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Gerd Müller, o maior artilheiro
| Acervo/Gazeta Press |
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Gerd Müller: 14 gols em dois mundiais
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O alemão Gerd Müller não foi apenas o artilheiro
da Copa de 70. O atacante repetiu o feito na edição seguinte
do evento e se tornou o maior goleador em Copas – foram
14 gols em dois torneios. Entretanto, em 1970 seus dois
gols na semifinal, contra a Itália, não foram suficientes
para garantir uma vaga para sua seleção na final. Jogando
pelo Bayern de Munique, Gerd Müller conquistou o título
europeu em 74, 75 e 76. Em 1970, ganhou a Bola de Ouro como
o melhor jogador da Europa.
A consagração do Rei
Não foi só a seleção brasileira que conquistou o tri em
1970. Pelé também o conseguiu. Até hoje nenhum outro jogador
participou das três conquistas de sua seleção. Pelé estava
na Copa de 58, 62 e 70 e pode realmente dizer que é tricampeão
mundial. O feito, aliado aos seus outros títulos e números,
rendeu a ele o título de Rei do futebol. No ano de 1970,
Pelé foi fundamental na conquista brasileira apresentando
um futebol empolgante. Apesar de não ter sido o artilheiro,
marcou quatro gols, Pelé protagonizou no México alguns dos
lances mais bonitos e reprisados do futebol mundial. Para
provar sua importância para aquela Copa e atestar sua imortalidade,
os mexicanos colocaram na tribuna do estádio Jalisco, onde
o Brasil jogou até a semifinal, uma placa em sua homenagem.
Didi comanda o Peru
A seleção peruana, comandada pelo brasileiro bicampeão
mundial Didi, chegou à Copa de 1970 como a grande zebra.
E não era por menos. Nas eliminatórias sul-americanas, os
peruanos conseguiram tirar do torneio os favoritos argentinos.
Já no México, os peruanos conseguiram a classificação para
as quartas-de-final passando por Marrocos e Bulgária. Mas
para chegar à semifinal, eles teriam que passar pelos brasileiros.
A seleção canarinho passaria fácil pelos peruanos, que apresentaram
um futebol limpo. O grande destaque desta seleção foi o
atacante Teófilo Cubillas, terceiro artilheiro do torneio
com cinco gols. Mas eles tinham também o fraco goleiro Rubiños
e uma defesa que não conseguiu parar o ataque brasileiro.
Potencias em equilíbrio
A Copa do México não apresentou nenhuma surpresa. Na disputa
das semifinais todas as seleções já tinham conquistado títulos
mundiais: Alemanha Ocidental, Itália, Uruguai e Brasil.
Os três últimos tinham a chance de conquistar o tricampeonato.
A Inglaterra, em tese, deveria ter ficado com uma das vagas
para as semifinais por ter conquistado a Copa anterior.
Entretanto, sua eliminação pela também forte e favorita
Alemanha não chegou a ser uma surpresa. Pelo alto nível
técnico de todos os selecionados que chegaram à fase final,
a Copa de 70 é considerada uma das melhores edições do torneio.
Curiosidades
* A Copa de 70 apresentou o mais belo futebol de todos
os tempos. Para comprovar isso, dois de seus jogos são lembrados
como os mais empolgantes: Alemanha Ocidental x Inglaterra
(quartas-de-final) e Itália x Alemanha. No primeiro jogo,
a Alemanha se vinga da final da Copa anterior e desclassifica
os ingleses. O jogo só foi decidido na prorrogação, quando
o artilheiro Gerd Müller marca um gol e desempata a partida
que terminou em 3 a 2.
* A partida entre Itália e Alemanha foi eleita, em uma
pesquisa realizada pelo jornal francês "L’Équipe" entre
50 jogadores, o "jogo do século". E não é para menos. Beckenbauer,
de braço imobilizado junto ao corpo, comandou o time alemão
em uma verdadeira batalha. No tempo normal a partida terminou
em 1 a 1, mas na prorrogação os italianos conseguiram definir
o jogo por 4 a 3.
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| Um instante mágico de Pelé
diante do goleiro uruguaio Mazurkiewicz: só faltou
o gol |
* Outra prova do bom futebol são os lances de Pelé. Logo
na estréia, ele percebe o goleiro adiantado e chuta a bola
do meio-de-campo. O goleiro Viktor, desesperado, tenta voltar,
mas não consegue. A bola, caprichosa, passa rente à trave.
Na partida contra o Uruguai, pelas semifinais, o Rei protagonizaria
um dos lances mais geniais e reprisados do futebol: após
dar um drible de corpo no uruguaio Mazurkiewicz, ele chuta
cruzado, evitando a chegada do zagueiro Ancheta. Novamente
a bola passa raspando a trave.
* Na seleção brasileira, cinco jogadores eram camisa 10
em seus clubes: Pelé (Santos), Jairzinho (Botafogo), Tostão
(Cruzeiro), Rivelino (Corinthians) e Gérson (São Paulo).
Na seleção mexicana, um jogador completaria 20 anos de Copa:
o goleiro Carbajal disputava seu quinto Mundial, mas na
reserva de Calderón.
* Os brasileiros puderam vibrar mais intensamente com
a conquista do tricampeonato: foi a primeira Copa em que
as imagens chegavam ao vivo nos aparelhos de televisão dos
torcedores do Brasil. A transmissão era em preto e branco,
mas em Itaboraí, na sede da Embratel, as imagens chegavam
em cores.
* O Mundial de 70 provocou uma guerra de verdade. El Salvador
e Honduras disputavam uma vaga. Nos dois primeiros jogos,
uma vitória para cada lado. No terceiro e decisivo, El Salvador
venceu e conquistou o passaporte para a Copa. Os hondurenhos
não ficaram muito felizes e se iniciou a guerra. É claro
que existiam outros motivos, mas a rivalidade provocada
pelo futebol foi o estopim.