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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

EUA - 1994

BRASIL
O grito de tetra, após os pênaltis

Acervo/Gazeta Press
Bebeto (c) homenageia o filho na comemoração do gol com
Mazinho e Romário

A seleção brasileira disputou a primeira fase da Copa dos Estados Unidos no Grupo B, junto com Suécia, Camarões e Rússia. O Brasil, favorito absoluto ao primeiro lugar do grupo, não teve maiores dificuldades de se classificar para as oitavas-de-final.

A partida de estréia foi contra a seleção russa e, com gols de Romário e Raí, o Brasil ganhou por 2 a 0. O segundo jogo foi contra Camarões, que vinha de ótima campanha na Copa de 1990, quando foi até as quartas-de-final. Mas a seleção Canarinho jogou bem e fez 3 a 0, com gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto.

O terceiro jogo, dessa vez contra a forte seleção sueca, foi o mais difícil da primeira fase. A Suécia saiu na frente, porém Romário, mais uma vez, salvou o Brasil, empatando a partida no segundo tempo: 1 a 1. Com esse resultado, a seleção brasileira se classificou na primeira colocação do grupo e a sueca, na segunda. Rússia e Camarões estavam eliminados.

Nas oitavas-de-final, o Brasil enfrentou a seleção norte-americana, anfitriã da Copa. O jogo seria disputado no dia quatro de julho, o dia da Independência dos Estados Unidos, o que aumentava a expectativa em torno do confronto. A seleção brasileira venceu apenas por 1 a 0, gol de Bebeto, classificando-se para a próxima fase da Copa.

O confronto entre Brasil e Holanda, nas quartas-de-final, foi uma das partidas mais emocionantes da competição. O primeiro tempo terminou em 0 a 0, porém, a segunda etapa guardava uma agradável surpresa para os torcedores. A seleção Canarinho abriu 2 a 0, com gols de Romário e Bebeto, parecendo que a vitória estava garantida. Porém, com gols de Bergkamp e Winter, a Holanda empatou o jogo. Foi quando apareceu a bomba de Branco, que substituía o suspenso Leonardo, desempatando numa linda cobrança de falta. O Brasil estava entre os quatro melhores do mundo.

Na semifinal, estavam frente a frente Brasil e Suécia novamente. Entretanto nesse jogo, a seleção brasileira não deu chances aos suecos, vencendo a partida por 1 a 0, um gol de cabeça do baixinho Romário entre os zagueiros gigantes. O placar magro não demonstra o que foi a partida, pois o Brasil dominou todas as ações e só não goleou por falhas nas finalizações. Agora, depois de 24 anos, os brasileiros vinham sua seleção numa final de Copa do Mundo.

Acervo/Gazeta Press
Romário perde gol na prorrogação contra a Itália

O Brasil enfrentaria a seleção italiana na final, sendo que o vencedor se consagraria como o único país tetracampeão do mundo. O dois maiores jogadores do campeonato, Romário, do Brasil, e o italiano Baggio, realizariam o mais esperado duelo. A final foi nervosa, com bom lances das duas seleções, porém sem que nenhuma conseguisse os concretizar em gols. O tempo normal e a prorrogação se encerraram e o placar ainda estava como começou. Dessa forma a decisão iria, pela primeira vez na história, para os pênaltis. Nas penalidades, deu Brasil. Com gols de Romário, Branco e Dunga, e o erro de Baggio na quinta cobrança italiana, a seleção brasileira ganhou por 3 a 2.

Éramos os únicos tetracampeões do planeta.

O Brasil nas Eliminatórias

O Brasil disputou as Eliminatórias Sul-americanas no grupo B, junto com as seleções do Uruguai, Bolívia, Equador e Venezuela. Os dois primeiros colocados se classificariam para a Copa do Mundo de 1994, que seria disputada nos Estados Unidos.

A seleção, comandada pelo treinador Carlos Alberto Parreira, não começou bem na luta pela classificação para a Copa. Ela empatou a primeira partida com o Equador em 0 a 0 e depois o desastre: a derrota de 2 a 0 para a Bolívia em La Paz. Era a primeira partida que a seleção brasileira perdia na história das Eliminatórias.

Depois desse resultado, a situação de Parreira ficava complicada e sua permanência no cargo era criticada por muitos. Sua tática defensiva, utilizando dois volantes marcadores, era considerada responsável pelo mau futebol apresentado. A convocação de Romário, que brilhava no Barcelona, era unanimidade nacional, mas ele não era chamado por seu comportamento polêmico fora dos campos. A Bolívia acabou o primeiro turno como líder e o Brasil ficou em segundo, ganhando do Uruguai apenas pelo saldo de gols.

Tudo começou a mudar na partida de volta contra a Bolívia, em Recife, quando a seleção Canarinho apresentou um belo futebol, vencendo o jogo por 6 a 0. Porém, a classificação da seleção brasileira ainda não estava garantida e a vaga seria decidida no último jogo, contra o Uruguai, no Maracanã. Uma derrota eliminaria o seleção. Começaram as lembranças da Copa de 1950, quando perdemos a final para os uruguaios naquele mesmo estádio.

A tão esperada convocação de Romário aconteceu e ele não desapontou. O Baixinho marcou os dois gols da vitória por 2 a 0. Romário era herói, Parreira estava salvo e o Brasil se garantia na Copa de 1994.

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