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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

Suécia - 1958

CAMPEÃO
O Rei e o Peito de Aço, dupla de gols
Acervo/Gazeta Press
Bellini, Feola e Gilmar, com a taça Jules Rimet

O ataque que estreou na Copa do Mundo de 1958 tinha Joel, Mazola, Dida e Zagalo. Não tinha Pelé, nem Vavá. Ganhamos da Áustria na pequena cidade de Udevalla por 3 a 0. Mazola marcou um gol em cada tempo, Nilton Santos fez o outro. Um jogo nervoso, mas limpo e com resultado merecido. No segundo jogo, contra a Inglaterra, lá esteva ele em campo: Evaldo Izidio Neto, o Vavá. Faltou o gol: 0 a 0. No terceiro jogo, o duelo com a União Soviética em Goteborg. O ataque já tinha Garrincha no lugar de Joel. E o calouro Pelé na vaga de Mazola. O Brasil começa arrasador, com Garrincha dando show. Em poucos minutos, depois de uma bola na trave, gol do Brasil. Gol de Vavá. No segundo tempo, Brasil 2 a 0. Outro gol de Vavá. E a seleção brasileira garantia o primeiro lugar no grupo.

Vavá não jogou contra País de Gales, pelas quartas-de-final, em Goteborg. O titular foi Mazola. Mas era dia de Pelé, que marcou seu primeiro gol numa Copa do Mundo. Brasil, 1 a 0, rumo à semifinal, para um duelo com a fantástica França, dona do melhor ataque, com seu artilheiro Just Fontaine. O time brasileiro, porém, contava com a defesa mais eficiente. E mostraria para o mundo algumas de suas estrelas, entre eles Vavá, o Peito de Aço.

Fontaine colocou a França na frente, mas Vavá empatou. Didi marcou 2 a 1 ainda no primeiro tempo. Os franceses perdem Jonquet numa lance com Vavá e fica com dez homens até o final (ainda não eram permitidas substituições). Depois, só deu Pelé, que hipnotizou a defesa francesa com três lindos gols. Pinantoni ainda faria mais um para a França. Final, Brasil 5 a 2.

Acervo/Gazeta Press
Garrincha: show e jogadas decisivas contra a Suécia

Estávamos na final da Copa, mais uma vez, depois de 1950. Em Estocolmo, diante de 49.737 torcedores, a Suécia sai na frente, com um gol de Liedholm. Didi pega a bola do fundo do gol e, tranquilamente, leva-a até o centro do campo. A reação brasileira vai começar. Duas jogadas de Garrincha, dois gols de Vavá e o Brasil vira o jogo ainda no primeiro tempo: 2 a 1.

Pelé marcou o terceiro no começo do segundo tempo. Zagalo fez o quarto e Simonsson ainda diminui para os suecos. E Pelé, de cabeça, fecha a goleada em Estocolmo: 5 a 2. O Brasil levanta a taça que ficou devendo em 50.

Vavá, com cinco gols, termina como terceiro artilheiro da Copa, atrás de Pelé e do alemão Rahn, com seis, e do francês Just Fontaine, com 13. Mais tarde, Pelé faria um tributo a Vavá, seu parceiro de ataque. "Embora não tivéssemos atuado juntos no mesmo clube, fomos grandes companheiros na seleção. Em 58, começamos no banco, mas terminamos como titulares", ressaltou Pelé.

O Rei considera Vavá um dos grandes destaques da Copa de 1958 e afirma que ele só não foi mais reconhecido porque, fora de campo, possuía um estilo caladão e levava um vida pacata, longe dos holofotes da imprensa. Pelé costumava brincar, dizendo que Vavá assustava os zagueiros porque tinha cara de buldogue. "Dentro de campo, ele fazia por merecer o apelido Peito de Aço", reverenciou o Rei.

