HISTÓRIA
A Revolução do futebol brasileiro
| Acervo/Gazeta Press |
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O time campeão: em pé - Feola (treinador),
Djalma Santos, Zito, Bellini, Nílton Santos,
Orlando e Gilmar; agachados - Garrincha, Didi, Pelé,
Vavá e Zagalo
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O período de 8 a 29 de junho de 1958 nunca mais
será esquecido para nós brasileiros. Das 85
nações filiadas à FIFA, 53 países
se escreveram para disputar o maior mundial realizado até
aquela data.
Enquanto o mundo vivia o conturbado período da Guerra
Fria, quando União Soviética e Estados Unidos
disputavam a hegemonia mundial, o Brasil vivia o milagre
de JK, com os seus cinqüenta anos em cinco. O crescimento
da economia era fantástico, uma nova capital federal
estava sendo construída no Planalto Central, gerando
um clima de festa e esperança.
O local para a reunião dos deuses do futebol foi
a Suécia, escolhida em virtude de sua neutralidade
à guerra, assim como acontecera com a Suíça
em 54. Modernos estádios foram construídos
em Goteborg e Malmoe.
A campanha para a conquista do título começou
no início do ano de 58, quando a CBD resolveu apostar
numa revolução no futebol brasileiro. A Confederação
aceitou um plano do empresário paulista, dono da
TV Record, o inesquecível Paulo Machado de Carvalho,
que foi também o chefe da delegação.
A seleção verde-amarela iria reunir um dos
maiores elencos da história do futebol com Garrincha,
Djalma Santos, De Sordi, Gilmar, Nílton Santos, Dida,
Bellini, Orlando, Zito, Didi, Vavá e Zagalo, sem
contar com o coroamento de Pelé, o rei do futebol,
em sua primeira Copa. Eles formariam um time épico,
considerado por muitos como o maior do planeta em todos
os tempos.
Todos esses talentos do esporte tinham o comando do técnico
Vicente Ítalo Feola, que durante a competição
utilizou 16 dos 22 convocados. Feola, com seu temperamento
discreto, soube durante o torneio ajustar o time até
chegar à conquista do título mundial.
Jules Rimet, o pai do futebol, o homem que dava nome à
taça, faleceria em 16 de outubro de 1956, em Paris,
sem conhecer o novo rei da modalidade e nem assistir aos
esquemas 4-2-4 e 4-3-3 do brasileiro Feola.
Forma de disputa
53 países se registraram na FIFA, mas apenas 51
acabaram participando das eliminatórias. 16 equipes
se classificaram para a competição na Suécia.
Os 16 participantes se dividiram em quatro chaves. Os dois
melhores times de cada chave se classificaram para as quartas-de-final.
Em caso de empate no número de gols, uma nova partida
era necessária.
Os oito vencedores das quartas-de-final se enfrentaram,
resultando na semifinal com quatro equipes. Os dois vencedores
fizeram a final, disputando o título mundial. Os
dois perdedores jogaram pela terceira colocação.
Grupo 1: Alemanha, Argentina, Irlanda do Norte e Tchecoslováquia
Grupo 2: França, Paraguai, Iugoslávia e Escócia
Grupo 3: Suécia, México, Hungria e País
de Gales
Grupo 4: Inglaterra, URSS, Brasil e Áustria