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01/03/2007
Montagem sobre foto de Fernando Pilatos/Gazeta Press
Às portas do Pan, aceleração nas obras Pan sem falta e sem atraso. Palavra de secretário.

Com a sombra das obras de infra-estrutura da Vila Pan-americana como ‘única preocupação’, o secretário de Obras da cidade do Rio de Janeiro, Eider Dantas, garante e assina em baixo: “No dia 13 de julho todas nossas obras estarão prontas, acabadas e entregues aos organizadores dos Jogos Pan-americanos”, afirma, lançando um desafio: “... me cobra dia 14”. Em sua promessa, Dantas marca a entrega do Estádio João Havelange (Engenhão) para 15 de junho e da Arena multiuso (no Complexo do Autódromo) para o final de maio. “Ou seja, pretendemos entregar os equipamentos da Prefeitura do Rio 30 dias antes do começo dos Jogos Pan-americanos”.

Responsável também pelo gerenciamento das obras no entorno da Vila do Pan, o secretário diz que o calendário só não se concretiza em caso de greve dos operários e encara o desafio de cumprir os prazos acordados com o Comitê Organizador dos Jogos (CO-Rio) sem deixar a cidade ao léu em seu dia-a-dia.

Nesta entrevista à Gazeta Esportiva.Net, ele fala sobre os problemas enfrentados para concretizar os projetos, no risco de a Vila ficar sem infra-estrutura na parte externa e no abatimento pelo acidente fatal com um operário de suas obras. “Em seis anos como secretário, isto nunca havia acontecido”.

De olho nas contas, Dantas questiona os cálculos do Governo Federal em seu registro de despesas e diz que a União deveria contribuir ainda mais com os custos. Sobre os gastos municipais, rebate as críticas ao valor de construção do Engenhão (avaliado em R$ 350 milhões no último relatório) e garante que o estádio não será um ‘elefante branco’ para o erário público após os Jogos. À comunidade, Dantas também afirma que os benefícios do Pan são uma realidade mesmo que ainda não percebida e garante que serão investidos mais recursos na recuperação de vias públicas.

Com os olhos já voltados para a briga pelos Jogos Olímpicos de 2016, Dantas considera que o Rio se credencia no que diz respeito às instalações, mas reconhece que as questões sociais são o ponto frágil a ser melhorado para a conquista.

Gazeta Esportiva.Net – Qual avaliação a Prefeitura faz do andamento das obras até agora?
Eider Dantas -
A preparação está indo dentro daquilo que prevíamos. Há três anos, o prefeito César Maia está arcando com custos financeiros muito pesados. O que está acontecendo? O Governo Federal em recursos financeiros até agora só entrou com R$ 60 milhões, a Prefeitura do Rio já desembolsou quase um bilhão. É desproporcional. Uma prefeitura que arrecada R$ 9 bilhões por ano gastar R$ 1 bilhão, R$1,2 bilhão em um evento como esse, e o Governo Federal que arrecada bilhões e bilhões no Brasil por ano entrar com R$ 60 milhões. Eles vão dar segurança, mas vão dar comida para o cara do Exército, fardamento, combustível para os carros e estão incluindo tudo isso como se fosse uma participação financeira, o que não é. Então, a situação da Prefeitura é muito justa.

GE.Net – Como assim?
Dantas -
O prefeito tem muita competência. Privatizou o complexo do Riocentro, o complexo da Marina e a Vila do Pan. Isso tirou de nossas costas algo em torno de R$ 750 milhões de desembolso. Mas nós estamos desembolsando, no Estádio Olímpico, R$ 350 milhões, no Complexo do Autódromo, R$ 300 milhões. E a infra-estrutura, as ruas, a drenagem e os melhoramentos que estamos fazendo na cidade em locais diferentes para que os Jogos tenham uma boa receptividade para a população? Mas acho que isso vale a pena porque os Jogos Pan-americanos são assistidos por 800 milhões de pessoas no mundo todo. Depois dos Jogos Olímpicos, é o segundo evento esportivo mais importante do mundo. Acho que isso é um fator importante, mas estamos fazendo isso com muito sacrifício.

