DESTAQUES
Paolo Rossi, de bandido
a herói
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| Rossi marca contra o Brasil de Waldir Peres: desastre
do Sarriá |
O jogador italiano começou sua carreira em 77, jogando pela
Juventus. Não teve um bom esempenho e acabou sendo negociado
para o modesto Como. A partir daí, começou a ser um jogador
nômade passando por diversos clubes de pouca expressão.
Esteve no Vicenza e no Perugia, onde voltou a se destacar.
Com isso, Rossi retornou aos grandes times, sendo contratado
pela Juventus.
Mostrando muito oportunismo, ele despontou como um dos
grandes nomes no futebol italiano, até meados de 80, quando
se viu envolto no escândalo da Loteria Esportiva, que abalou
a Itália e revelou a corrupção em inúmeros jogos para manipulação
da loteria. Rossi pegou dois anos de suspensão, retornando
com imagem de bandido para a disputa da Copa de 1982.
Perseguido e desacreditado, ele superou tudo e marcou seus
seis gols nos últimos três jogos, terminando como artilheiro
e maior estrela da competição. Depois de saborear por certo
tempo o sucesso da Copa, amargou novamente um período de
fracassos, desta vez sem volta.
Falcão, o ponto de equilíbrio
| Acervo/Gazeta Press |
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| Falcão: talento e disciplina tática |
Entre tantas estrelas, Paulo Roberto Falcão foi uma das
que mais brilhou durante a Copa. Mesmo jogando como o meia
mais recuado da seleção de Telê, o Rei de Roma desfilou
nos campos italianos, marcando três gols durante todo o
torneio. Dando chutes precisos de fora da área e armando
a defesa com maestria, Falcão foi essencial para o sucesso
do esquema tático de Telê, fazendo muito bem a marcação
e partindo para o ataque, quando preciso.
O meia começou sua carreira no Inter, onde foi campeão
brasileiro em 75,76 e 79. Passou pela Roma, levando o time
da capital italiana ao título nacional em 83, encerrando
sua carreira no São Paulo de 85, o time que marcou época
nas mãos de Cilinho. Também participou da Copa de 86, onde
ficou no banco de reserva.
Curiosidades
| Acervo/Gazeta Press |
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| Xeque Fahid: invasão de campo e gol anulado |
1 – O juiz soviético Miroslav Stupar ficou para sempre
marcado como um covarde após o jogo entre França e Kuwait,
pela fase classificatória. Inconformado com um gol francês,
o xeque Fahid Al-Sabah entrou em campo e exigiu a anulação
do gol. O árbitro resolveu acatar a ordem do xeque invasor
e anulou o gol. Mesmo assim, a França ganhou
por 4 a 1.
2 – A falta de gols eliminou Camarões da competição. Mesmo
terminando a primeira fase nvictos, os Leões Indomáveis
foram desclassificados, pois perderam no desempate para
os italianos pela segunda colocação do grupo A. O time africano
marcou um gol, enquanto a Azzura anotou dois. Mais um gol
e Camarões poderia ter eliminado o campeão já na primeira
fase.
3 – Se o time não chegou à final, o Brasil esteve representado
pela primeira vez por um juiz. O árbitro Arnaldo César Coelho
apitou a decisão entre Alemanha Ocidental e Itália, sendo
o primeiro brasileiro a apitar uma final de Copa do Mundo.
Depois dele, Romualdo Arppi Filho comandou a final de 86.
4 – O Brazil por pouco não enfrentou o Brasil. Em 82, a
Escócia inscreveu um jogador chamado Brazil. O atacante
britânico atuou nas partidas contra União Soviética e Nova
Zelândia, mas desfalcou o time justamente contra nossa seleção.
Brazil jogou 72 minutos e não marcou nenhum gol na competição.
5 – Ao mesmo tempo em que apresentou a maior goleada da competição,
o torneio de 82 teve também a maior quantidade de jogos em
0 a 0. No total, foram sete partidas sem sair do zero. A segunda
maior marca foi em 78, quando seis jogos terminaram sem abertura
de placar.