HISTÓRIA
O bi começa em Vinã del Mar
| Acervo/Gazeta Press |
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Estádio Nacional de Santiago: 71 mil torcedores
na final Brasil x Tchecoslováquia
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O Brasil estreou na Copa do Mundo de 1962, no Chile, com
nove jogadores do time que fez a final de 1958. Mauro substituiía
Bellini na zaga. Zózimo ocupava o lugar de Orlando
na defesa. Feola, doente, dava o comando no banco a Aimoré
Moreira. A chefia da delegação continuava
com o Marechal da Vitória, Paulo Machado de Carvalho.
A seleção brasileira estava no grupo 3, e
disputaria seus jogos no estádio Sausalito, em Viña
del Mar, contra Tchecoslováquia, México e
Espanha.
Na estréia, a seleção derrotou o México
por 2 a 0, diante de 11 mil torcedores, gols de Pelé
e Zagalo. Nenhum deles voltou a marcar naquele mundial
Pelé se machucaria na partida seguinte diante da
Tchecoslováquia. A contusão de Pelé
passou a ser o grande drama do Brasil. Empatamos com o tchecos
por 0 a 0. Contra a Espanha, diante de 19 mil pessoas, o
Brasil começou em desvantagem, tomando um gol de
Abelardo, mas virou o jogo com dois gols de Amarildo, o
substituto de Pelé, em jogadas de Garrincha. Mesmo
no sufoco, o time brasileiro passava à segunda fase.
Amarildo seria a solução.
União Soviética e Iugoslávia também
passaram à segunda fase, eliminando Colômbia
e Uruguai. Num jogo sensacional, soviéticos e colombianos
empataram por 4 a 4.
No grupo 2, entre Chile, Suíça, Alemanha
e Itália, travaram-se verdadeiras batalhas. Em plena
época do futebol-arte, a violência em campo
estava assustadora e fez com que o Comitê Disciplinar
solicitasse uma reunião de emergência com todos
os árbitros, após a primeira rodada, para
exigir mais rigor. Alemanha e Chile acabaram alcançando
a vaga. No grupo 4, deu Hungria e Inglaterra.
Brasil e Inglaterra duelaram pelas quartas-de-final em
Viña del Mar, que já vinha sendo a sede brasileira
na Copa. Garrincha mandou no jogo e vencemos por 3 a 1.
A Iugoslávia eliminou a Alemanha em Santiago por
1 a 0. Os chilenos foram até Arica, derrotaram a
União Soviética e passaram a sonhar com o
título. Em Rancágua, a Tchecoslováquia
eliminou a Hungria, 1 a 0.
No dia 13 de maio, as semifinais. Em Viña del Mar,
a Tchecoslováquia batia a Iugoslávia por 3
a 1 e mais uma vez chegava à final. Em Santiago,
num clima de comoção nacional, o Chile enfrentou
o Brasil. A delegação brasileira viajou de
trem, desceu duas estações antes de Santiago
e seguiu de ônibus para o estádio, ludibriando
a torcida chilena. Um plano perfeito do marechal Paulo Machado
de Carvalho. Diante de 77 mil torcedores, o Brasil fez 4
a 2 nos chilenos, com show de Garrincha, que marcou dois
gols e ainda foi expulso ao atingir Rojas, sem bola.
Na final, dia 17 de junho, 71 mil torcedores no Estádio
Nacional de Santiago. O jogo mais técnico do Mundial.
O Brasil tomou um gol aos 15 minutos, de Masopust, mas Amarildo
empatou em seguida. No segundo tempo, Zito marcou e virou
o jogo: 2 a 1. O gol decisivo: Djalma Santos levanta para
a área, Schroif, o goleiro tcheco, se atrapalha com
o sol que bate no seu rosto, solta a bola e Vavá
aproveita para fazer 3 a 1. Brasil, bicampeão.
Forma de disputa
A Copa do Mundo de 1962 foi disputada no Chile entre 30
de maio e 17 de junho. Na primeira fase, os 16 times foram
distribuídos em quatro grupos, assim constituídos:
Grupo 1 Colômbia, Uruguai, URSS e Iugoslávia
(Estádio Carlos Dittborg - Arica)
Grupo 2 Chile, Suíça, Alemanha Ocidental
e Itália (Estádio Nacional do Chile - Santiago)
Grupo 3 Brasil, México, Tchecoslováquia
e Espanha (Estádio Sausalito Viña del
Mar)
Grupo 4 Argentina, Bulgária, Hungria e Inglaterra
(Estádio Rancágua)
As seleções jogaram entre si dentro de cada
grupo, classificando-se as duas melhores de cada chave para
as quartas-de-final. Desta etapa até a final foi adotado
o sistema de eliminatória simples.