GE.Net – O sr. tem certeza que estes prazos são viáveis?
Dantas -
Tenho certeza absoluta. Mas e se tiver uma greve e os operários da construção civil pararem um mês? Então não vai ter Pan. Tem uma série de imponderáveis que eu não controlo. Mas dentro de condições normais de altitude e temperatura, nós vamos cumprir e entregar os equipamentos nos prazos estabelecidos. Claro que eu gostaria de ter terminado o Estádio no ano passado, mas é o que falei: o desembolso financeiro não é um desembolso que pudesse ser feito em curto prazo.

GE.Net – Neste meio tempo, os custos foram aumentando...
Dantas –
O Governo Federal previa gastar R$ 700 milhões e está em R$ 1,5 bilhão. Nosso estádio (Engenhão) está custando, por acento, mais barato que os estádios da China com a mesma similaridade. Ele nunca custou R$ 60 milhões. Fizemos uma primeira licitação de R$ 90 milhões, depois fomos concluindo (o projeto). Fizemos uma segunda de R$ 150 e a última de R$ 43. Estas três, com a correção do período, somam R$ 350 milhões. A obra nunca tem o mesmo preço do começo ao fim.
Tinha uma adutora no meio do campo de futebol, que não estava no projeto. Depois teve uma série de indenizações: a associação dos aposentados da RFFS, o museu do trem e a escola, que só resolvi agora.

GE.Net – Mas a solução é definitiva....
Dantas -
Sim, facilitou nossa vida total. Outra dificuldade nossa é a cobertura do telhado. Este projeto é ultra-ousado. Só o estádio do Benfica tem isso e nós, no começo, sofremos muito para adaptar o projeto. Somos obrigados a fazer o encaixe e a solda a 70m de altura. Imagine o vento que o trabalhador enfrenta.

GE.Net – E com isso chegamos ao acidente com o operário (dia 5 de fevereiro). O que aconteceu exatamente?
Dantas -
É uma equipe de funcionários qualificados do Paraná, Curitiba, que trabalhavam juntos há seis anos. O rapaz solteiro, 28 anos, bom nível de escolaridade, ganhava R$ 2.500 por mês, algo em torno disso, e era psicótico por segurança. Foi o que chamam de ‘ato inseguro’. Você repete a mesma coisa tantas vezes que uma hora você falha. Ele estava com três cintos de segurança, cada um tem um gancho e só podia partir para a segunda presilha quando armasse o outro. Ele colocou, não testou e colocou o outro. Quando puxou, não estava preso. Caiu de 15 metros. Foi uma comoção. Estive lá, conversei com muitos deles para levantar o moral. Precisamos do estádio e eles sabem disso. É um pessoal de altíssimo nível. O pai veio buscar o corpo, tinha seguro, mas uma vida não volta. Eu fiquei arrasado. Foi o primeiro acidente fatal em seis anos como secretário depois de realizar 3 mil obras na cidade.

GE.Net – Por causa disso houve alguma mudança no esquema de segurança?
Dantas -
Conversei com engenheiros, técnicos... A questão da segurança não vai ser modificada em nada porque está completamente correta. O CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) esteve lá fazendo a investigação no dia seguinte e constatou que as normas e os procedimentos são adequados e que aquilo foi uma fatalidade. Um ato inseguro, que pode ocorrer e, infelizmente, ocorreu.

GE.Net – O Governo do Estado solicitou mais verbas à União para completar o orçamento. A Prefeitura também precisará de recursos que não estavam previstos? Como fica a situação da Vila Pan-americana?
Dantas -
O Governo Federal bateu o martelo e vai bancar os R$ 53 milhões que faltam, porque senão os atletas terão que andar na lama para pegar o ônibus na porta da Vila. Não tem rua. Se (o Governo) liberar, nós vamos usar a própria empresa que já está na Vila para fazer a obra. Isto estava pendente e poderia ter problemas em relação à realização do Pan. Ia ser um caos.

