DESTAQUES
Drazan Jerkovic, um croata na História
O croata Drazan Jerkovic entrou para a história
das Copas como o artilheiro de uma edição
que menos marcou gols (apenas cinco). Jerkovic foi um dos
mais importantes atacantes da seleção iugoslava
na década de 60. Começou sua carreira no Dínamo
de Zagreb (atual Croatia Zagreb) onde conquistou uma série
de títulos como o Campeonato Iugoslavo em 58 e a
Copa da Iugoslávia de 1960, 1963 e 1965.
Uma contusão o tirou da Olimpíada de Roma
no ano em que sua equipe foi medalha de ouro. No mesmo ano,
Jerkovic foi um dos destaques da Iugoslávia na conquista
do vice-campeonato da Eurocopa, em 1960.
Curiosidades
| Acervo/Gazeta Press |
 |
| Bellini, Djalma Santos (atrás da taça),
Didi, Mauro e Gilmar: depois da crise, o bicampeonato
mundial |
- A equipe brasileira esteve à beira de uma crise
durante a Copa do Chile. O técnico Aymore Moreira
queria substituir o capitão Mauro por Bellini. Inconformado,
o jogador procurou Aymore e ameaçou abandonar o time
e voltar para o Brasil caso fosse substituído. O
técnico brasileiro pensou, pensou e resolveu ficar
com Mauro. Para a sorte do Brasil, o zagueirão jogou
bem todas as partidas e teve uma atuação exemplar
como capitão da conquista.
- A participação de Pelé na Copa de
62 foi uma grande decepção. Existia uma grande
expectativa do público e da imprensa em torno da
apresentação do famoso camisa 10 santista,
mas Pelé sofreu um estiramento do músculo
adutor da virilha direita logo no segundo jogo contra a
Tchecoslováquia. Mesmo inutilizado, o craque brasileiro
ainda ficou em campo para tentar atrair a marcação
adversária, pois naquela época não
eram permitidas alterações durante as partidas,
mas não adiantou. O jogo terminou empatado em 0 a
0.
- Garrincha foi o principal jogador do Brasil na Copa de 62,
mas quase ficou de fora da final. Mané foi expulso
no jogo contra o Chile por dar um pontapé no goleiro
Rojas e pelas regras do torneio estava automaticamente excluído
da competição. Conta-se que a CBD (Confederação
Brasileira de Desporto) presenteou o juiz peruano Arturo Yamasaki
com uma passagem aérea para o Brasil. Naturalmente,
isso nunca foi comprovado, mas Garrincha passou por um rápido
julgamento e ganhou o direito de jogar a final contra a Tchecoslováquia.
O que mais beneficiou o craque na análise do júri
foi o fato de o juiz peruano não ter entregue a súmula
do jogo a tempo.