Voltar para a home Sexta, 09 de Janeiro de 2009 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
Untitled Document
  História
  O Brasil na copa
  Campeão
  Destaques
  Números
  << Outras Copas

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COPA DO MUNDO

França - 1998

DESTAQUES
Davor Suker, o artilheiro da Copa

Acervo/Gazeta Press
Suker: 6 gols no Mundial


Nada mau para uma estréia. A Croácia surpreendeu a todos e terminou a Copa do Mundo na terceira colocação da Copa da França. E mais: Davor Suker, considerado o melhor jogador da equipe, foi o artilheiro isolado do Mundial, com seis gols.

Suker nasceu em 1º de janeiro de 1968 na cidade croata de Osijek, ainda Iugoslávia, onde começou sua carreira como profissional em 1987. Passou pelo Dinamo Zagreb e pelo Sevilha, até ingressar no Real Madrid, em 1996, onde foi o artilheiro da equipe na temporada 96/97, campeão da liga espanhola na mesma temporada e da Copa dos Campeões da Europa em 1998.

Sua história na seleção croata começou nas Eurocopa 96, onde fez três gols diante da Dinamarca, mas foram eliminados pela mesma Alemanha que perdeu nas quartas–de–final. Artilheiro da equipe nas eliminatórias do Mundial, o atacante, bem como boa parte da geração croata da Copa de 98, chegou a atuar na seleção sub-21 da Iugoslávia no Mundial do Chile em 1987. Foi eleito o segundo melhor jogador da Copa e o terceiro melhor do mundo, pela Fifa, em 98. Quase caiu no ostracismo, indo parar na reserva do time espanhol no início de 1999. Atualmente, joga no Chelsea, Inglaterra.

Zidane, o melhor do mundo em 98

Zinedine Zidane nasceu em 23 de junho de 1972, na cidade de Marsiglia, França. Começou sua carreira no Cannes, em 1988, passando pelo Bordeaux, em 1992, e finalmente, em 1996, na Juventus, onde joga até hoje. No clube italiano, Zidane tornou-se o armador, mas nunca se atreveu a fazer muitos gols. Mesmo assim, ajudou a sua equipe a ser campeã italiana nas temporadas de 96/97 e 97/98, e finalista da Copa dos Campeões em 1998.

Na seleção francesa, foi fundamental na campanha da equipe na Eurocopa de 1996, onde perdeu a semifinal para a República Tcheca.

Durante a Copa da França, foi expulso na primeira fase, teve uma atuação bastante discreta e fez apenas dois gols. Para nosso azar, foram esses os gols do título mundial francês. Graças ao seu bom desempenho, foi eleito o melhor jogador do mundo em 1998.

Ronaldo, o Fenômeno, um mistério

Acervo/Gazeta Press
Ronaldo é perseguido por Ronald de Boer no duelo contra a Holanda


Ele tinha tudo para brilhar no Mundial. Eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo em 1996 e 1997, Ronaldo Luis Nazário de Lima recebeu, de quebra, a alcunha de Fenômeno na Itália. Artilheiro no Cruzeiro de Belo Horizonte, PSV Eindhoven e do Barcelona, foi reserva na Copa do Mundo de 94, com 17 anos, e ganhou a posição de titular desde o início da nova era Zagallo, na Olimpíada de Atlanta. O atacante da Internazionale de Milão tinha tudo para se transformar na maior esperança de gols da Seleção Brasileira.

Fez quatro gols em seis partidas. Mas quando foi preciso, na decisão da Copa, a pressão tornou-se insuportável. No fatídico dia 12 de julho, após o almoço, Ronaldinho teve tonturas, convulsões, suou muito, se debateu na cama, sentiu falta de ar, ânsia de vômito... O lateral Roberto Carlos, que estava no mesmo quarto, ficou muito assustado e chamou o médico Lídio Toledo na concentração em Lésigny. O craque estava estressado. Mas há outra versão: a convulsão teria sido causada por medicamentos receitados para se curar de uma lesão.