GE.Net – Segundo o ministro (do Esporte) Orlando Silva, o Governo pediu mudanças no projeto original. Quais foram?
Dantas –
Eu não sei. O que sei é o seguinte: o que a Prefeitura prometeu fazer, tinha começado a fazer. Queriam que fossem feitas todas as ruas, o rio canalizado, que construíssem uma estação de tratamento. Nisso iriam R$ 150 milhões. O prefeito cortou tudo isso e fez só o acesso. Agora que o Governo Federal autorizou que as obras fossem concluídas, vamos fazer a estação de tratamento de esgoto e a canalização do Arroio Fundo. Talvez seja a contrapartida da Prefeitura. Eles aplicaram R$ 53 milhões dentro da Vila do Pan, então a Prefeitura deve aplicar uma porcentagem disso em uma obra no entorno. Nós vamos fazer a Airton Senna, ligando a rótula, a Jacarepaguá e a Linha Amarela com mais duas pistas de cada lado, o reasfaltamento dela toda e isso vai custar uns R$ 16 milhões, que o prefeito já autorizou.

GE.Net – E quando a infra-estrutura fica pronta?
Dantas -
Preciso, pelo menos, de cinco a seis meses para terminar esta obra. Eu não posso licitar, tenho que fazer como emergência. Esse é um problema que estou levando para o TCU e, se eles não aceitarem a emergência, não faz a obra.

GE.Net – Ou seja, a Vila corre o risco de ficar sem as obras de infra-estrutura...
Dantas -
Acho que como as coisas estão sendo feitas com critério, eles vão aceitar. Mas se não derem ok, eu não faço. Não vou colocar minha assinatura em um negócio que depois vou ser responsabilizado como ordenador de despesa. Eu vou licitar, vou começar as obras e, quando chegar o Pan, estará metade da pista pronta e a outra sem começar.

GE.Net – E com o caráter emergencial em quanto tempo fica pronta?
Dantas -
Com a empresa que já está lá dentro, posso começar esta obra entre dia 1º e 10 de julho.

GE.Net – O prazo fica justinho...
Dantas -
Vai ficar. Não tenho folga e temos que rezar para não chover demais, porque a obra é aberta. E como você trabalha na rua com chuva?

GE.Net – Desde o início o sr. enfrenta o desafio de conjugar a preparação para o Pan sem parar as outras obras da cidade. A Secretaria teve de reduzir investimentos...
Dantas -
Isso é coisa muito complicada. Uma coisa é a manutenção da cidade: tapar buraco, fazer novas ruas, não tem nada a ver com Pan. Outra coisa é você conjugar uma parte da Secretaria para cuidar da cidade e outra para o Pan. Uma parte da população acha que o Pan está causando o buraco, mas buraco sempre teve. Tapo 200 mil buracos por ano. A população sempre tem razão, isso faz parte. Estamos gastando na conservação o que sempre gastamos historicamente. Não houve redução. Não houve queda orçamentária, mas o fato é que o bom é inimigo do ótimo.

GE.Net – É possível quantificar a porcentagem de obras feitas para a cidade e para o Pan?
Dantas -
Se analisar que equipamentos do Pan vão servir à cidade depois, eu não posso separar as coisas. Não tem um equipamento que vá ficar parado, todos vão ter serventia depois e alguns vão dar retorno financeiro para a Prefeitura. O prefeito vai terceirizar a Arena Multiuso. Depois do Pan, vamos fazer a licitação. O estádio (Engenhão) ninguém quer.

GE.Net - Por causa da pista?
Dantas -
Não. Eles acham que custa caro. O Flamengo quer ter seu estádio, o Fluminense. O Vasco já tem. O Flamengo está construindo um na Gávea, com o Engenhão sendo oferecido de graça. O Flamengo tem torcida para encher todo dia de jogo. Este é um estádio construído para a Copa de 2014 e uma arena, porque vai ter 50 lojas. Vai ter vida permanente, não igual ao Maracanã que só reabre se tiver outro jogo. Ele vai dar muita vida ao Engenho de Dentro, Méier, Água Santa. É o único que vai ter estação rodoviária dentro, basta pegar a rampa.

