Voltar para a home Terça, 02 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
16/08/05
 

Único atleta brasileiro a se sagrar campeão mundial de três categorias do vôlei (infanto-juvenil, juvenil e adulta) e dono de uma medalha de ouro olímpica, o ponta Nalbert se prepara para iniciar uma nova fase de sua vitoriosa carreira: o vôlei de praia. Ainda se acostumando com os novos ares, o atleta busca aprender o possível com Guto, seu primeiro parceiro nas areias, onde quer conquistar o Pan-americano e até mesmo uma nova medalha nos Jogos Olímpicos, desta vez em Pequim-2008. Treinando para seu jogo de estréia, que deve acontecer no próximo mês no Circuito Nacional, Nalbert vê as duplas Marcio/ Fábio Luis, Harley/ Benjamim, Ricardo/Emanuel e Tande/Franco como suas principais adversárias neste começo. Obstinado, acredita que só precisa treinar para conquistar bons resultados e garante: não voltará para a quadra.

Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net

Gazeta Esportiva.Net: Como está sendo sua adaptação ao jogo na praia?
Nalbert: Está ótima. Estou há três meses treinando e já estou próximo de entrar na quadra. Na verdade, não tem muita dificuldade, mas sim ansiedade de começar a competir. O meu treinador, que tem um ótimo conhecimento, está me ajudando muito, assim como o meu parceiro, que está colaborando para elevar o nível dos treinos. Também estou com uma equipe boa de trabalho e com três patrocinadores. Agora é só treinar e jogar.

Guto: Na verdade, o Nalbert não tem muito a aprender. Ele tem um talento nato. Mas vou tentar passar para ele alguns toques do vôlei de praia. Ele também vai poder me passar toda a experiência que tem na quadra e em grandes competições.

GE.Net: Você enfrentou um pouco de dificuldade para encontrar um parceiro na praia. Como foi essa fase?
Nalbert: No início, nem estava muito preocupado em encontrar um parceiro logo. Mas, depois encontramos o Guto que era o que mais se encaixava no que a gente queria e estava disponível para jogar comigo

Guto: Nossa, eu fiquei muito feliz em ser chamado para jogar com ele. Vou fazer o possível para agarrar essa oportunidade

GE.Net: Quais são as características do Guto que te fizeram convidá-lo para ser seu parceiro na praia?
Nalbert: Ele é um bloqueador nato e um jogador jovem que pode crescer muito, além de morar no Rio de Janeiro.

GE.Net: Está se sentindo um novato agora?
Nalbert: Eu já conhecia um pouco do vôlei de praia, então já tinha idéia das dificuldades. Mas estou me sentindo um juvenil com novos desafios.

GE.Net: O fato de você ser tanto um bom defensor quanto um bom atacante deve fazer com que os adversários saquem em cima do Guto, obrigando-o a executar a posição de levantador. Como você pretende lidar com isso?
Nalbert: Eu tenho um bom toque, pois já fui levantador na quadra. Mas vou ter que me acostumar a exercer bem todos os fundamentos

GE.Net: Como você vê sua chance de disputar a Olimpíada de Pequim-2008? E de ganhar uma medalha?
Nalbert: Acho que temos que pensar uma coisa de cada vez. Tem que ser passo a passo. Começar pelo Brasileiro, depois Mundial... Mas, com certeza, o meu objetivo é chegar às Olimpíadas. Se eu não conseguir, vou continuar jogando. Em 2012 vou ter 38 anos e, caso ainda esteja bem, tento novamente.

GE.Net: Por que jogar na praia ao invés de se "aposentar", ou virar dirigente?
Nalbert: Porque acho que ainda tenho muito o quê jogar. Posso virar dirigente, mas só quando não tiver mais condições físicas pra jogar.

GE.Net: As duplas no vôlei de praia não costumam ser muito estáveis. Acredita que esta será uma dificuldade a mais para você, uma vez que na quadra os grupos permanecem os mesmo por um período mais longo?
Nalbert: Espero poder jogar bem com o meu parceiro e poder ficar muito tempo. Mas esse tipo de coisa não dá para prever.

GE.Net: Ainda sofre muito assédio dos clubes para voltar a atuar na quadra?
Nalbert: Agora não. Já está tudo mais tranqüilo. Não tenho mais nenhum vínculo com o Banespa/São Bernardo e também não voltaria para as quadras. Meu ciclo na quadra já acabou.

GE.Net: Faltou ganhar alguma coisa na quadra?
Nalbert: O título do Campeonato Italiano e o Pan-Americano. Este último eu vou tentar ganhar agora, no vôlei de praia.

GE.Net: O rendimento financeiro dos jogadores na praia depende muito dos resultados, ao contrário do que acontece na quadra. Como você está lidando com isso?
Nalbert: Estou bem. Agora estou com o apoio dos meus patrocinadores, mas com certeza a premiação ajuda muito.

GE.Net: Como você avalia a nova fase da seleção brasileira?
Nalbert: A seleção está muito bem. Novos valores estão surgindo, então acredito que o Brasil vai ter um grupo tão homogêneo como na Olimpíada. Não acredito muito em substitutos para quem saiu: acho que cada um tem o seu valor e suas características.

 
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