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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

Inglaterra - 1966

CAMPEÃO
A taça é dos ingleses
Acervo/Gazeta Press
O capitão Bobby Moore ergue a taca em Wembley

Tudo acontecia na Inglaterra em 1966: muito LSD, a invenção da minissaia, a revolução dos Beatles. E para completar naquele ano a Copa do Mundo também seria inglesa. Muito mais inglesa do que todo o resto do mundo queria.

Conta-se que o então presidente da Fifa, o inglês Stanley Rous, já havia feito uma pressão sobre asiáticos e africanos para conseguir levar o Mundial para seu país. Depois de ter conseguido a sede, a entidade teria colocado muitos árbitros ingleses para apitar, principalmente, os jogos dos adversários da Inglaterra.

A Inglaterra levou a taça, mas não convenceu. O Mundial ficou marcado como o mais violento da história e com as arbitragens mais duvidosas de todos os tempos, com lances polêmicos, discutidos até hoje.

Os ingleses dividiram o Grupo 1 com Uruguai, França e México. A estréia no Wembley Stadium, contra o Uruguai, no dia 11 de julho, contou com a presença de mais de 100 mil espectadores, entre eles a rainha da Inglaterra. Um jogo decepcionante que terminou em 0 a 0 e seria uma amostra do futebol que seria jogado durante aquele Mundial. Os uruguaios permaneceram o tempo todo na defesa e os ingleses no ataque. Entretanto, o time da Rainha não soube como chegar ao gol. Ao final da partida, os jogadores deixaram o campo sem ao menos se lembrar de cumprimentar "vossa majestade".

Acervo/Gazeta Press
Inglaterra x Argentina: Rattin e mal entendido pelo juiz e é expulso

Nos jogos seguintes, os donos da casa venceriam a França e o México pelo mesmo placar: 2 a 0. Sem um futebol empolgante, eles conseguiram avançar para a próxima fase. Nas quartas-de-final, os ingleses tiveram a ajuda do juiz no jogo contra a Argentina. Noventa mil torcedores compareceram ao estádio de Wembley. O árbitro alemão, Rudolf Kreitlein, não entendeu o que o argentino Rattin lhe disse (este falara em espanhol) e o expulsou do jogo. O jogador pediu um intérprete e não foi atendido. Depois do escândalo, os argentinos decidiram colocar os dez homens na defesa e rezar para o jogo terminar em zero a zero e ser decidido no sorteio. Mas o atacante Hurst acabou com o sonho argentino, faltando treze minutos para terminar a partida, marcando um gol de cabeça.

Acervo/Gazeta Press
Inglaterra passa por Portugal no melhor jogo da Copa

Nas semifinais, novamente a Inglaterra joga em Wembley e recebe a sensação da Copa: os portugueses. As duas seleções fazem, para 94 mil torcedores, o melhor jogo do Mundial. Sem a mesma confiança que teve contra Hungria e Brasil, Portugal não acredita que poderia vencer e deixa o inglês Bobby Charlton fazer dois gols. Final: Inglaterra 2 x 1 Portugal. Eusébio marca para os portugueses a oito minutos do final, de pênalti.

A grande final seria um dos espetáculos mais vexatórios do futebol mundial e os personagens seriam Inglaterra, Alemanha e o árbitro suíço Gottfried Dienst. O palco: mais uma vez Wembley. O público: 95 mil torcedores.

Acervo/Gazeta Press
Hurst, artilheiro inglês na Copa, marca o quarto gol na final contra os alemães

O senhor Dienst erra na cronometragem e dá mais tempo que os 90 minutos normais. Neste acréscimo, marca uma falta inexistente para os alemães que empatam a partida e provocam a prorrogação. Além disso, ele comete mais dois erros cruciais nos dois gols ingleses durante a prorrogação: o primeiro a bola não chega ultrapassar a linha e no segundo havia torcedores em campo prontos para comemorar o título. Os dois gols foram marcados por Hurst, que se tornaria o herói do título da Copa mais fria do mundo.

Jogos do campeão

Inglaterra 0 x 0 Uruguai
Data:
11/07/1966
Local: Londres
Árbitro: Itsvan Zsolt (Hungria)
Público: 87 mil
Inglaterra: Banks, Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore, Wilson, Alan Ball, Stiles, Bobby Charlton, Greaves, Hunt e Connely
Uruguai: Mazurkievicz, Ubiñas, Troche, Manicera, Caetano, Gonzalves, Pedro Rocha, Cortez, Viera, Hector Silva e Perez

Inglaterra 2 x 0 México
Data: 16/07/1966
Local: Londres
Árbitro: Concetto Lo Bello (Itália)
Público: 92 mil
Inglaterra: Banks, Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore, Wilson, Paine, Stiles, Bobby Charlton, Greaves, Hunt e Peters
México: Calderon, Chaires, Hernandez, Nuñez, Peña, Del Muro, Diaz, Reyes, Jauregui, Borja e Padilla
Gols: Bobby Charlton, aos 37min; Hunt, aos 75min

Inglaterra 2 x 0 França
Data: 20/07/1966
Local: Londres
Árbitro: Arturo Yamasaki (Peru)
Público: 98 mil
Inglaterra: Banks, Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore, Wilson, Callaghan, Stiles, Bobby Charlton, Greaves, Hunt e Peters
França: Aubour, Djorkaeff, Artelesa, Budzinski, Herbin, Bonnel, Bosquier, Simon, Herbert, Gondet, Hausser
Gols: Hunt, aos 38min e aos 75min

• Quartas-de-final

Inglaterra 1 x 0 Argentina
Data: 23/07/1966
Local: Londres
Árbitro: Rudolf Kreitlein (Alemanha Ocidental)
Público: 90 mil
Inglaterra: Banks, Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore, Wilson, Stiles, Bobby Charlton, Alan Ball, Hurst, Hunt e Peters
Argentina: Roma, Ferreiro, Perfumo, Albrecht, Marzolini, Rattin, Gonzalez, Solari, Onega, Artime e Mas
Gols: Hurst, aos 76min

• Semifinais

Inglaterra 2 x 1 Portugal
Data: 26/07/1966
Local: Londres
Árbitro: Pierre Schwinte (França)
Público: 94 mil
Inglaterra: Banks, Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore, Wilson, Alan Ball, Stiles, Bobby Charlton, Hurst, Hunt e Peters
Portugal: José Pereira, Festa, Batista, Carlos, Hilário, Jaime Graça, Coluna, José Augusto, Eusébio, Torres e Simões
Gols: Bobby Charlton, aos 30min e aos 79min; Eusébio, aos 82min

• Final

Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental (2 x 2 no tempo normal)
Data: 30/07/1966
Local: Londres
Árbitro: Gottfried Dienst (Suíça)
Público: 95 mil
Inglaterra: Banks, Cohen, Jack Charlton, Bobby Moore, Wilson, Stiles, Bobby Charlton, Alan Ball, Hurst, Hunt e Peters
Alemanha Ocidental: Tillkowski, Hoettges, Schulz, Weber, Schnellinger, Beckenbauer, Haller, Overath, Seeler, Held e Emmerich
Gols: Haller, aos 12min; Hurst, aos 18min; Peters, aos 78min; Weber, aos 90min; Hurst, aos 101min e 120min
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