GE.Net – E como estão as obras de acesso?
Dantas -
Começou agora. A Supervia está fazendo uma parte, nós outra. Fica pronto em três meses. Não há problema.

Estádio de primeiro mundo a preço de banana?
Com investimento orçado, até agora, em R$ 350 milhões para sua construção, o Estádio João Havelange, o Engenhão, aparece como a construção mais cara para o Pan, superando até mesmo o total das três instalações dos Complexos do Autódromo e do Maracanã.

Reunindo arena multiuso, velódromo e parque aquático, o Autódromo irá custar cerca de R$ 203.723.112,76. O Maracanã, com ginásio, estádio e parque aquático, R$ 252 milhões, segundo a mais recente estimativa de despesas divulgada em fevereiro.

Apesar disso, o secretário de Obras do Rio, Eider Dantas, garante que o Engenhão está saindo até barato quando comparado a outros estádios similares. Para provar sua teoria, ele fez um comparativo (ver quadro) com instalações como o Estádio Nacional de Pequim, construído para os Jogos Olímpicos, e o Allianz, em Munique, que recebeu jogos da Copa do Mundo de 2006.

“Nosso estádio é o mais barato”, garante, descontando a disparidade no valor do salário mínimo entre Brasil e China (o equivalente, respectivamente, a US$ 153,5 e US$ 40). “Não é só isso que conta na confecção do estádio. Há uma série de itens e a obra nunca tem o mesmo preço do começo ao fim”, diz para explicar a evolução nos custos da instalação, objeto de reportagem especial do programa Grandes Estruturas do Discovery Channel.

Entre os fatores que ajudaram a inflacionar o gasto (ver quadro), Dantas destaca a ‘descoberta’ de uma adutora no meio do terreno onde ficará o campo de futebol. “Não estava no projeto e custou mais R$ 3 milhões para tirar de lá e colocar do lado de fora”. Os impasses judiciais também deram sua contribuição na conta de adição. “Embora o terreno tenha sido doado gratuitamente, tivemos gastos com intervenções”.

Para manter o projeto original, prevendo acessos por quatro direções (Norte, Sul, Leste e Oeste) e a possibilidade de expansão da capacidade de público de 45 mil para 60 mil (adequando-o assim às exigências para uma Copa do Mundo), a Prefeitura precisou remover o Museu do Trem com todos os seus equipamentos e negociar a liberação do terreno pertencente à Escola Técnica Silva Freire.

A solução foi transferir a escola. “Eles queriam R$ 1 milhão, mas nós trocamos por um campo de futebol que já existia a 400m e era usado pelos operários. Em troca, nós pudemos absorver o espaço para fazer a rampa Leste, senão não teria acesso por este lado. Isso atrasou a obra em dois anos”, explica o secretário.

Fazendo os cálculos na ponta do lápis, ele garante. “O preço, em dólar por acento, está em US$ 2.100, aproximadamente. Está custando, por acento, mais barato que os estádios da China com a mesma similaridade”.
Data
Instalação Valor orçado
2003
Complexo do Maracanã
R$ 17,9 milhões
Dez/2004
Complexo do Maracanã
R$ 67 milhões
Fev/2007 Complexo do Maracanã R$ 252 milhões
2003 Estádio João Havelange R$ 250 milhões
Nov/2006 Estádio João Havelange R$ 315.131.618,24
Fev/2007 Estádio João Havelange R$ 350 milhões

GE.Net – Não há perigo de o estádio virar um elefante branco?
Dantas –
Não. O prefeito vai licitar. O Fluminense já se interessou com a Unimed. O Botafogo também está interessado com um grupo norte-americano. Mas ninguém foi ao estádio ainda para ver, quando vai é que entende o que significa. Como posso vender um produto antes de acabar? Quando ficar pronto, acho que vai ser fácil. Os clubes e empresas de eventos esportivos vão entender que é um excelente negócio alugar um estádio da Prefeitura. E ela faz o mesmo negócio que fez com a Liesa (Liga das Escolas de Samba na Cidade do Samba): cede com 10% do lucro bruto.