Jogos do campeão

Brasil 3 x 0 Áustria (1 x 0)
Data:
08/06
Local: Estádio Rimervallen Boras/Udevalla
Árbitro: Maurice Frederic Guigue (França)
Público: 21.000 pessoas
Gols:
Brasil:
Mazola (38'), Nilton Santos (51') e Mazola (89')
Equipes:
Brasil: Gilmar; De Sordi, Bellini (capitão), Orlando e Nilton Santos; Dino e Didi; Joel, Mazola, Dida e Zagalo.
Áustria: Szanwald, Halla, Koller, Hanappi (capitão), Swoboda, Happel, Horak, Senekowitsch, Buzek, Koerner e Schleger.

Acervo/Gazeta Press
Vavá disputa bola com a defesa inglesa

Brasil 0 x 0 Inglaterra
Data: 11/06
Local: Estádio Nya Ullevi Gotemburgo
Árbitro: Albert Dusch (Alemanha Ocidental)
Público: 40.895 pessoas
Equipes:
Brasil:
Gilmar, De Sordi, Bellini (capitão), Orlando e Nilton Santos, Dino e Didi, Joel, Mazola, Vavá e Zagalo.
Inglaterra: McDonald, Howe, Banks, Clamp, Billy Wright (capitão), Slater, Douglas, Robson, Kevan, Haynes e Acourt.

Acervo/Gazeta Press
Yashin, o Aranha Negra, estrela soviética

Brasil 2 x 0 URSS (1 x 0)
Data:
15/06
Local: Estádio Nya Ullevi Gotemburgo
Árbitro: Maurice Frederic Guigue (França)
Público: 50.928 (recorde da competição)
Gols:
Brasil:
Vavá (2') e (76')
Equipes:
Brasil:
Gilmar, De Sordi, Bellini (capitão), Orlando e Nilton Santos, Zito e Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.
URSS: Yashin, Kessarev, Krijevski, Kuznetsov, Voinov, Tsarev, A. Ivanov, V. Ivanov, Simonian, Igor Netto (capitão) e Ilyin.

• Quartas-de-finais

Brasil 1 x 0 País de Gales (0 x 0)
Data:
19/06
Local: Estádio Nya Ullevi Gotemburgo
Árbitro: Erich Seipelt (Áustria)
Público: 23.000 pessoas
Gols:
Brasil:
Pelé (66')
Equipes:
Brasil:
Gilmar, De Sordi, Bellini (capitão), Orlando e Nilton Santos, Zito e Didi, Garrincha, Mazola, Pelé e Zagalo.
País de Gales: Kelsey, Williams (capitão), M. Charles, Hopkins, Sullivan, Bowen, Medwin, Hewit, Webster, Ivor Allchurch e Cliff Jones.

• Semifinal

Brasil 5 x 2 França (2 x 1)
Data: 24/06
Local: Estádio Solna - Estocolmo
Árbitro: B. Mervyn (País de Gales)
Público: 27.100 pessoas
Gols:
Brasil:
Vavá (1'30"), Didi (39'), Pelé (52', 64' e 75')
França: Fontaine (8') e Piantoni (83')
Equipes:
Brasil:
Gilmar, De Sordi, Bellini (capitão), Orlando e Nilton Santos, Zito e Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.
França: Abbes, Kaelbel, Jonquet (capitão), Lerond, Penverne, Marcel, Wisnieski, Fontaine, Kopa, Piantoni e Vincent.

• Final

Brasil 5 x 2 Suécia (2 x 1)
Data:
29/06
Local: Estádio Solna - Estocolmo
Árbitro: Maurice Frederic Guigue (França)
Auxiliares: Albert Dursch (Alemanha) e Juan Gardeazabal (Espanha).
Público: 49.737 pessoas
Gols:
Brasil:
Vavá (8' e 32'), Pelé (55'), Zagalo (68'), Pelé (90')
Suécia: Liedholm (4') e Simonsson (80')
Equipes:
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, Bellini (capitão), Orlando e Nilton Santos, Zito e Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.
Suécia: Svensson, Bergmark, Axbom, Borjesson, Gustavsson, Parling, Hamrin, Gunar Gren, Simonsson, Liedholm (capitão) e Skoglund.
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