina de Ribeirão Preto fosse para
Curitiba (PR) descobrir seu caminho.
No início eram seis amigas, depois o grupo se resumia
a duas até ficar apenas Laís. Na ginástica
você começa cedo e também termina cedo
a carreira. Nesse sentido, não houve indecisão,
explica o pai Antonio Luiz de Souza Filho. Acredito
na possibilidade dela viver independente.
A saudade é grande, mas driblada com ligações
freqüentes e algumas visitas esporádicas ao Paraná,
principalmente da mãe e da irmã. Mas o sacrifício
tem valido à pena.
Aos 16 anos, Laís já é apontada como
um dos principais nomes da modalidade no país, dividindo
as atenções com as veteranas Daniele Hypólito
e Daiane dos Santos. Este ano, ela já conquistou cinco
medalhas em etapas da Copa do Mundo.
Prestes a disputar seu segundo Mundial fala de sua expectativa
para a competição, das metas para o futuro e
dos desafios de ser uma ginasta. Aluna do ensino médio,
ela concilia a rotina puxada dos treinamentos à vida
comum de uma adolescente, que aprendeu cedo a cuidar de seus
próprios interesses e, mesmo apontada como peixinho
do técnico Oleg Ostapenko, deixa claro que conquista
é resultado de trabalho e dedicação.
GE.Net Você despontou na última temporada
e agora há muita expectativa em torno de seu nome.
Como você lida com essa pressão?
Laís Todos esses resultados são uma
recompensa porque estou sempre me dedicando nos treinos. Esta
é a parte que a gente mais sofre. Mas não tem
cobrança nem pressão. A cobrança é
sempre de si mesmo. Você vai treinar para você
para o seu proveito pessoal.
GE.Net Além de você, Daiane também
desperta um interesse grande em cada nova competição.
É bom ter mais alguém para compartilhar isso?
Laís É sempre bom ter mais destaques
na equipe. Mas se você vai competir e é conhecida,
as pessoas sempre te olham com outros olhos e a gente está
sempre tentando melhorar.
GE.Net Em 2003 você integrou a equipe brasileira
que competiu no Mundial de Anaheim e terminou em oitavo. Depois
dessa experiência, como fica a expectativa para Melbourne?
Laís Cada competição tem seu
friozinho diferente. Você nunca está igual nem
os adversários. Assim, não deixa de ser uma
competição para pegar experiência. Também,
da outra vez fui só pela equipe, esta é a primeira
vez que vou competir mesmo por aparelhos (Laís e Daniele
são as únicas ginastas da seleção
que irão se apresentar nos quatro aparelhos).
GE.Net E quanto a resultados, o que você
espera e o que consideraria um bom resultado na Austrália?
Laís O que eu conseguir lá vai ser
lucro, porque por aparelho vai ser meu primeiro Mundial. Quero
ficar entre as dez melhores no geral e chegar a uma final
no salto também não é impossível.
GE.Net Na Austrália não vai ter coreografia
nova, não é?
Laís Não, montei mesmo para a apresentação
no teatro Guaíba. Dá para aproveitar bastante
coisa, mas algumas coisinhas têm que ser ajustadas.
GE.Net Inicialmente você ficaria com Vassourinhas,
mas acabou mudando, não?
Laís É, mas esta música (Aquarela
do Brasil) está bem legal. É bem animada, só
não tem sambinha porque eu sou meio dura para isso.
Deixa o samba para a Daiane, que é coisa dela. (risos)
GE.Net Mundial ou Olimpíada, o que é
mais difícil?
Laís Ninguém vai para participar
nesses eventos, vai para competir mesmo, mas o Mundial acaba
mesmo sendo mais difícil. Tem mais atletas, mais países...
Mas Olimpíada também é difícil.
GE.Net Você imaginava chegar aonde está
nesta idade? Isso fez diferença no seu amadurecimento?
Laís Antes não pensava muito nisso,
mas a partir do momento que você chega aqui (na seleção)
começa a ter mais noção. Sua visão
muda, mas é sempre com muito trabalho, muito esforço.
A partir do momento que sai de casa fiquei mais independente.
Você tem que aprender a cuidar de tudo. Sou mais madura
que outras pessoas da minha idade, sempre noto isso. Mas é
o mesmo com todos os esportes.
GE.Net O que é mais difícil para
se manter na ginástica?
Laís Não tem uma coisa que seja fácil,
no que você faz também há dificuldades.
É difícil destacar uma coisa apenas. Você
tem que controlar o peso, se concentrar nas competições
e, quando está treinando forte, agüentar qualquer
tipo de dor.
GE.Net Qual seu grande desafio agora?
Laís O desafio sempre é estar na
seleção e, depois que conquista uma medalha,
se manter aonde chegou. Pode acontecer de alguém conquistar
uma medalha, o problema é na outra competição.
Todo mundo espera que você consiga outra. Aumenta a
responsabilidade, com certeza.
Ge.Net Atleta também precisa de metas, depois
de Olimpíadas e Mundiais quais seus objetivos?
Laís Até hoje o que sonhei consegui:
Olimpíada, Copa do Mundo também. Para mim, já
aconteceu muita coisa. Mas eu sonho com outra Olimpíada
e em chegar na final da Copa do Mundo.
Ge.Net A Superfinal, ainda este ano?
Laís Sim, já nesta temporada. Espero
conseguir uma boa colocação e no Mundial também,
é claro.
GE.Net Quando você olha o já te aconteceu,
qual o momento que mais te emociona?
Laís Ah, tem muitos momentos. Mas acho que
o que mais me marcou foi a medalha da Daiane no Mundial. Foi
nossa primeira conquista.
GE.Net Interessante você lembrar da conquista
de outra pessoa como seu momento mais emocionante...
Laís Foi de outra pessoa, mas na verdade
foi de todas nós. Atrás tinha muita gente ajudando,
trabalhando junto.
GE.Net Mas e nos seus resultados pessoais, tem
algum com significado especial?
Laís Acho que meu desempenho na França,
em Paris, este ano. Principalmente no salto. (Laís
ficou com a medalha de prata no aparelho, atrás apenas
da norte-americana Alicia Sacramone. Ela ainda foi bronze
no solo e quinta colocada na trave de equilíbrio).
O salto é onde eu mais me destaco, mas acho que sou
completa nos outros também. O piorzinho é a
paralela.
GE.Net Tudo pronto para o Mundial, algum ritual
secreto para boa sorte?
Laís Não tem nada especial, só
que, para tudo o que vou fazer tenho sempre que entrar com
o pé direito... e parece que está funcionando...
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