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| Acervo/Gazeta Press |
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O artilheiro: Leônidas
(Brasil)
Leônidas da Silva foi, junto com Arthur Friedenreich, o
grande craque brasileiro nos primórdios do futebol no país.
Dono de um estilo único, ágil e vibrante, o "Diamante Negro"
foi um dos inventores da bicicleta. Nascido no dia 06 de
setembro de 1913, no bairro de São Cristóvão, no Rio de
Janeiro, Leônidas começou a sua carreira no time do bairro,
o São Cristóvão. Depois, Leônidas passou pelo Barroso, Sul-americano,
Sírio Libanês e Bonsucesso, até se transferir para o Peñarol,
do Uruguai, em 1933.
Leônidas ficou apenas uma temporada no Uruguai, sendo contratado
em seguida pelo Vasco da Gama. Depois, o jogador ainda atuou
pelo Botafogo carioca antes de se transferir para o Flamengo.
No início da década de 40, Leônidas brigou com os dirigentes
do Mengão e foi jogar no São Paulo, onde se tornou o maior
jogador da história do Tricolor, ganhando os campeonatos
paulistas de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949.
A transferência de Leônidas do Flamengo para o São Paulo
foi a mais cara da época, custando 200 contos-de-réis. Sua
estréia pelo Tricolor, no dia 24 de abril de 1942, registrou
o maior público do estádio do Pacaembu: 74.078 pessoas pagaram
para ver a partida entre São Paulo e Corinthians.
Pela seleção, fez sua estréia em 1932, aos 19 anos. Jogou
as Copas do Mundo de 1934 e 1938, tornando-se o primeiro
brasileiro a abocanhar a artilharia do Mundial. No total,
Leônidas fez 19 partidas oficiais com a camisa da seleção,
marcando 21 gols.
Leônidas abandonou o futebol em 1951 e hoje mora em São
Paulo.
O destaque: Vittorio Pozzo (Itália)
Vittorio Pozzo conseguiu uma proeza até hoje não alcançada.
Ele foi o único técnico que venceu duas Copas do Mundo, dirigindo
a Itália nas campanhas de 1934 e 1938. Nascido em Turim, no
dia 2 de março de 1886, Pozzo foi jogador do Torinense e do
Grasshoppers. Jogou ainda na França e na Inglaterra. Foi um
dos maiores treinadores do Torino. Em 1912, foi convidado
para dirigir a Itália, nas Olimpíadas de Estocolo. A carreira
de treinador foi interrompida em meados da década de 10, pois
Pozzo foi convocado para defender a Itália na 1ª Guerra Mundial.
O grande comandante morreu em 21 de dezembro de 1968. Em 1990,
o Torino resolveu homenagear o treinador, batizando seu novo
estádio de Vittorio Pozzo.
Curiosidades
- O Brasil acreditava tanto na vitória contra a Itália, na
semifinal, que comprou as passagens aéreas para Paris com
antecedência. Depois de perder a partida, os dirigentes brasileiros
se recusaram a vender os bilhetes para os italianos, que tiveram
que ir de Marselha a Paris de trem.
- Quando corria para cobrar o pênalti contra o Brasil na semifinal,
o atacante italiano Meazza teve uma desagradável surpresa:
o cordão que prendia o seu calção arrebentou. Sem outra alternativa,
Meazza segurou o calção e cobrou, sem chance para o goleiro
brasileiro. Na comemoração, os jogadores italianos cercaram
Meazza para que ele pudesse trocar o calção.
- As partidas entre Brasil e Tchecoslováquia foram verdadeiras
guerras. Após o primeiro jogo, nada menos do que nove atletas
brasileiros ficam contundidos. Pelo lado tcheco, o número
de baixas é um pouco menor: oito. O jogo foi tão violento
que dois jogadores da Tchecoslováquia foram parar no hospital.
- Na histórica partida entre Brasil e Polônia, Leônidas da
Silva protagonizou um lance pitoresco. Depois de um temporal
ter alagado o campo de Estrasburgo, o jogador tirou as chuteiras
para jogar melhor. E deu certo: Leônidas marcou um gol. Mas
a festa do brasileiro acabou por aí, já que o árbitro Ivan
Eklind mandou-o calçar as chuteiras.