GE.Net – No projeto do Pan estava implícito que a cidade ganharia muito em infra-estrutura...
Dantas -
Não ganhou tanto, né. Isso é uma falha porque, na verdade, o dinheiro não deu em nenhuma das instâncias para fazer aquilo tudo que nós gostaríamos de fazer na área de transporte, de infra-estrutura. Mas a Prefeitura está fazendo um superesforço na área de infra para honrar quase tudo que foi combinado que caberia a ela. Estou levando para o prefeito uma relação com mais de 250 ruas que serão asfaltadas antes do Pan. São R$ 30 milhões. A licitação já está na rua porque temos que arrumar a cidade. E isso fica. Áreas onde terão os Jogos serão reasfaltadas, receberão sinalização horizontal, vertical...

GE.Net – Mas o que a cidade já ganhou na prática?
Dantas -
Várias obras de asfalto, Airton Senna, Desembargador Abelardo. Várias que a população já está usando, mas ainda não percebe. Os equipamentos que começam a tomar forma. Infelizmente, desgraça tem manchete, a lógica é esta. Embora o esgoto seja obrigação do Governo Estadual, do Sedae, nós pegamos R$ 50 milhões nossos e fizemos todo o saneamento básico do Recreio dos Bandeirantes, Base Grande, Base Pequena e Cambonin. A gente pega esgoto, purifica 95% e joga na lagoa só com 5% de resíduo. São 140km de rede para recolher.

GE.Net – Santo Domingo ficou marcado como a edição das sedes inacabadas...
Dantas -
Acabou, porém, acabou no dia. Alguns até entraram na semana seguinte. Aqui no Rio, na parte da Prefeitura, eu posso garantir que nenhum equipamento, a partir do dia 13 de julho, será tocado para terminar nenhum tipo de obra. Ou seja, todas as obras da Prefeitura serão entregues a tempo para realização dos Jogos Pan-americanos. Ou seja, no dia 13 de julho, que é o dia de abertura dos Jogos, todas nossas obras estarão prontas, acabadas e entregues aos organizadores dos Jogos Pan-americanos. Todas. Isso eu posso garantir. Pode colocar que eu estou garantindo. Cobre-me dia 14.

GE.Net – Nas conversas com Nuzman (Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Organizador dos Jogos), ele chegou a dar alguma recomendação ou pediu algum cuidado especial quanto a isso?
Dantas -
Converso com Nuzman muito pouco. Conversei acho que cinco vezes neste período todinho e nunca foi para tratar de obras. Porque cada macaco no seu galho. Eu não trato da área de esportes, de organização dos Jogos, ele também não vem se meter na minha área para dar palpite de obras. Se nós falharmos, vamos pagar o preço por isso. Se ele falhar na área dele, também vai. Claro que se tem uma interface: a gente mostrar o que está sendo feito para que tenham tranqüilidade que os prazos serão realizados na hora do combinado, na forma que foi combinada.

GE.Net – Como fica o caixa da Secretaria pós-Pan? Depois de todo este esforço concentrado para o Pan, o que vocês já têm programado para a cidade?
Dantas –
O prefeito vai procurar entregar a Cidade da Música no primeiro semestre do ano que vem, uma obra que vai marcar a gestão dele, e vai continuar fazendo aquilo que sempre fizemos: vilas olímpicas. Já temos dez e mais duas estão em construção. Ele vai continuar os programas Rio Cidade, Rio Comunidade, Favela Bairro. São programas que já têm 12 anos e deram certo. É isso. Ninguém vai inventar a roda a esta altura do campeonato. Falta um ano e dez meses para terminar o mandato dele. Tem que cumprir o que prometeu lá atrás. O que plantou e semeou vai colher no final do mandato. Muitas obras serão inauguradas este ano e ano que vem exatamente por isso.

