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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

Suiça - 1954

HISTÓRIA
O mundo conhece a máquina húngara


Acervo/Gazeta Press
Hungria e Uruguai, nas semifinais
Com uma situação estável em meio ao caos que tomou conta da Europa após a 2ª Guerra Mundial, a Suíça não teve dificuldade para levar o direito de organizar e receber a 5ª Copa do Mundo, que aconteceria em 54. A neutralidade do país na Guerra e os bons resultados nos últimos Mundiais, em 38 e 50, fizeram com que a Copa voltasse à Europa pela terceira vez.

Ao total, 39 países se inscreveram para participar das eliminatórias, com destaque para Japão, China, Egito e Coréia do Sul, que estreavam. Eles foram divididos em 13 chaves e apenas 12 times classificaram-se. O grande destaque para o Mundial era a máquina húngara comandada pelo vice-presidente do Comitê de Esportes, Gusztav Sebes, que chegara à Copa credenciada pelo título olímpico em Helsinque (52), além de uma invencibilidade que já se prolongava por quatro anos. Já o Brasil amargava ainda a perda da Copa de 50, quando Ghiggia calou 200 mil pessoas no Maracanã. Levando um time reformulado, a seleção mudou a cor da camisa, mas o lado psicológico, ainda afetado pelo luto no estádio carioca, fez com que o time não fosse bem no torneio.

Com goleadas incríveis, a Hungria foi confirmando seu favoritismo e impondo massacres em todos os seus adversários. Em todos os jogos, o time conseguiu a incrível marca de dois gols nos primeiros dez minutos. Mas na final, a Hungria caiu diante da Alemanha por 3 a 2, mesma equipe que havia sido batida por 8 a 3 na fase classificatória.

O Estádio de Berna assistiu à segunda injustiça da história das Copas, quando o ponta Rahn anotou o gol decisivo a seis minutos do final. Foi a única derrota dos húngaros, que ainda ficaram mais dois anos sem conhecer a derrota. Justamente na maior decisão da sua história futebolística.


Forma de disputa

Não sobraram críticas para o regulamento organizado pelos suíços. Nas eliminatórias, os 39 times foram divididos em 13 chaves. As equipes foram dividas conforme sua posição geográfica. Dos dez grupos formados por europeus, quatro tinham apenas dois representantes. Já outras cinco eram compostas por três times, enquanto a outra tinha quatro seleções. Apenas nesta última chave, dois times se asseguravam para a Copa.

Por fim, uma chave com sul-americanos, outra com membros da América Central e do Norte, além de um grupo asiático. Definidos os 14 classificados, as equipes se somaram à Suíça, país-sede, e Uruguai, atual campeão.

Na Copa do Mundo, mais críticas aos organizadores. Os 16 times foram divididos em quatro chaves de quatro times cada. Mas desta vez, foi inventado um sistema maluco, na qual eram escolhidos dois cabeças-de-chave do grupo, que não se enfrentariam na primeira fase. Ao final dos quatro jogos, os dois melhores se classificariam para as quartas-de-final. A partir daí, o mata-mata tomava conta e apenas os vencedores passavam.

Grupo 1: Iugoslávia, França, Brasil e México
Grupo 2: Hungria, Alemanha Ocidental, Coréia do Sul e Turquia
Grupo 3: Áustria, Escócia, Uruguai e Tchecoslováquia
Grupo 4: Inglaterra, Bélgica, Suíça e Itália
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