
Por Gustavo Faria, especial para Gazeta Press
As imagens das finalizações das obras
em Santo Domingo em meio à chegada dos atletas
e ao início dos Jogos ainda são fortes
na memória que quem acompanhou o último
Pan. Entretando, a Organização Desportiva
Pan-americana, responsável pela competição,
não receia que o transtorno se repita no Rio
de Janeiro daqui a um ano.
Em visita à Cidade Maravilha, Julio Maglione
realizou uma série de visitas às sedes
do Rio-2007. Durante uma delas, o presidente da Comissão
de Coordenação da Odepa conversou com
a Gazeta Press e garantiu que deixa o Brasil satisfeito
com a evolução das obras. Acompanhe a
entrevista.
Gazeta Press: Como o senhor avalia o atraso
no início das obras para a construção
do Velódromo?
Julio Maglione: Está pronta a licitação
e tenho a palavra do prefeito que tudo estará
pronto dentro do prazo com todas as tecnologias. Será,
pelo que sei, o primeiro velódromo de ponta do
Brasil.
GP: O senhor visitou o Estádio João
Havelange. O que achou das instalações
que estão sendo construídas?
Maglione: O Estádio me deixou muito
alegre. Passeávamos pelos espaços do local
e vimos que reúne todas as condições
para receber o Pan (será a sede de atletismo).
Além disso, possui uma pista de aquecimento de
nível internacional. Se não tivesse o
Maracanã e toda a sua história, tenho
certeza que o Estádio João Havelange poderia
tranquilamente receber tanto a abertura quanto o encerramentos
dos Jogos.
GP: E o Maracanãzinho, como o senhor
avalia o ritmo das obras?
Maglione: Da última vez que estivemos
aqui estava tudo parado. Mas passei lá (dia 23/08)
e a obra está em total movimento. A governadora
(Rosinha Garotinho) me garantiu que terminaria no final
de seu mandato a parte física da obra e pelo
que o prefeito (César Maia) me falou, todos os
candidatos estão assinando um documento se comprometendo
a dar continuidade.
GP: O senhor ficou satisfeito com o que viu
da Vila Pan-Americana?
Maglione: A parte de estrutura da Vila está
em um nível altíssimo, com muita comodidade
e conforto. Mas achamos que seria apropriada a construção
de novos acessos para facilitar o transporte e o acesso
dos atletas.
GP: Qual o motivo desta visita que não
estava programada?
Maglione: Teremos uma reunião da Odepa
daqui a dois meses e precisamos reportar tudo o que
está acontecendo aqui. Estamos com uma nova visita
marcada para março e acredito que em maio teremos
95% das instalações prontas.
GP: O senhor teme que o atraso das obras possa
fazer com que se repita o que aconteceu em Santo Domingo,
quando os Jogos foram iniciados com algumas instalações
ainda sendo finalizadas? As brigas políticas
podem atrapalhar o andamento das obras?
Maglione: Eu me vou sem preocupação.
Em todos os lugares que visitei vi o esforço
e o carinho com que estão trabalhando para que
tudo fique pronto para os Jogos Pan-americanos. Temos
tido as melhores respostas das três esferas de
Governo: tanto da Prefeitura, quanto Estadual e Federal
também. E o COB tem sido muito inteligente, pois
trata com as três esferas separadamente e consegue
os melhores resultados. Pode haver críticas,
mas nós que estamos nesse meio temos que saber
conviver com elas.
GP: A questão da segurança no
Rio de Janeiro é algo que preocupa ao senhor?
Maglione: Estou tranqüilo quanto a isso.
Pelo que conversei com o secretário de Segurança
(Secretário Nacional de Segurança Pública,
Luiz Fernando Corrêa), tudo está sendo
feito para que ocorra da melhor maneira possível
também na questão da segurança.
GP: O futebol ainda não está
confirmado no Pan devido a algumas divergências
entre Conmebol e Concacaf. Há algum prazo para
que isso seja definido?
Maglione: Tudo já está sendo
resolvido e creio que teremos boas notícias dentro
de três ou quatro dias. Mas quem pode falar melhor
sobre isso é o Nuzman* (Presidente do Comitê
Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman).
* Nuzman garantiu ter conversado com o presidente
da CBF, Ricardo Teixeira, e disse estar confiante de
que o caso terá uma solução em
breve.
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