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Por Marta Teixeira
Quatro vezes campeão mundial, duas na categoria leve (2006
e 2004) pela Organização Mundial de Boxe (OMB) e outras duas
na superpenas (2002) pela Associação Mundial de Boxe (AMB)
e 1999 pela OMB, o baiano Acelino Popó Freitas estava há quase
dois anos sem patrocinador. Entretanto, ainda neste mês esta
situação pode mudar. Graças a uma conversa ao pé do ouvido
com o presidente Luiz Inácio da Silva.
Lula recebeu Popó em Brasília no mês passado, prometendo
encontrar uma solução para o problema do pugilista e a palavra
parece que será cumprida. Dia 28, Popó reúne-se com a diretoria
da Petrobras para ver se o patrocínio finalmente sai.
Defensor da tradição brasileira no pugilismo, o baiano está
em São Paulo desde o início desta semana, mas desempenhando
uma função diferente. Acostumado à luta para ficar em forma
e vencer os adversários no ringue, ele enfrentou uma batalha
diferente para exercitar seu outro lado profissional: o de
promotor de combates.
Neste sábado, Popó promove o duelo entre Carlinhos Furacão
e o argentino Pastor Humberto Maurin, conhecido como Vaca
Loca, e válido pelo título sul-americano dos supergalos do
Conselho Mundial de Boxe. Nesta entrevista à Gazeta Esportiva.Net,
Popó fala sobre a expectativa de voltar a contar com um apoio,
sobre sua próxima luta e seus projetos nos bastidores do esporte.
Gazeta Esportiva.Net - Como foi o encontro com o presidente
e o que você conseguiu dessa conversa?
Popó – Primeiro teve o convite para levar o cinturão
(reconquistado em 30 de abril, após a vitória sobre o norte-americano
Zahir Raheem, nos Estados Unidos). Eu prometi a ele que seria
campeão de novo e levaria o cinturão para ele ver. Segundo,
fui pedir um apoio, uma ajuda para ele. Fui pedir um patrocínio.
Ele me prometeu um da Petrobras e dia 28 terei uma reunião
para ver se fechamos este acordo.
GENet – Você tem quatro títulos mundiais, mas estava
há um bom tempo sem patrocinador...
Popó – É, eu estava sem patrocínio há quase dois
anos. Mas, estou fazendo meu trabalho. O mais importante é
eu fazer o meu trabalho, mostrar a potência do boxe no mundo.
Este foi meu quarto título mundial e sempre divulgando o nome
do Brasil e da Bahia para o mundo todo. O importante é tentar
colocar o esporte como cultura. Quero ver se transformo o
boxe em esporte cultural.
GENet – Por que é tão difícil conseguir patrocínio?
Você tem quatro títulos mundiais e foi preciso falar com o
presidente para que uma empresa se dispusesse a apoiá-lo...
Popó - Eu não sei. Sei que minha parte eu sempre
fiz. Fiz bem feito e sem cobrança, sem nada, esperando só
o reconhecimento. E ver o reconhecimento do presidente, que
me convidou para mostrar o cinturão para ele, para mim foi
muito legal. Foi uma emoção muito grande porque é aquela história,
só de você estar com ele, ser chamado pelo presidente para
receber uma homenagem foi muito bom, uma satisfação muito
grande.
GENet – Como é tentar conciliar a carreira de boxeador
com a de promotor de lutas?
Popó - Só tenho luta no final do ano e estou tranqüilo,
ainda dá tempo para promover mais um evento no mês que vem.
Vamos ver se fazemos em Santos, São Vicente ou até Guarujá
ou Praia Grande. Estamos aí abertos, será um evento ao vivo
para todo o Brasil pela Rede TV!
GENet – E sábado você já tem um evento...
Popó - Vamos divulgar a cidade de Cubatão. O ingresso
é um quilo de alimento ou um agasalho. Os portões estarão
abertos a partir das 6 da tarde. Vamos ter Carlinhos Furacão
e o título sul-americano, o Rogério Sapo e John Anderson disputando
o título brasileiro. E tenho certeza que será um espetáculo,
com oito lutas que antecedem o evento principal.
GENet – E o que é mais difícil, lutar ou ser promotor?
Popó - Promover. Porque é toda uma produção, você
tem que fazer as lutas todas bem casadas, estar com equipe
médica boa, segurança. Tudo isso para que não ocorra nada,
nem com o público nem com os lutadores. Mas a nossa idéia
é fazer um espetáculo, é estar 100%. Agora mesmo vou ao ginásio
ver a lona que tem que pintar. Na minha luta não, só faço
treinar, descansar e lutar. Essa parte dos bastidores é muito
trabalho. Estou aqui há uma semana já e todo dia é trabalho.
GENet – E sobre sua próxima luta, o que já está
definido? Adversário, data, valerá unificação?
Popó - Nada ainda, só a data mesmo. Será em novembro,
mas não sei o dia. Também não sei se será unificação. Estou
esperando lá o recado dos Estados Unidos para saber o que
fazemos.
Programação de sábado
Local:
Ginásio Castelão, em Cubatão (SP)
Ingresso: um quilo de alimento ou um agasalho
Horário: a partir das 19h30
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Até 66kg – 4 assaltos |
Gilberto “Urubá” x João Pereira |
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até 69kg – 6 assaltos |
Daniel Sabóia x Aldair Teodoro |
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Até 59kg – 4 assaltos |
Evandro “Pitbull” Lima x Renato
Pedro |
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Até 61,2kg – 4 assaltos |
Carmelito “Binho” de Jesus x
Antonio Rosário |
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Até 63,5kg – 4 assaltos |
João “Blackout” Vitor x Nelson
Porfírio |
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Até 63,2kg – 6 assaltos |
Luciano “Olho de Tigre” Silva
x Osmar Bobô |
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Até 69kg – 10 assaltos,
valendo o título brasileiro da Confederação Brasileira |
John Anderson (atual campeão)
x Rogério “Sapo” |
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Até 55 kg – 12 assaltos,
valendo o título sul-americano do Conselho Mundial |
Pastor Humberto “Vaca Loca”
Maurin (atual campeão) x Carlos “Furacão” Oliveira |
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