Claro, houve outras versões para o estranho problema que envolveu o jogador às vésperas da final. Até hoje, muitos mistérios estão envolvidos na pergunta que calou Brasil naquela dia: o que houve com Ronaldinho? Na primeira escalação, divulgada pela organização da Copa, Edmundo seria o titular, e o melhor do mundo estava na reserva. Minutos depois, a escalação começou a ser recolhida porque havia um erro, de acordo com os funcionários do centro de imprensa. Ronaldinho, que acabara de voltar do hospital instantes antes do início da partida, estava bem. Seus exames não indicaram problemas, e Zagallo escalou o jogador, que entrou em campo. Mas jogou como se não estivesse. Os demais jogadores, preocupados com a saúde do jogador, também pareciam estar longe da decisão.

Mesmo após esse fim trágico, Ronaldinho foi eleito o melhor jogador da Copa. Mas daquele dia em diante, o rendimento do atacante jamais foi o mesmo. Mal disputou a temporada 98/99 do Campeonato Italiano, envolvido com seus problemas no joelho. Aos poucos, Ronaldo está adquirindo sua forma física, e já mostrou que é capaz de retomar sua velha fase na última Copa América, no Paraguai, em julho de 99.

Curiosidades

1 – Enquanto a Croácia sagrou-se a surpresa do Mundial, a decepção ficava por conta da Espanha. A "Fúria", do técnico Javier Clemente, teve um desempenho pífio, ficando apenas com a terceira posição em seu grupo. Perdeu para a Nigéria por 3 a 2, com a ajuda do goleio Zubizarreta, ficou no 0 a 0 com o Paraguai e, mesmo goleando a Bulgária por 6 a 1, o resultado mais expressivo da competição, nada mais podia fazer para evitar o vexame, diante da vitória paraguaia sobre a já classificada Nigéria por 3 a 1.

2 – Festa dentro de campo, guerra do lado de fora. Hooligans alemães e ingleses barbarizaram a França. Às vésperas da partida envolvendo Inglaterra e Colômbia, ainda na primeira fase, 35 fanáticos torcedores ingleses foram presos em Lille e Lens, por causa das brigas. Os alemães foram mais duros: após o empate com a Iugoslávia em 2 a 2, também na primeira fase, os torcedores agrediram um cinegrafista da rede Globo e um policial francês, que permaneceu em coma durante um bom tempo. Segundo um depoimento de um policial local, eles estavam sóbrios e usavam sistemas móveis de comunicação para dispersar e reagrupar rapidamente.

3 – Outro acontecimento provocou tristeza no mundo do futebol: Fernand Sastre, dirigente francês e co-presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo, morreu vítima de um câncer no pulmão. O ex-jogador francês e também presidente do Comitê Organizador, Michel Platini, chorou muito na tribuna de honra do estádio La Beaujoire, em Nantes, numa homenagem feita pouco antes da partida entre Espanha e Nigéria. Durante nove anos, Sastre trabalhou como presidente do Comitê Organizador da candidatura da França para a sede da competição.

4 – Os conflitos políticos entre iranianos e norte-americanos passaram longe da Copa. Dentro do Estádio Gerland, em Lyon, as seleções dos dois países protagonizaram uma das cenas mais bonitas da competição: as duas equipes se saudaram e trocaram flores entre si. Fora de campo, era possível ver torcedores dos dois países abraçados, jogando bola na rua, cantando o nome do outro país, pensando apenas em futebol. O resultado final foi 2 a 1 para o Irã, a única vitória do país em copas, mas suficiente para eliminar os EUA. "Ao vencer os Estados Unidos, o Irã conseguiu por meio do esporte o que não conseguiu com a política", dizia um jornal iraniano. Já os americanos lamentaram a derrota, mas destacaram o clima amistoso entre os jogadores das duas seleções.

5 – Faltavam poucos dias para o início da Copa quando os pilotos da companhia aérea Air France, companhia aérea oficial da competição, iniciaram uma greve, deixando os principais aeroportos franceses repletos de problemas, pois os passageiros estavam com dificuldades para conseguir passagens em outras empresas. Isso sobrecarregou as estradas e a rede ferroviária. Felizmente, para alívio dos torcedores, o grupo de pilotos aceitou a proposta da empresa no dia 10 de julho – data da abertura do Mundial. Os pilotos declararam greve por causa de um plano da companhia em reduzir os salários em troca de ações da empresa no mercado financeiro. Mas voltaram atrás após receberem a proposta de redução salarial em troca de ações e outras concessões.

Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página