BRASIL
Sua Majestade Pelé
| Acervo/Gazeta Press |
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| Djalma Santos, Pelé e Garrincha:
festa de gols |
Filho de dona Celeste e de um ex-jogador de futebol conhecido
como Dondinho, Édson Arantes do Nascimento nasceu em
Três Corações, em Minas Gerais, no dia
23 de outubro de 1940.
Dico, como era conhecido quando garoto nas peladas e nos campinhos
de terra por onde passou, ficou conhecido quando jogava no
Santos. Chegou ao clube em 1956 e lá permaneceu até
o final de sua carreira, em 1977, quando defendeu a equipe
do Cosmos, em Nova York, nos Estados Unidos.
Numa época em que a FIFA não autorizava substituições,
Pelé demonstrava um talento incomparável com
a bola, do qual é impossível comentar sem a
lembrança das imagens de suas inesquecíveis
jogadas.
Mas, por muito pouco o jovem talento, de 17 anos, não
ficou de fora da competição. Num amistoso de
despedida contra o Corinthians, Pelé acabou sofrendo
uma séria contusão e acabou sendo vetado pelo
departamento médico, mas Paulo Machado contrariou a
decisão e apostou na presença da jovem promessa
do esporte nacional.
Mas a jovem promessa, em muito pouco tempo, deixou de existir,
dando lugar ao maior jogador de toda a história do
futebol, simplesmente um rei.
O Brasil estreava arrasador contra a Áustria, vencendo
por 3 a 0, mas um simples empate sem gols contra a Inglaterra
alterava os planos do técnico brasileiro. O ataque
formado por Joel, Mazola, Vavá e Zagalo parou frente
à força da defesa inglesa e Pelé assistia
ao empate brasileiro sem poder colaborar muito.
No segundo jogo, o técnico Feola arriscava e Pelé,
ainda com 17 anos, entrava em campo, pela primeira vez num
Mundial, mas o show foi do atacante Vavá, que marcou
os dois gols da vitória contra a União Soviética.
Vindo com o primeiro lugar do grupo mais equilibrado da primeira
fase do mundial, a seleção brasileira pegava
País de Gales na semifinal. A partida foi muito disputada
e a majestade do rei do futebol começava a aparecer
em seu gol, aos 21 minutos do segundo tempo, que garantiu
a vitória brasileira e a passagem para a próxima
fase.
Agora, o adversário era a França do artilheiro
Just Fontaine. O Brasil fez 5 a 2 e Pelé marcou os
três últimos gols da partida.
Na grande final, Pelé mostrava ao mundo que o futebol
tinha um novo rei, marcando mais dois gols contra a Suécia
- Vavá fez dois e Zagalo, um - e trazendo ao Brasil
a taça de campeão mundial de futebol.
Delegação do
Brasil
Chefe: Dr. Paulo Machado de Carvalho; Secretário:
Abílio de Almeida; Tesoureiro: Adolpho Marques
Júnior; Delegado ao Congresso: Dr. Luiz Murgel;
Supervisor Técnico: Carlos Nascimento; Técnico:
Vicente Feola; Preparador Físico: Prof. Paulo
Amaral; Observador Técnico: José de
Almeida; Psicólogo: Prof. João Carvalhaes;
Médico: Dr. Hilton Gosling; Dentista: Dr.
Mário Trigo Loureiro; Massagista: Mário
Américo; Auxiliar: Francisco de Assis (roupeiro).
Jogadores:
Goleiros: GILMAR dos Santos Neves (Corinthians) e Carlos
José CASTILHO (Fluminense)
Zagueiros: Nilton DE SORDI (São Paulo F.C.),
DJALMA SANTOS (Portuguesa de Desportos), Hideraldo Luiz BELLINI
(Vasco da Gama), MAURO Ramos de Oliveira (São Paulo
F.C.), NILTON SANTOS (Botafogo) e Valdemar Rodrigues Martins
ORECO (Corinthians).
Meio-de-campo: DINO SANI (São Paulo F.C.), José
Eli de Miranda ZITO (Santos F.C.), ORLANDO Peçanha
de Carvalho (Vasco da Gama) e ZÓZIMO Alves Calazáns
(Bangu).
Atacantes: Manoel Francisco dos Santos GARRINCHA
(Botafogo), JOEL Antonio Martins (Flamengo), Waldir Pereira
DIDI (Fluminense), MOACIR Claudino Pinto (Flamengo),
Edvaldo Isídio Neto VAVÁ (Vasco), José
João Altafini MAZZOLA (Palmeiras), Edson Arantes
do Nascimento PELÉ (Santos F.C.), Edvaldo Alves
Santa Rosa DIDA (Flamengo), Mário Jorge Lobo
ZAGALO (Flamengo) e José Macia PEPE (Santos
F.C.).