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O artilheiro: Sándor Kocsis (Hungria)
| Acervo/Gazeta Press |
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Kocsis nasceu em 1929 e foi um dos grandes cabeceadores do
mundo. Quando ele subia, muitas defesas tremiam e os torcedores
já esboçavam comemorar o gol. Presença marcante na área, o
jogador fez parte do Honved, time que dominou o futebol húngaro
entre 50 e 56, sendo a base para a seleção que foi campeã
olímpica em 52 e o vice-mundial em 54, sendo o artilheiro
da competição com 11 gols.
Assim como seus companheiros de clube, fugiu da Hungria em
56, por causa dos problemas políticos que tomavam conta do
país, com a entrada do socialismo e o início da Guerra Fria.
Foi contratado pelo Barcelona, onde ficou até o encerramento
de sua carreira. Ficou na Espanha após pendurar suas chuteiras
e morreu em 1979.
O destaque: Ferenc Puskas (Hungria)
O maior ícone do futebol húngaro nasceu em 2 de abril de 1927.
Sua carreira começou no pequeno Kispet, onde se destacou com
os seus petardos com a canhota, logo aos 10 anos. Seis anos
depois, o time passou para a primeira divisão e chamou a atenção
dos dirigentes do Honved, montado pelo vice-diretor do Comitê
de Esportes, Gusztav Sebes, sendo contratado aos 19 anos.
Foi o comandante da equipe, que tinha a base da seleção húngara
com Kocsis, Czibor, Szusza e Bozsik. No Honved, levantou diversos
títulos e foi o principal jogador do mundo no início dos anos
50. Mesmo não atuando em duas partidas da Copa de 54, foi
eleito o melhor atleta do torneio. Depois disso teve uma passagem
destacada pelo Real Madrid, quando atuou ao lado do argentino
Di Stéfano, do brasileiro Didi e do espanhol Gento. A máquina
espanhola conquistou três vezes a Copa dos Campeões, cinco
títulos espanhóis e um Mundial Interclubes.
Ao longo de toda sua carreira marcou mais de mil gols e é
considerado um dos maiores artilheiros de todos os tempos.
Só na seleção da Hungria, teve uma média espetacular de mais
de um gol por jogos. Em 84 partidas, ele deixou sua marca
por 85 vezes. Um feito que poucos atletas no mundo do futebol
conseguiram igualar.
Curiosidades
- Pela primeira vez, um técnico de uma das seleções participantes
da Copa do Mundo pediu demissão durante a competição. O escocês
Andy Batle não gostou das normas que impuseram sua delegação,
que tinha apenas 13 jogadores por motivos de superstição e
economia de gastos. Parece que o técnico tinha razão, já que
os britânicos perderam seus dois jogos. Na estréia levou de
1 a 0 da Áustria e se despediram com um melancólico 7 a 0
diante do Uruguai.
- Uma decisão insólita classificou os turcos para sua primeira
Copa do Mundo. O seu adversário no caminho para a Suíça era
a Espanha. No primeiro jogo, o time levou de 4 a 1 dos ibéricos.
No confronto de volta, foi a vez dos turcos faturarem por
1 a 0. Como não havia o critério de desempate por saldo de
gols, foi jogada uma terceira partida, que terminou empatada
em 2 a 2. Com isso, a 16ª vaga foi decidida no sorteio e os
turcos levaram a melhor. Franco Gemma, o menino que puxou
a bolinha da Turquia, foi adotado como mascote da equipe,
sendo levado para a Suíça.
- O medo da delegação brasileira em enfrentar a Hungria nas
quartas-de-final era tanta que um jogador, sujo nome não foi
revelado, acabou tentando de tudo para fugir do jogo. Nas
vésperas da partida, ele comeu pasta de dente para ter uma
disenteria e não ser obrigado a enfrentar os fortes húngaros.
- A Hungria entrou para história do Estádio de Wembley. O
time impôs uma das maiores goleadas sobre a Inglaterra no
seu tradicional estádio. A equipe massacrou os ingleses por
6 a 3, em um jogo desafio marcado pelo presidente da Federação
Inglesa, Stanley Rous. Inconformados, foi marcado outro duelo,
desta vez em Budapeste, capital húngara. Foi pior para os
ingleses que engoliram 7 a 1 dos húngaros.
- Os sul-coreanos estrearam na Copa de forma mambembe. Ninguém
da delegação sabia falar inglês ou qualquer outro idioma,
sem ser o coreano, e por isso muitas vezes, os atletas tinham
que ser conduzidos ao seu hotel por policiais. Na competição,
a história não foi muito diferente. O time levou 16 gols em
dois jogos e despediu-se com a pior campanha do torneio.