HISTÓRIA
Itália pára
a máquina de Telê
| Acervo/Gazeta PressGazeta Press |
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| Seleção italiana chega ao
título com um time desacreditado, que ia do goleiro
Zoff até o artilheiro Rossi |
Com 18 anos de antecipação, a Espanha já sabia que seria
a sede da Copa do Mundo de 1982. Escolhida em Tóquio, os
espanhóis puderam assistir a todas as competições para que
organizassem um dos melhores campeonatos da história. Com
os estádios praticamente lotados em todos os jogos, os torcedores
puderam mostrar sua paixão e foram coroados com uma das
copas de melhor nível técnico.
Times impecáveis como o Brasil de Zico, a França de Platini
e a Alemanha de Rummenigge estiveram presentes e encantaram
os olhos de todo o mundo. Qual brasileiro não esquece aquela
máquina armada por Telê Santana, que caiu diante dos pés
de Paolo Rossi?
Uma copa também recheada de gols. Foi nela que aconteceu
a maior goleada da história dos mundiais. Em 15 de junho,
a Hungria enfiou 10 a 1 sobre o El Salvador, ameaçando repetir
o sucesso de 54. Só ameaçando, pois nove dias depois o time
seria eliminado já na primeira fase da competição.
Foi a primeira vez em que 24 times disputaram a fase final,
sendo que quatro vagas ficaram garantidas para africanos,
asiáticos e oceânicos. Com isso, equipes como Nova Zelândia
e Kuwait puderam se dar ao luxo de disputar a maior competição
do futebol.
O ano de 1982 foi também marcado pelo bem armado time italiano,
que começou capengante e terminou com a taça. O seu terceiro
título mundial e que rompeu um jejum de 54 anos sem ganhar
a Copa do Mundo. O grande comandante foi o matador Paolo
Rossi, apesar dos desempenhos memoráveis de Dino Zoff, Gentile
e Tardelli. Como não esquecer o ano de 1982.....
Forma de disputa
Pela primeira vez, o número de times inscritos ultrapassava
a casa dos 100. Foram exatamente 107 países que tentaram
uma vaga entre os 24 que foram para a Espanha. Como o regulamento
classificava 24, os continentes foram redivididos com o
número de vagas. A Europa ficou com 13, a América do Sul
com 3, enquanto África e a América Central e do Norte garantiam
dois times cada. Já a Ásia e a Oceania decidiam as outras
duas vagas restantes. Espanha, país-sede, e Argentina, última
campeã, estavam classificados automaticamente.
Foram 315 partidas apenas na fase classificatória. Na
Europa, os 33 países foram divididos em cinco chaves de
cinco times. Os dois primeiros classificados estavam na
Espanha. Já uma outra chave era formada por três times,
em que apenas o melhor passava.
Já na América do Sul, os países foram divididos em três
grupos de três times. O melhor assegurava sua presença na
Espanha. Na África, os 29 inscritos foram divididos de uma
forma diferente. Para uma eliminatória, foram escolhidos
18 seleções, que eram emparceirados a cada dois times e
faziam jogos no sistema mata-mata. Os nove classificados
juntavam-se aos outros 11, que passaram direto, para continuar
os jogos eliminatórios. No final, os dois que sobrassem
estavam na Espanha.
Na Concacaf e na Ásia e Oceania, os times foram divididos
por regiões. Na América, as 15 equipes foram rachados em
3 zonas: Central, Norte e Caribe. Restaram seis times, que
disputaram um hexagonal, classificando-se os dois primeiros.
Já na Oceania, as cinco equipes batalhavam entre si, onde
apenas o melhor sobrava para jogar um quadrangular decisivo
com três times asiáticos.
Na Espanha, os 24 times foram divididos em seis chaves
de quatro times cada. Os dois melhores classificados passavam
para a segunda fase, que teriam os times, novamente, divididos
em chaves. Desta vez, eram quatro grupos de três times,
sendo disputado um turno único. O melhor avançava para as
semifinais. Na sequência, os vencedores passavam para a
final.
Grupo 1: Itália, Polônia, Peru e Camarões
Grupo 2: Argélia, Alemanha Ocidental, Áustria e Chile
Grupo 3: Bélgica, Argentina, El Salvador e Hungria
Grupo 4: Inglaterra, França, Tchecoslováquia e Kuwait
Grupo 5: Espanha, Honduras, Irlanda do Norte e Iugoslávia
Grupo 6: Brasil, URSS, Escócia e Nova Zelândia