DESTAQUES
Salenko e Stoichkov,
os artilheiros
| Acervo/Gazeta Press |
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| Salenko, astro da Rússia |
A artilharia da Copa do Mundo de 1994 ficou dividida entre
dois jogadores: o russo Oleg Salenko e o búlgaro Hirsto
Stoichkov, ambos com seis gols.
Stoichkov, que já era astro na equipe do Barcelona, foi
o grande responsável pela bela campanha da Bulgária na competição.
Dos quatro gols que seu país marcou a partir das oitavas,
ele fez três. A seleção búlgara ficou na quarta colocação,
tendo eliminado a Alemanha, que defendia o título, nas quartas-de-final
da Copa.
Já Oleg Salenko, que atuava, em 94, no Lograñes, um pequeno
clube espanhol, não era um jogador conhecido antes da Copa.
Uma prova disso é que ele só foi titular de seu país a partir
da segunda partida do campeonato. Além disso, sua seleção
não foi nada bem na Copa do Mundo, ficando apenas na terceira
colocação em seu grupo, nem se classificando para as oitavas-de-final.
Salenko só conseguiu chegar à artilharia pela brilhante
atuação que teve na partida contra Camarões. Nesse jogo,
que acabou 6 a 0 para os russos, Salenko marcou cinco, igualando
o recorde de gols em uma única partida de Copa do Mundo.
Baggio, a estrela da Itália
O Italiano Roberto Baggio foi o destaque internacional
da Copa de 1994. Ele, com seus dribles curtos, lançamentos
e cinco gols, foi o grande responsável por levar a Itália
à final. Defendendo a Juventus na época, o meia-atacante,
que em 93 havia sido considerado o melhor da Europa, chegou
à Copa como a grande esperança para o tetra italiano. Porém
na primeira fase, na qual sua seleção ficou em terceiro
lugar no grupo, classificando-se apenas nos gols marcados,
ele não atuou bem, ficando sem marcar nenhum gol.
O craque italiano começou a jogar bem a partir das oitavas-de-final.
Nessa fase, a Itália passou pela forte seleção nigeriana
ao vence-la, de virada, por 2 a 1, sendo que os dois gols
foram marcados por Baggio. Nas quartas-de-final, os italianos
passaram pelos espanhóis também por 2 a 1 e Baggio, a dois
minutos do fim, marcou o gol que selou a vitória da squadra
azzurra.
Na semifinal, os adversários foram os fortes búlgaros
que, comandados por Stoichkov, haviam eliminado a Alemanha,
país que defendia o título. O jogo foi muito disputado,
porém, com mais dois gols de Baggio, o italianos venceram
por 2 a 1, classificando-se para a grande final contra o
Brasil.
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| Baggio perde pênalti e jogadores brasileiros
comemoram |
Na decisão, onde o vencedor seria o primeiro tetracampeão
mundial, Baggio não brilhou como o esperado. Jogando machucado
e sob forte marcação, o craque italiano não criou as belas
jogadas pelas quais era tão conhecido e temido. A partida
acabou 0 a 0, indo para a decisão por pênaltis. Essa foi
a pior parte para Baggio, pois este chutou a quinta cobrança
por cima, dando o título ao Brasil.
Muitos lembram de Baggio como o homem que deu a vitória
aos brasileiros, porém o craque da azzurra foi certamente
um grande destaque na Copa dos Estados Unidos.
O doping de Maradona
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| Maradona cai no exame antidoping: uso de
efedrina |
Maradona voltou à seleção argentina como salvador. Contra
a Austrália, na repescagem, a Argentina tinha a última chance
de disputar a Copa nos Estados Unidos – e recorreu ao veterano
ídolo. Dom Diego comandou o time e garantiu sua presença
em mais um Mundial, mas já se sabia que corria o risco de
ser pego no exame antidoping. Na época, correu uma versão
de que Maradona havia feito um pacto com os dirigentes da
Fifa: seu nome ficaria fora de qualquer exame. O pacto foi
quebrado no jogo contra a Nigéria, quando a Argentina venceu
por 2 a 1, ainda na primeira fase. O exame constatou a presença
de efedrina, droga proibida pela Fifa. "Estou morto. Me
mataram", reagiu Maradona ao resultado do exame, colocando-se
como vítima de um complô. Os argentinos, já sem Maradona,
perderam o jogo seguinte para a Bulgária por 2 a 0, passaram
para as oitavas, mas foram eliminados pela Romênia por 3
a 2.
Curiosidades
- Na partida de abertura da Copa, disputada entre Alemanha
e Bolívia, alguns torcedores americanos, desacostumados
com as regras do futebol, bateram palmas para um arremesso
lateral.
- Pela primeira vez, a vitória valeu três pontos. Caso
valesse o antigo critério, no qual cada vitória valia dois
pontos, os classificados para a fase seguinte seriam os
mesmos.
- O jogo disputado entre Estados Unidos e Suíça, realizado
no Silverdome, em Detroit, foi o primeiro confronto na história
da Copa do Mundo que aconteceu em um estádio totalmente
coberto.
- A mãe do búlgaro Stoichkov sofreu um ataque cardíaco
na hora em que ele marcou o gol da vitória contra a Alemanha,
numa partida válida pelas quartas-de-final.
- O goleiro da Coréia do Sul, Choi In-Young, pediu demissão
no intervalo da partida que disputava contra a Alemanha. Ele
admitiu que falhara em dois dos três gols que havia sofrido.
A demissão foi aceita, o goleiro reserva assumiu a posição
e a Coréia do Sul melhorou. Porém, no final deu Alemanha:
3 a 2.