GE.Net - Qual será a cara do Rio depois que tudo que é voltado ao Pan estiver pronto e entregue?
Dantas -
Vai ser uma cidade com expertise muito grande na área de esportes, uma vocação natural do Rio, que é turismo, esporte e serviços. O Rio não é uma cidade industrial, São Paulo é. O turismo de São Paulo 90% é de negócios. O cara aproveita para ir a um restaurante, ver uma boa peça de teatro, um show, mas o turismo de São Paulo é voltado para o negócio, business. Aqui o contrário, o turismo é de lazer, cultural e, se Deus quiser, será o esportivo porque já convencemos de certa forma a burguesia da Avenida Atlântica que a praia é de todos. Há quatro anos, a gente montava uma arena lá para ter um campeonato mundial de futebol de praia e era um drama, agora acalmaram. Viram que o mundo não acaba.
Então é isso, o Rio tem sua vocação natural e acho que o grande legado do Pan é qualificá-lo como a cidade de esportes que tem competência para realizar eventos esportivos de grande porte e que vai talvez beneficiar a gente nas Olimpíadas de 2016.

GE.Net – Com tudo o que foi realizado para o Pan, o que ainda fica por fazer para as Olimpíadas?
Dantas -
Acho que o Rio tem que se qualificar melhor na questão da infra-estrutura: saneamento, água e tem que se qualificar melhor em diminuir as desigualdades entre suas áreas. Tem algumas áreas que estão precisando de investimentos maciços e nós fizemos isso, nosso dever de casa foi feito. O Rio tem 600 favelas aproximadamente, 200 delas sofreram intervenção do maior programa mundial de inclusão social urbana: o Favela-Bairro. Nós investimos US$ 1 bilhão, em 12 anos de Governo, em um programa que é modelo do BID (Banco Internacional de Desenvolvimento), que exporta isso para países da África. Mas ainda faltam 400 favelas. O trabalho é longo, isso demora 30 anos, fizemos 12 tem mais 18...
Estádio Cidade Intervenção Capacidade Invest.(*) Invest./
Assento
(*)
Invest./
Assento
(**)
Hanouver

Hanouver

Reforma 39.287 64.000€ 1,63€ R$4,26
Olympiastadion Berlim Reforma 66.021 242.000€ 3,67€ R$9,59
Frankfurt Frankfurt Reforma 43.324 125.000€ 2,89€ R$7,54
Gelsenkirchen Gelsenkirchen Construção 48.426 191.000€ 3,94€ R$10,31
Hamburgo Hamburgo Reforma 45.442 97.000€ 2,13€ R$5,58
Colônia Colônia Reforma 40.590 119.000€ 2,93€ R$7,67
Zentralstadion Leipzig Reconstrução 38.898 90.600€ 2,33€ R$6,09
Allianz Munique Construção 59.416 280.000€ 4,71€ R$12,32
National Stadium Pequim (Olympic Green) Construção 91.000 374.000€ 4,11€ R$8,75
João Havelange RJ Construção (somente estádio) 45.000
(c/ infra-estrutura
p/ 60.000)
R$26.3149 - R$5,01
(capacidade média p/ 52.500)
João Havelange RJ Construção (Complexo Olímpico) 45.000
(c/ infra-estrutura
p/ 60.000)
R$315.000 (***) - R$6,00
(capacidade média p/ 52.500)
(*) x 1.000                                (**) R$ Mil (cotações em 06/04/2006)
(***) Estádio - R$ 263.149 / Edf. Adm - R$ 7.830 / Edf. Garagem -R$ 44.021

Às portas do Pan, aceleração nas obras Pan sem falta e sem atraso. Palavra de secretário.
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Torcedor
Jaqueta Nike Seleção em 12x de R$20,82 s/ juros
Futebol
Chuteira Nike Total 90 a partir de 7x de R$21,41
Volei
Asics Gel Sensei 2 MT em 12 x de R$41,66 s/ juros
Basquete
Fila Bless em até 7x de R$21,41 sem juros
Atletismo
Nike Air Vomero 3 em até 12x de R$41,66 s/ juros
Atlestismo
Asics Gel Nimbus 10 em 12x de R$41,66 s/ juros
Tênis
Raquetes Wilson a partir de 5x de R$21,80
Boxe
Luvas a partir de R$65,90
Ciclismo
Bike Caloi 10 aro 700 em até 12x sem juros
Vôlei de Praia
Bolas Nike a partir de R$43,90
Natação
Maiôs e sungas a partir de R$45,00
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