BRASIL
O grito de tetra,
após os pênaltis
| Acervo/Gazeta Press |
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Bebeto (c) homenageia o filho na comemoração
do gol com
Mazinho e Romário |
A seleção brasileira disputou a primeira fase da Copa dos
Estados Unidos no Grupo B, junto com Suécia, Camarões e
Rússia. O Brasil, favorito absoluto ao primeiro lugar do
grupo, não teve maiores dificuldades de se classificar para
as oitavas-de-final.
A partida de estréia foi contra a seleção russa e, com
gols de Romário e Raí, o Brasil ganhou por 2 a 0. O segundo
jogo foi contra Camarões, que vinha de ótima campanha na
Copa de 1990, quando foi até as quartas-de-final. Mas a
seleção Canarinho jogou bem e fez 3 a 0, com gols de Romário,
Márcio Santos e Bebeto.
O terceiro jogo, dessa vez contra a forte seleção sueca,
foi o mais difícil da primeira fase. A Suécia saiu na frente,
porém Romário, mais uma vez, salvou o Brasil, empatando
a partida no segundo tempo: 1 a 1. Com esse resultado, a
seleção brasileira se classificou na primeira colocação
do grupo e a sueca, na segunda. Rússia e Camarões estavam
eliminados.
Nas oitavas-de-final, o Brasil enfrentou a seleção norte-americana,
anfitriã da Copa. O jogo seria disputado no dia quatro de
julho, o dia da Independência dos Estados Unidos, o que
aumentava a expectativa em torno do confronto. A seleção
brasileira venceu apenas por 1 a 0, gol de Bebeto, classificando-se
para a próxima fase da Copa.
O confronto entre Brasil e Holanda, nas quartas-de-final,
foi uma das partidas mais emocionantes da competição. O
primeiro tempo terminou em 0 a 0, porém, a segunda etapa
guardava uma agradável surpresa para os torcedores. A seleção
Canarinho abriu 2 a 0, com gols de Romário e Bebeto, parecendo
que a vitória estava garantida. Porém, com gols de Bergkamp
e Winter, a Holanda empatou o jogo. Foi quando apareceu
a bomba de Branco, que substituía o suspenso Leonardo, desempatando
numa linda cobrança de falta. O Brasil estava entre os quatro
melhores do mundo.
Na semifinal, estavam frente a frente Brasil e Suécia novamente.
Entretanto nesse jogo, a seleção brasileira não deu chances
aos suecos, vencendo a partida por 1 a 0, um gol de cabeça
do baixinho Romário entre os zagueiros gigantes. O placar
magro não demonstra o que foi a partida, pois o Brasil dominou
todas as ações e só não goleou por falhas nas finalizações.
Agora, depois de 24 anos, os brasileiros vinham sua seleção
numa final de Copa do Mundo.
| Acervo/Gazeta Press |
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| Romário perde gol na prorrogação
contra a Itália |
O Brasil enfrentaria a seleção italiana na final, sendo
que o vencedor se consagraria como o único país tetracampeão
do mundo. O dois maiores jogadores do campeonato, Romário,
do Brasil, e o italiano Baggio, realizariam o mais esperado
duelo. A final foi nervosa, com bom lances das duas seleções,
porém sem que nenhuma conseguisse os concretizar em gols.
O tempo normal e a prorrogação se encerraram e o placar
ainda estava como começou. Dessa forma a decisão iria, pela
primeira vez na história, para os pênaltis. Nas penalidades,
deu Brasil. Com gols de Romário, Branco e Dunga, e o erro
de Baggio na quinta cobrança italiana, a seleção brasileira
ganhou por 3 a 2.
Éramos os únicos tetracampeões do planeta.
O Brasil nas Eliminatórias
O Brasil disputou as Eliminatórias Sul-americanas no grupo
B, junto com as seleções do Uruguai, Bolívia, Equador e
Venezuela. Os dois primeiros colocados se classificariam
para a Copa do Mundo de 1994, que seria disputada nos Estados
Unidos.
A seleção, comandada pelo treinador Carlos Alberto Parreira,
não começou bem na luta pela classificação para a Copa.
Ela empatou a primeira partida com o Equador em 0 a 0 e
depois o desastre: a derrota de 2 a 0 para a Bolívia em
La Paz. Era a primeira partida que a seleção brasileira
perdia na história das Eliminatórias.
Depois desse resultado, a situação de Parreira ficava complicada
e sua permanência no cargo era criticada por muitos. Sua
tática defensiva, utilizando dois volantes marcadores, era
considerada responsável pelo mau futebol apresentado. A
convocação de Romário, que brilhava no Barcelona, era unanimidade
nacional, mas ele não era chamado por seu comportamento
polêmico fora dos campos. A Bolívia acabou o primeiro turno
como líder e o Brasil ficou em segundo, ganhando do Uruguai
apenas pelo saldo de gols.
Tudo começou a mudar na partida de volta contra a Bolívia,
em Recife, quando a seleção Canarinho apresentou um belo
futebol, vencendo o jogo por 6 a 0. Porém, a classificação
da seleção brasileira ainda não estava garantida e a vaga
seria decidida no último jogo, contra o Uruguai, no Maracanã.
Uma derrota eliminaria o seleção. Começaram as lembranças
da Copa de 1950, quando perdemos a final para os uruguaios
naquele mesmo estádio.
A tão esperada convocação de Romário aconteceu e ele não
desapontou. O Baixinho marcou os dois gols da vitória por
2 a 0. Romário era herói, Parreira estava salvo e o Brasil
se garantia na Copa de 1994.