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Um 'Reizinho' fora do trono
| Acervo/Gazeta Press |
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| Rivelino deixa sua marca contra o Zaire |
Rivelino bem que tentou, mas não conseguiu vencer a Copa
que tinha tudo para ser só dele. Vivendo o auge de sua forma
em 74, Riva foi prejudicado pelo esquema extremamente defensivo
de Zagalo. A única Copa que Rivelino conquistou foi a de
1970, no México, onde ganhou o apelido de "Patada Atômica"
dado pela imprensa local que ficou impressionada com a potência
de seu chute num gol contra a Iugoslávia. Em 78, na Copa
da Argentina, a decepção do paulista foi ainda maior, quando
se machucou no primeiro jogo e ficou de fora da última Copa
de sua vida. Rivelino começou sua carreira no Corinthians,
onde se consagrou como o "Reizinho do Parque". Depois de
ser acusado pela torcida como responsável pela perda do
título paulista de 76 para o Palmeiras, transferiu-se para
o Fluminense, no Rio de Janeiro, onde conquistou dois títulos
estaduais. Jogou no Oriente Médio durante alguns anos e
encerrou sua carreira, mas continuou participando de competições
de exibição no Milionários e outros torneios da categoria
Masters. Hoje, Riva mantém uma escolinha de futebol em São
Paulo e é comentarista esportivo na TV.
Grzegorz Lato (Polônia)
Grzegorz Lato nunca teve destaque na seleção polonesa.
Estreou em 71 e em 12 jogos marcou apenas 3 gols. Sua convocação
aconteceu mais por obra da circunstância do que por aprovação
do treinador. A equipe havia perdido Lubanski, seu melhor
atacante, e o técnico não teve escolha.
Lato, que levava fama de indisciplinado, ganhou a vaga
e fez sua melhor campanha durante a Copa do Mundo de 74.
Feliz com a convocação, Lato decidiu se preparar a consciência,
cumprindo todas as exigências e caprichos dos treinamentos
do treinador Gorski. O esforço deu resultado já na primeira
partida contra a Argentina, Lato apareceu como um ponta
extraordinário, capaz de driblar com facilidade seus marcadores
e com um exemplar controle da bola em velocidade. Durante
a Copa, Lato marcou gols em todas as partidas decisivas
da equipe: dois gols contra Argentina, outro contra Haiti
e os três gols que fecharam o resultado contra Suécia, Iugoslávia
e Brasil (depois de driblar em seqüência Marinho e Alfredo).
Curiosidades
- Como o Brasil faturou a taça Jules Rimet definitivamente
em 1970, a Fifa precisou providenciar a confecção de uma
nova taça para os vencedores da Copa que recebeu o nome
de troféu "Copa do Mundo Fifa". Este novo prêmio ficaria
em poder transitório do campeão do torneio por quatro anos
e depois seria trocada por uma réplica um pouco menor. Desta
maneira, o Brasil ficaria sendo o único pais da história
a adquirir permanentemente o troféu mais importante do futebol
mundial. Mas, por mais ridículo que possa parecer, a taça
de inestimavel valor, toda esculpida em ouro, foi ROUBADA
em 1981.
- Cada jogador da seleção campeã da Alemanha recebeu 50
mil dólares como premiação. Mesmo em segundo lugar, o holandeses
receberam o dobro. O jogadores da "Laranja Mecânica" desfrutavam
de grande popularidade e, segundo testemunhas, alguns jogadores
cobravam para dar autógrafo aos fãs. A notícia correu rápido
e pegou muito mal.
- Houve uma pressão incrível para que Pelé participasse
da Copa de 74, mas o craque resistiu até o fim. Conseguiu
preservar sua imagem de melhor jogador de todos os tempos,
mas durante a disputa do torneio sofreu muito. Mais tarde,
contou aos amigos que a dor de ficar fora de uma Copa foi
maior do que a dor de sua contusão em 66, na Copa da Inglaterra.