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Brasil - 1950
HISTÓRIA
A mais inacreditável
das derrotas
Arrasadas em sua maioria por causa da Segunda Guerra Mundial,
as nações européias não estavam em condições de abrigar uma
grande competição esportiva. Exceção feita à Inglaterra, que
no entanto, já havia se comprometido com a Olimpíada de 1948,
em Londres. Restou ao Brasil, candidato único no planeta,
a honra de organizar a Copa do Mundo de 1950, a primeira do
pós-guerra.
Razões econômicas obrigaram alguns países a desistir da competição.
A distância também pesou, e apenas 13 nações se dispuseram
a participar da Copa.
Entre as seleções que vieram ao país estava a Inglaterra,
que finalmente participava da competição. E foi ela que protagonizou
uma das maiores zebras da história das Copas. Em uma partida
na qual perdeu dezenas de oportunidades de gol, foi derrotada
por 1 a 0 pela seleção norte-americana.
A Itália, bicampeã, não conseguiu passar da primeira fase.
Contou para isso a tragédia do ano anterior, quando a base
da seleção foi perdida com a queda do avião que transportava
a equipe do Torino.
Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai classificaram-se para a
fase final. Após a disputa de um quadrangular seria campeão
a equipe que somasse mais pontos. Na primeira rodada, o Brasil
não deu chances para os suecos, goleando por 7 a 1. A sorte
estava ao lado dos brasileiros, pois na outra partida Espanha
e Uruguai ficaram no 2 a 2. Nova goleada nacional na segunda
rodada, 6 a 1 na Espanha. E, de virada, os uruguaios venceram
a Suécia por 3 a 2. O título estava mais próximo do Brasil,
que precisaria somente de um empate na última rodada para
ser campeão.
O palco da finalíssima foi o então recém-inaugurado Estádio
do Maracanã, no Rio de Janeiro. Quase 200 mil pessoas presentes,
esperando apenas o apito final para comemorar o título do
Brasil. E a seleção confirmou seu favoritismo na etapa inicial,
pressionando o Uruguai e desperdiçando oportunidades de gol.
Mas, no intervalo, o placar permanecia como havia começado:
0 a 0.
Logo aos 2 minutos do segundo tempo, Friaça, em um contra-ataque,
converteu a superioridade brasileira em gol. O estádio explodiu
em festa. Inexplicavelmente, a partir daí, a seleção parou,
e os uruguaios começaram a pressionar. E aos 21 minutos, Schiaffino
empatou a partida. Resultado que ainda servia ao time brasileiro.
Mas os brasileiros sentiram o golpe, e aos 34 minutos, Ghiggia
avançou pela direita e chutou cruzado, quase junto à linha
de fundo. A bola pegou o goleiro Barbosa no contra-pé e foi
parar no fundo do gol brasileiro, determinando o placar final
do jogo: Brasil 1 x 2 Uruguai. O público ficou emudecido,
não acreditando na derrota nacional. A primeira grande tragédia
da história das Copas.
Forma de disputa
Na primeira fase, as seleções foram divididas em quatro grupos.
Dois de quatro países, um de três e um último com somente
dois times. Os confrontos ocorreriam entre os selecionados
de cada grupo. Os vencedores de cada chave garantiriam vaga
para um agrupamento final, onde se enfrentariam em turno único.
Seria campeã a seleção que somasse mais pontos ao final.
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